As small caps são uma ótima opção se você está procurando ações com melhor potencial de retorno na Bolsa de Valores. 

Elas são consideradas de segunda ou terceira linha por serem de empresas com menor valor de mercado, mas por conta de algumas características especiais podem gerar um melhor ganho para o investidor. 

Se você não sabe o que são as small caps e como investir nesse tipo de empresa, leia este artigo até o final e veja como é possível aumentar a possibilidade de retorno investimento em empresas menores na Bolsa de Valores. 

O que são small caps?

Na Bolsa de Valores as empresas podem ser divididas em grupos de acordo com o seu valor de mercado, sendo as small caps as empresas que possuem uma baixa capitalização. 

Essas divisão muito importante para definir o tamanho de cada companhia. 

Em geral, as empresas de capital aberto com valor de mercado entre US$ 300 milhões e US$ 2 bilhões são classificadas como small caps

Normalmente, as ações das empresas dessa categoria são consideradas como de segunda ou terceira linha uma vez que a movimentação financeira dos seus papéis é menor, quando comparada à outras empresas maiores, as blue chips. 

Como a movimentação nesses papéis é menor a procura por eles também tende a cair, o que pode gerar uma disparidade entre o valor o real e o valor negociação, algo que pode gerar grandes oportunidades para os investidores. 

Apesar da menor procura, vale lembrar que a negociação desses papéis na Bolsa ocorre da mesma forma que as negociações de outras grandes empresas. 

Elas também possuem um ticket de negociação e também podem ser compradas e vendidas pelo home broker. O que muda mesmo, é a classificação desses papéis. 

Classificação das empresas

Além das  Small Caps o mercado ainda conta com outras classes de empresa de acordo a sua capitalização. 

Veja os diferentes grupos de empresas:

  • Nanocaps: Empresas com valor de capitalização de mercado menor do US$ 50 milhões
  • Microcaps – Empresas com capitalização de US$ 50 milhões a US$ 300 milhões
  • Small Caps – Empresas com capitalização entre US$ 300 milhões e US$ 2 bilhões
  • Mid Caps – Empresas com capitalização entre US$ 2 bilhões e US$ 10 bilhões 
  • Large Caps – Empresas que possuem capitalização entre US$ 10 bilhões e US$ 200 bilhões
  • Mega caps – Empresas com mais de US$ 200 bilhões de capitalização

Além do valor de mercado, a classificação de empresas também pode considerar outros fatores como faturamento e volume de negociação das ações. 

Porém, de maneira mais geral, podemos considerar as small caps são empresas que possuem valor de mercado entre US$ 300 milhões e US$ 2 bilhões.

Características das small caps

Como dissemos, as small caps são negociadas na bolsa da mesma maneira que outras empresas maiores ou menores, mas isso não quer dizer que essas ações não possuem características próprias. 

As especificadas das small caps, aliás, podem ser um grande diferencial para os investidores que buscam um alto potencial de retorno. É claro que isso está acompanhado de um maior risco, mas pode valer a pena. 

Vamos ver algumas das características que diferenciam as ações da small caps de outras empresas. 

Menor Valor de Mercado

Como dissemos, as small caps são empresas que possuem um menor valor de mercado, variando entre $ 300 milhões e $ 2 bilhões de dólares

Esse é um de suas maiores características, aliás é isso que define essas empresa como small caps. 

Menor liquidez

Outra característica visível em muitas small caps é a menor liquidez que essas empresas apresentam no mercado, quando comparado às ações de empresas com maior capitalização. 

Isso quer dizer que essas ações possuem um menor volume de negociações na Bolsa ao longo do dia e por isso tendem a afastar investidores maiores, seguradoras, fundos de investimento, entre outros. 

Imagine, por exemplo, que um fundo de investimento tem uma parcela considerável de seu patrimônio aplicado em uma small cap e que por algum motivo resolve desfazer essa posição. 

