Quando Comprar Ações na Bolsa de Valores? | Blog London Capital

Quando Comprar Ações na Bolsa de Valores?

By Jonathan Camargo

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Por que uma queda de 66% seria melhor do que um alta de 200%?

Suponha que você seja um investidor de meia-idade com um horizonte de 30 anos para aposentadoria. Sua carteira é 100% investida em ações no Brasil – é composta por 100 cotas do “etf” Ibovespa, no valor de R$ 100K a preços correntes de mercado.

Antes de continuar, quero só fazer um adendo, reeditei o texto deste artigo que você está lendo inspirado neste artigo, trazendo-o para a versão tupiniquim, mas acho que vale a leitura dele na integra.

Assumindo que os fundamentos permanecem inalterados, qual resultado o deixaria mais rico na aposentadoria:

  • (1) o Ibovespa subir  200% em digno de ser chamado de bolha, ou;
  • (2) o Ibovespa mergulhar  66% em um choque brutal de tipo depressão?

Surpreendentemente, você acabaria se aposentando mais rapidamente se a queda brutal ocorresse.

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Isso é verdade  mesmo se assumirmos que o mergulho dura para sempre e que você não acrescenta dinheiro novo ao mercado quando os preços caem.

Vamos trabalhar nos detalhes. 

Podemos separar os impulsionadores do retorno total do patrimônio líquido em três componentes: dividendos, crescimento do lucro por ação e mudanças na avaliação.

Vamos começar com dividendos.

Qual o Dividendo Médio pago na Bolsa de Valores?

De 2002 até hoje , o atual rendimento de dividendos da Bovespa está entre 5,2% e 2,2% .  

Para simplificar, vamos supor que daqui para frente todos os proventos, Juros sobre Capital Próprio e Dividendos, entraram no calculo do Dividend Yield.

Teremos uma perspectiva de retorno total, os dividendos adicionais serão reinvestidos pelos acionistas, de modo que tudo acabará no mesmo lugar.

Se o rendimento atual de recompra, líquido de diluição, fosse desviado para dividendos, o rendimento de dividendos seria algo próximo de 3,6% , considerando a média dado pelo estudo da Economatica:

Você pode ver este estudo da Economatica, aqui.

Qual o Crescimento do Lucro por Ação no Brasil?

O lucro por ação (LPA) é mais difícil de estimar porque não sabemos o que vai acontecer com a lucratividade corporativa – ela está atualmente em um nível depremido e pode reverter para a média.

Para ser conservador, vamos supor que ele reverta para a média, e que o crescimento de LPA, acaba sendo a média do PIB nas últimas décadas – digamos, 3,9% ao ano.

Retirei este dado deste estudo do Itaú BBA, aqui.

Afinal, vale mais uma queda de 66% ou uma alta de 200%?

Quanto à avaliação do mercado, estamos comparando duas possibilidades diferentes: primeiro, que sobe em 200% , em segundo lugar, que cai 66% por cento. 

Em ambos os casos, estamos assumindo que o movimento para – que a avaliação permaneça elevada ou deprimida para sempre.

A tabela a seguir descreve a trajetória do retorno total nos dois casos.

Como você pode ver, a queda é comprovadamente melhor para a sua aposentadoria do que a alta expressiva, com a óbvia advertência de que você tem que manter a disciplina e manter o investimento de longo prazo.

Se você entrar em pânico e vender com uma queda expressiva, todas possibilidades ao seu favor vão por água abaixo.

Agora, para ser claro, não precificamos os intangíveis associados a altas expressivas e quedas emblemáticas – especificamente, a experiência altamente satisfatória de ver os investimentos subindo como um foguete, e a experiência altamente angustiante de observá-los derretendo, especialmente quando o dinheiro de uma vida está envolvido.

Se levarmos em conta esses intangíveis, obviamente devemos preferir a alta de 200%. Mas em uma base de retorno bruto, o crash ou queda vale mais a pena.

A razão pela qual a queda produz um resultado final melhor é que a avaliação em que os investidores reinvestem dividendos – ou, alternativamente, a motivação pela qual as corporações recompram ações, se escolherem essa rota em vez de pagar dividendos – tem um impacto poderoso no longo prazo a favor dos retornos totais, um impacto que aumenta de forma não linear à medida que as ações caem aos extremos.

No caso da queda, os dividendos são reinvestidos a cerca de 1/9  da valorização da bolha. Ao longo de 30 anos, o efeito acumulado do reinvestimento barato é suficiente para compensar totalmente o impacto de um único aumento de 2 vezes no valor de mercado.

Os investidores podem querer reconsiderar se um mundo sem correções e colisões seria realmente bom para o longo prazo, especialmente considerando-se o quanto as empresas estão atualmente reciclando seus fluxos de caixa em dividendos e recompras. 

No que diz respeito aos retornos futuros, tal mundo teria um custo, mesmo para aqueles que já estão confortavelmente.

Mas acredito que o gráfico abaixo, pode mostrar com facilidade como alguém que faz isso por longos e longos anos como Warren Buffett. Em sua metodologia ele compra nas quedas e procura empresas com lucros crescentes e baixa variabilidade de resultados.

Espero que tenham gostado do artigo e aproveitado para aprender um pouco mais que nem sempre as quedas são mortais !

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador do Blog London Capital e assessor de investimentos na New York Capital empresa de assessoria de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.