O que é a renda fixa e como funciona esse investimento

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O que é a renda fixa e como funciona esse investimento
O que é a renda fixa e como funciona esse investimento

A renda fixa é uma modalidade de investimento muito conhecida dos brasileiros, sobretudo pelo maior segurança e previsibilidade. 

A famigerada poupança, inclusive, é um tipo de aplicação que se enquadra na modalidade, porém nem de longe é mais rentável e nem mesmo a mais segura

Neste artigo vamos explicar um pouco melhor sobre o que é e como funciona a renda fixa e quais são os principais investimentos de renda fixa disponíveis no mercado financeiro.

O que é renda fixa?

Renda fixa é uma modalidade de investimentos na qual  as condições de rendimento da aplicação são conhecidas previamente pelo investidor. Esse tipo de investimento é mais voltado para pessoas com perfil conservador, aquelas que procuram rentabilidade mas sem abrir mão da segurança. Apesar de ser a modalidade mais marcante nas carteiras conservadoras, a renda fixa também pode ser interessante para quem tem perfil mais agressivo mas quer diversificar seu portfólio. 

Além disso, a renda fixa é geralmente a modalidade de investimento usada para reservas de emergência ou de oportunidade. Os produtos dessa modalidade são abundantes no mercado e cada um deles possui características diferentes que determinam a segurança, prazos, liquidez e rentabilidade, que pode ser prefixada ou pós fixada. 

O que é renda fixa prefixada?

Os termos prefixado e pós fixado são muito frequentes quando o assunto é renda fixa. O que chamamos de prefixado são os ativos que possuem rentabilidade determinada por uma taxa fixa e que não varia durante o tempo de aplicação, nesse caso, no momento da aplicação o investidor já sabe exatamente qual será o retorno do seu investimento. 

Uma LCA com retorno de 8,5% ao ano, por exemplo, é um exemplo de uma renda fixa prefixada. 

O que é renda fixa pós-fixada

Ao contrário do que ocorre no caso anterior, na renda fixa pós-fixada o investidor não sabe de antemão qual será exatamente o retorno dos seus investimentos, nesse caso a rentabilidade do título está atrelado algum índice da economia como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), Taxa Selic ou IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Uma CDB que renda 110% é um exemplo de um título pós-fixado. 

É importante ressaltar que existem títulos de renda fixa que combinam os dois modelos básicos de rentabilidade, são os títulos híbridos, nesses casos, uma parte da rentabilidade é uma taxa prefixada e a outra parte está atrelada a algum indicador. 

Uma LCI que paga IPCA + 3,5% ao ano é um exemplo de um título de renda fixa híbrido. 

Como funciona a renda fixa

Os títulos de renda fixa são emitidos por bancos e outras instituições financeiras, empresas e até mesmo pelo governo com objetivo de atrair capital, nesse sentido, quando você investe em uma renda fixa, de maneira simples, está emprestando dinheiro para a instituição emissora para que ela possa financiar suas atividades. 

Em troca do seu empréstimo, o emissor do título devolve, em uma prazo determinado, o dinheiro aplicado acrescido dos juros. Como dissemos, os títulos de renda fixa podem ser emitidos por diversos tipos de instituições e também podem possuir finalidades distintas. 

Tipos de renda fixa

Basicamente renda fixa pode se divir em três tipos básicos dependo de quem emitiu o título:

Crédito Bancário

Como o nome sugere, o crédito bancário se refere aos títulos emitidos pelos bancos e por outras instituições financeiras, esses produtos são muitos comuns no mercado e são oferecidos pelos bancos com o intuito de levantar capital usado para financiar suas próprias atividades, como empréstimos pessoais ou que são destinados para setores específicos da economia. 

Dentre a renda fixa crédito bancários os títulos mais comuns são:

Uma vantagem desse tipo de investimento é que eles são garantidos pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito – até o limite de R$ 250 por CPF ou CNPJ por instituição financeira. 