Como a ação não tem muita liquidez, vender todos papéis para encerrar a posição pode ser uma tarefa difícil. Por isso, muitos grandes investidores preferem não alocar recursos nessas ações, mesmo que possa parecer ser um bom negócio. 

Menor visibilidade no mercado

Como dissemos, a falta de liquidez a qual as small caps estão sujeitas afasta os grandes investidores desses papéis e por isso eles são menos acompanhados pelo mercado como um todo. 

Dessa maneira, é mais díficil encontrar relatórios e outros conteúdos de casas de análises sobre esse tipo papel. 

Essa menor cobertura faz com que dados e informações a respeito da situação da empresa não sejam conhecidas por muitos investidores e que, por isso, elas sejam menos exploradas. 

Maior volatilidade

Como as small caps possuem menor liquidez e são menos acompanhadas pelo as oscilações nos seus preços tendem a ser mais acentuadas, ou seja sua volatilidade é maior. 

Nesse sentido, a entrada ou saída de um grande investidor nesses papéis tendem a causar movimentações mais fortes do que aconteceria com outros papéis mais líquidos. 

Além disso, os preços das small caps tendem a ser mais voláteis por conta da falta de previsibilidade de seus resultados. 

Como as small caps são menos assistidas pelo mercado, qualquer notícia nova a respeito de seus resultados ou de outros fatores relacionados ao negócio podem chegar de maneira muito abrupta ao mercado, surpreendendo os investidores. 

Essas movimentações bruscas não costumam acontecer com as large caps, por exemplo. Isso porque elas são acompanhadas o tempo todo e as alterações vão sendo precificadas pelo mercado ao longo do tempo. 

Já no caso das Small Caps essa cobertura de informações não é feita ou é feita com menor frequência e, portanto, o mercado só passa a saber o que está acontecendo com a empresa quando os resultados são divulgados. 

Nesses casos as correções acontecem de uma só vez, para cima ou para baixo. 

Riscos maiores

Riscos maiores também são uma característica muito importante das small caps, a parte boa é que isso está atrelado a um potencial maior de retorno que vamos abordar daqui a pouco. 

O risco das small caps está relacionado, sobretudo, ao fato de essas empresas possuírem maiores dívidas, em relação a empresas de capitalização maior. 

Como o foco desse tipo de empresa é o crescimento, mais dívidas são contraídas o que as deixam mais expostas. 

Nesse cenário, elas ficam mais vulneráveis à mudanças na economia que afetem suas contas, como as mudanças na taxa de juros, por exemplo. 

Além disso, como essas empresas são menores e, portanto, apresentam mais risco para seus credores, as taxas de juros sobre empréstimo costumam ser mais elevadas, o que pode aumentar ainda mais a instabilidade financeira da companhia. 

Potencial de retorno mais elevado

Apesar de serem mais arriscadas, as small caps também oferecem um maior potencial de crescimento para seus investidores. Afinal, nenhuma empresa nasce gigante. Antes de chegar lá elas, provavelmente, foram um small cap

Além disso, como o acompanhamento dessas empresas é menor é muito comum que elas sejam mal precificadas e o seu valor justo pode ser maior do que o valor de suas ações no mercado. 

Então, se a ideia é investir em uma small cap o ideal é buscar o máximo de informações a respeito do seu negócio. Em geral, na página de relacionamento com o investidor da empresa é possível encontrar muitas informações relevantes sobre ela. 

Dessa forma é possível diminuir o problema em relação à falta de cobertura dessas empresas. 

Vale a Pena investir em Small Caps?

Como dissemos, as empresas com menor capitalização de mercado podem ser mais arriscadas, mas ao mesmo tempo oferecem maior potencial de retorno e essa é principal vantagem das small caps para os investidores. 

A Possibilidade de encontrar boas oportunidades em empresas de menor porte é, muitas vezes maior, do que em ações como a do Itaú, Petrobras e outras empresas mais consolidadas na Bolsa. 

