Você pode não se dar conta, mas o termo volatilidade está presente de forma constante na sua vida. 

De maneira geral, usamos a expressão volatilidade para descrever algo que muda ou varia com facilidade e que possui um certo grau de imprevisão. 

Se adaptado para o mundo financeiro, o termo mantém sua característica fundamental que é a variabilidade. Por isso, quando falamos que um produto financeiro é volátil, que dizer que ele varia muito. 

Mas o que você pode não saber é que, com as ferramentas certas, você pode usar essas variações ao seu favor. 

Vamos falar disso mais detalhadamente ao decorrer do texto. 

O que é volatilidade – Conceito

Volatilidade é a métrica mais famosa usada para calcular o risco de mercado, sua medição é feita por meio de um instrumento estatístico chamado desvio padrão (DP). 

Não nos aprofundaremos na questão matemática, por hora basta entender que o DP captura as oscilações em torno da média em uma série de dados no tempo

Achou um pouco complicado? Vamos simplificar.

Isso quer dizer, que a volatilidade é uma variável econômica que mede a oscilação de valor em frequência e intensidade. 

Na prática, um ativo que apresenta um elevado grau de volatilidade tem seu preço sofrendo forte alteração em um determinado período de tempo. 

Nesse sentido, a volatilidade é usada para avaliar vários tipos de investimento.

Volatilidade no mercado de Ações:

No mercado de ações, analisar o grau de volatilidade de um ativo é buscar entender como esse se comporta e traçar um perfil. Isso é bastante comum nesse mercado.

Fazendo isso, você poderá encontrar boas oportunidades de compra e venda dos ativos para ganhar dinheiro.

É importante, ressaltar, que a volatilidade está diretamente ligada ao risco, por isso se você investir em uma ação mais volátil, automaticamente estará escolhendo uma opção arriscada mas também com maior potencial de retorno.

Volatilidade do Tesouro Direto:

Para quem busca opções mais seguras, o Tesouro Direto, com certeza é uma ótima opção.

A baixa volatilidade desses produtos, e consequentemente menor risco, são uma característica muito marcante que atrai uma grande parcela investidores.

Mas isso, não quer dizer que os produtos são totalmente isentos de volatilidade. 

No caso do Tesouro Selic, atrelado a taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic, a volatilidade fica por conta das variações nesse indicador. 

Contudo, existe certa previsibilidade na Taxa Selic, por isso a volatilidade é menor. 

No caso do Tesouro IPCA +, que tem sua rentabilidade à atrelada à inflação da economia, a volatilidade é um pouco maior, já que esse indicador pode oscilar tende oscilar mais, inclusive podem oscilar TANTO quanto a bolsa de valores.

De qualquer maneira, é preciso ter em mente que esses ativos são bastante seguros, isso porque você está aplicando em títulos do governo garantidos pelo próprio Tesouro Nacional. 

Volatilidade Cambial

Inicialmente você pode pensar que a volatilidade cambial é um bicho de sete cabeças, mas logo verá que é algo muito simples. 

O termo volatilidade cambial nos remete aos valores das moedas umas perante as outras no mercado de câmbio. 

Uma das previsões mais difíceis de serem feitas é o valor do dólar frente às outras moedas ao longo do tempo, isso essa precificação se faz por meio de inúmeras variáveis internas e externas.

A variação nos valores das moedas tem um papel muito importante no mercado financeiro. 

Obter o máximo de entendimento e informação pode ser a diferença entre um investimento bem-sucedido e a perda de capital. 

A volatilidade cambial pode ser usada para especular em mercados futuros, por meio dos investimentos diretos em moeda como reserva de valor. 

Também é importante levar em consideração a relação direta que a volatilidade cambial impacta nas empresas que praticam importações e exportações de seus bens, além daquelas que possuem dívidas e contratos em moedas estrangeiras.

Como calcular a volatilidade de um ativo?

Agora que já falamos um pouco sobre a volatilidade e como ela afeta cada mercado, você pode estar se perguntando: como calcular a volatilidade de um ativo?

Em primeiro lugar é preciso dizer que não existe uma regra única para isso. 

Entretanto, uma das formas mais usadas para calcular a volatilidade de um investimento é a partir do desvio padrão da rentabilidade histórica dele. 

Esse modelo leva em conta uma medida de volatilidade absoluta, que muda de acordo com o período de tempo usado na avaliação. 

Outro modelo muito usado para calcular a volatilidade de um ativo é avaliação relativa. Nesse caso, a volatilidade é medida de acordo com as oscilações do mercado. 

A medida beta é maneira mais usada nesses casos, pois define o quão volátil um ativo é frente a um índice usado no mercado. 

Como usar a volatilidade para ganhar dinheiro

A volatilidade é conceito, que como mostramos, pode ser usado para avaliar qualquer tipo de produto e mercado incluindo, ações, renda fixa, câmbio, entre outros. 

A expressão está ligada às variações nos preços dos ativos, por isso, também ao risco. 

Assim, se você consegue compreender como esses conceitos e como eles afetam os seus investimentos será capaz de avaliar mais precisamente as possibilidades de perdas e ganhos para diversificar sua carteira, mitigando os riscos e maximizando o lucro.

Em resumo, não faça como na imagem acima! Só assim você vai se beneficiar da volatilidade.