Crédito Privado

O crédito privado se refere aos títulos emitidos por empresas. Em geral, esses títulos de renda fixa são um pouco mais arriscados, pois não possuem cobertura do FGC, nesse sentido, caso a empresa não consiga honrar com suas obrigações, o investidor corre o risco de não receber o valor aplicado. 

Uma boa forma de avaliar o risco desse tipo de aplicação é observando o Rating (nota de crédito emitida por uma agência de classificação de risco) do seu emissor. Como esses títulos  podem ser mais arriscados, é possível encontrar opções de renda fixa e crédito privado com rentabilidade melhor. 

Os principais títulos dessa modalidade são:

Títulos Públicos do Tesouro Direto

Os Títulos Públicos do Tesouro Direto são outro tipo de renda fixa muito conhecido entre os brasileiros, isso porque além de muito segura também é uma modalidade de investimento bastante acessível. 

É possível fazer aplicações em títulos públicos no Tesouro Direto a partir de R$ 30. 

Ao fazer um investimento no Tesouro Direto, você está emprestando dinheiro para o Governo Federal e tem nada menos do que o próprio Tesouro Nacional para garantir que vai receber o seu dinheiro no final da aplicação. 

Por isso esses produtos são considerados os mais seguros do mercado e são a alternativa mais procurada para quem quer sair da poupança

Além de bastante seguros, os títulos públicos do Tesouro Direto ainda contam com outra vantagem, a liquidez. Principalmente o Tesouro Selic que pode ser resgatado a qualquer momento e tem liquidez garantida pelo próprio governo. 

Nas prateleiras do Tesouro Direto você vai encontrar três tipos de títulos:

Imposto de Renda – Renda Fixa

Alguns investimentos de renda fixa citados até aqui possuem isenção de imposto de renda, como é o caso da LCI, LCA, CRI, CRA e as debêntures incentivadas, nesse caso, você deve declarar esses títulos no IR como investimentos isentos e não tributáveis

Já os outros títulos são tributáveis e o investidor deve pagar Imposto de Renda . O valor do imposto, no entanto, é retido diretamente na fonte. Ou seja, no momento do resgate você vai receber o valor já descontado do IR.  A tributação desses títulos segue a tabela regressiva do imposto de renda, por isso o mais vantajoso é deixar o dinheiro aplicado por um prazo maior. 

Veja a tabela regressiva do imposto de renda para renda fixa:

Além do imposto de renda, a renda fixa também está sujeita ao IOF – Imposto sobre Transações Financeiras – que incide sobre o lucro do investimento nos primeiros 29 dias da aplicação. A alíquota é regressiva e no primeiro dia é de 96% do lucro,  no trigésimo dia a alíquota do IOF é zerada. 

Veja a tabela completa da alíquota regressiva do IOF:

Vale a pena investidor em Renda Fixa

A renda fixa é sem dúvida um investimento interessante, sobretudo para os investidores mais conservadores que não querem ter muita exposição ao risco, mas buscam opções de investimento com melhor rentabilidade no mercado.

Mas, mesmo para aqueles que têm maior apetite pelo risco, a renda fixa também deve ser explorada, principalmente como reserva de emergência e diversificação de portfólio. 

Esses produtos são menos arriscados e em cenário mais turbulentos, podem ajudar a segurar a carteira de investimento e ainda garantir uma reserva para oportunidades, segundo o senso comum de mercado.

As principais vantagens da renda fixa são:

Apesar de ter muitas vantagens, a Renda Fixa não costuma oferecer grandes oportunidades para os investidores no curto prazo, essa é a principal desvantagem desse tipo de aplicação. 

Uma dica, nesse sentido, é conversar com um assessor de investimentos. O assessor é um profissional qualificado que vai te ajudar a entender qual o melhor investimento para você de acordo com seus objetivos e o cenário atual.