Nesse sentido, investir em small caps pode ser uma boa ideia e valer muito a pena. 

Um exemplo de uma empresa de muito sucesso que já foi considerada uma small cap é Magazine Luiza. 

Isso mesmo, uma das maiores revelações da Bolsa, cujas ações cresceram mais de 18.000% entre 2016 e 2019, já foram tidas como ações de segunda linha.

Esse investimento, no entanto, deve ser analisado com cautela, a escolha dos ativos precisa ser embasadas em dados confiáveis e realistas. Por isso é muito importante ficar bem informado a respeito do negócio no qual você vai investir, para minimizar os riscos. 

Como dissemos, no site de relacionamento com os investidores das empresas listadas na Bolsa de Valores é possível encontrar informações completas sobre resultados e outros fatos relevantes sobre o negócio. 

Não deixe de acompanhar essas informações se você pretende investir em uma small cap. 

Como investir em small caps

As empresas de segunda e terceira linha podem ser uma boa opção de investimento, afinal elas têm um potencial maior de retorno para compensar seus riscos. 

Mas como investir em small caps exatamente? Essa parece uma pergunta meio óbvia, afinal, como falamos anteriormente as ações dessas empresas são negociadas na Bolsa de Valores da mesma forma que são negociadas outras ações. 

O que você talvez não saiba, no entanto, é que além das ações existem outras maneiras de investir em small caps que, inclusive, dependendo dos seus objetivos pode ser uma opção mais interessante. 

Vamos falar agora sobre as principais maneiras de investir em small caps. 

Ações

Vamos começar pelo óbvio, investir diretamente em ações small caps. Nesse caso você vai precisar abrir conta em uma corretora de valores e comprar sua ações. Você pode fazer isso usando o home broker de maneira bem simples. 

Quando um investidor compra uma ação de uma empresa passa a ser sócio direto dela e, portanto, passa a ter direito sobre parte de seus lucros, distribuídos como dividendos ou juros sobre capital próprio. 

Você deve ter em mente, no entanto, que para investir sozinho em uma empresa comprando suas ações na bolsa, é preciso analisar o negócio e ação para definir se o investimento vale, ou não a pena. 

Fazendo uma boa análise é possível encontrar small caps com um bom potencial de retorno no mercado, mas isso vai demandar tempo. Então ter preguiça de estudar não é uma opção aqui.

ETF

A segunda forma de expor as small caps é investindo em um ETF (Exchange Traded Funds), em portugês fundo de índice. 

O ETF nesse caso é o SMAL11, fundo passivo, que tem como objetivo replicar o índice de  SMLL da b3 que, por sua vez, funciona como uma média do desempenho das principais small caps negociadas na bolsa. 

Para tentar replicar o indicador de sua referência, no caso o SMLL, o gestor do ETF aloca os recursos do fundo  de acordo com a carteira do índice, inclusive nas mesmas proporções que elas compõem a carteira do SMLL. 

Portanto, quando você investir no SMAL11 na verdade não está aplicando em um único ativo, mas sim em um pacote bastante diversificado de ações. 

Aliás, uma das maiores vantagens de um ETF é justamente a sua diversificação. Isso é válido sobretudo para os pequenos investidores que não têm muito capital nem conhecimento para diversificarem suas carteiras. 

Além da diversificação, os ETFs ainda têm como vantagens a praticidade do investimento, afinal de contas, a responsabilidade pela alocação e pela burocracia do fundo fica por conta de seu gestor e de seus administradores. 

Por fim, vale mencionar que pode ser um fundo passivo a taxa de administração do SMAL11 é menor se comparado a outros tipos de fundos. 

Fundos de Small Caps

Além dos ETFs e o investimento direto em ações, outra forma de se expor as small caps é através da aplicação em fundos de investimento de small caps. 

A lógica aqui é basicamente a mesma de um ETF, a responsabilidade da gestão dos recursos do fundo vai ficar por conta do gestor que tem o objetivo de trazer os melhores retornos dentro da proposta definida para o fundo de investimento. 

A parte boa é que a gestão, nesse caso,  pode ser ativa. Isso quer dizer que o objetivo do gestor não será apenas seguir de perto um índice, mas sim super o seu benchmark e entregar o melhore resultado possível para os cotistas do fundo. 

Por outro lado, como a gestão é ativo, esse tipo de fundo de investimento costuma cobrar uma maior taxa de administração. 

Esse é um fator que você deve ficar muito atento na hora de escolher em qual fundo vai investir. Taxas de administração muito alta podem comprometer seus rendimentos. 

Melhores Small Caps para 2020, segundo analistas.

Ficou interessado em investir em empresas com menor valor de mercado na Bolsa? Então vamos te falar um pouco sobre algumas small caps promissoras para 2020. 

JSL (JSLG3)

A JSL, negociada na Bolsa de Valores com o código JSLG3 é um grupo brasileiro de empresas que atua no setor de transporte e logística, sendo o seu foco principal a locação de caminhões e veículos de passeio. 

Entre as subsidiárias da companhia estão a Movida, cujas ações também são negociadas em bolsa com o código MOVI3, CS Brasil, Vamos e Original. 

O que torna a JSL uma opção interessante para investir é o bom potencial de crescimento da receita da empresa esperada para os próximos anos, em decorrência do aumento da demanda pelos seus serviços. 

Embora seja uma prática já muito comum em outros países, no Brasil o número de empresas que terceirizam suas frotas ainda é muito pequeno e a medida em que a prática cresce, empresas como a JSL tendem a se valorizar 

Nesse sentido, há uma boa perspectiva de crescimento para o números da JSL o que pode gerar um aumento no preço das ações da companhia. 

São Carlos (SCAR3)

Outra opção de small cap para 2020 é a São Carlos, empresa negociada na Bolsa com o ticker SCAR3. 

A São Carlos é uma empresa do setor imobiliário que possui como foco a aquisição de edifícios corporativos e empreendimentos de varejo e conveniência para revenda.

Para conseguir um melhor resultado com suas operações, a São Carlos busca por empreendimentos com bom potencial de valorização e realiza um retrofit nos imóveis com o intuito de modernizá-los e aumentar seu valor no mercado. 

Nesse sentido, além de uma case de negócios bastante interessante e rentável, a São Carlos consegue se beneficiar do crescimento de um dos setores que mais tem a ganhar com a retomada da economia: o setor imobiliário. 

Além disso, é importante ter em mente que a São Carlos realizou recentemente uma emissão de debêntures com custo baixos, por conta da queda na taxa de Juros, o que diminui o custo de crédito da empresa e ainda possibilita a tomada de uma valor maior para aquisições de imóveis. 

Por fim, vale ressaltar que a empresa vem sendo negociada com um Valor Patrimonial Líquido consideravelmente descontado, o que indica que as ações da companhia tem boa capacidade de elevação. 

PetroRio (PRIO3)

A terceira e última small cap que vamos falar é a PetroRio, que pode ser outra ótima oportunidade para os investidores em 2020, apesar das altas na cotação dos seus papéis nos últimos anos. 

A PetroRio, negociada na bolsa com o ticker (PRIO3) é a maior companhia de exploração de petróleo privada do Brasil e passou por um turnaround recentemente com aquisição de participações em importantes campos de exploração de petróleo já em produção. 

Até então a petrolífera estava focada na aquisição de campos ainda em fase de maturação o que, apesar do bom potencial para futura estava impactando seus resultados. 

Contudo, com a compra de novos campos já em fase de produção, os resultados da PetroRio passaram a ser bem melhores. 

Ao final de 2019, a PetroRio comprou uma participação de 30% da Petrobras em um campo de exploração com payback estimado de apenas dois anos. 

Mesmo assim, a PetroRio mantém suas campanhas de perfuração em áreas com boa capacidade de exploração o que pode trazer bons frutos no futuro.