Melhores Investimentos: Como Escolher os Melhores Tipos de Investimentos Financeiros | Blog London Capital

Melhores Investimentos: Como Escolher os Melhores Tipos de Investimentos Financeiros

By Tatiana Mallmann

Investimentos: o que você precisa saber antes de começar a investir

Qualquer pessoa pode se tornar um investidor, independentemente do capital disponível para investimentos. Por exemplo, existem aplicações bancárias que começam com aplicações a partir de R$30, como é o caso dos títulos do Tesouro Nacional. O que determina qual é o melhor tipo para cada um são quais riscos você deseja assumir, quanto tempo poderá manter o investimento e qual seu intuito.

Não importa qual tipo de investidor você almeja ser, o simples fato de você ser um já faz com que esteja à frente da maioria da população.

Pensando no seu futuro e em como ter tranquilidade — afinal todos nós desejamos aumentar os nossos lucros e até mesmo conseguir enriquecer através de investimentos que tenham retorno — preparamos um guia sobre os tipos de investimentos existentes no mercado financeiro e como eles podem ser úteis para cada perfil de investidor.

Confira!

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Neste artigo, você aprenderá:

  • Conheça os principais tipos de investimentos
    • Tipos de Investimentos em Renda Fixa
      • Tesouro Direto ou Títulos Públicos
      • Caderneta de poupança
      • CDB
      • RDB
      • LCI e LCA
      • CRI e CRA
      • LC – Letra de Câmbio
      • LF – Letra Financeira
      • Debêntures
      • Fundos de Renda Fixa
    • Investimentos de Renda Variável
      • Câmbio
      • Ouro
      • Mercado de Ações
      • Compra e venda de imóveis
      • Fundos Multimercados
      • Fundos Imobiliários
      • Planos de Previdência Privada
  • Como funciona a análise de investimentos?
  • Como escolher os melhores investimentos?
  • E depois? Como fazer os investimentos?

Conheça os principais tipos de investimentos

O mercado financeiro possui inúmeros tipos de investimentos e cada um tem um grau de risco atrelado. Normalmente, os investimentos com solidez e rentabilidade garantida oferecem um risco menor, assim como a poupança e renda fixa e títulos do governo.

Com moderado grau existem os títulos de crédito privado e fundos multimercados. Para alto risco temos como exemplo o mercado de ações, que dependem de uma série de fatores para ficar em alta e são muito lucrativos quando cobiçados pelo mercado.

Detalhamos alguns exemplos de tipos de investimentos para que você possa conferir qual atende às suas necessidades. Veja!

Tesouro Direto ou Títulos públicos

São os títulos do governo federal emitidos pelo Tesouro Nacional, com a mesma finalidade das debêntures, com a diferença de que servem para captar recursos para o financiamento das atividades públicas. Por serem atreladas ao governo são vistas como rendimentos de baixo risco.

A remuneração para esse tipo de investimento também ocorre na modalidade de pré ou pós-fixadas, em que o valor unitário é uma estimativa do valor futuro descontada a taxa de juros.

Os investimentos em títulos públicos podem ser feitos por meio do site do Tesouro Direto mediante cadastro e contratação de uma corretora de valores credenciada para realizar a formalização da compra e venda dos títulos.

Caderneta de Poupança

A preferida e mais tradicional aplicação financeira escolhida pelos brasileiros tem um formato simples de adesão. Basta procurar qualquer instituição bancária, apresentar documentos de identificação, residência e pronto! Você poderá começar a poupar o seu dinheiro e fazer com que ele renda um percentual por mês.

A poupança é mais escolhida em função de não ter cobranças de impostos e pela certeza de rendimentos todos os meses, mesmo que ele seja pequeno, cerca de 0,5% + TR (Taxa Referencial), ambos calculados e divulgados pelo Banco Central (Bacen).

Além disso, os rendimentos dependerão de alguns fatores: por quanto tempo o dinheiro ficará aplicado e que os depósitos completem o ciclo de 30 dias mantidos na conta para que os proventos sejam calculados.

Os depósitos que completam 30 dias na caderneta de poupança realizam aniversário, ou seja, se você deposita todo dia 5 de cada mês um percentual do seu salário, no mês seguinte, um dia útil após a data de aniversário, o banco calculará automaticamente os rendimentos do montante aplicado.

Mas atenção, se por algum motivo você precisar realizar um saque, os juros serão aplicados sobre o menor valor do período. Por isso, verifique no extrato a sua data de aniversário para realizar saques após essa data e garantir a rentabilidade do seu investimento.

CDB – Certificado de Depósitos Bancários

Os Certificados de Depósitos Bancários têm a finalidade de captar recursos para os bancos, como se você estivesse financiando ou emprestando dinheiro para que a instituição financeira realize empréstimos para outras pessoas.

Da mesma forma que o banco cobra juros quando empresta dinheiro a alguém, ele também efetua o pagamento de juros quando recebe por empréstimo uma determinada quantia de algum cliente. Assim, ao final do prazo acordado, o banco pagará um percentual de juros para você.

Existem dois tipos de modalidades de CDB, os prefixados e os pós-fixados. O primeiro tipo ocorre quando já são informadas as taxas de remuneração no momento da contratação. Portanto, elas serão fixas no seu contrato.

No CDB pós-fixado a remuneração pode sofrer alterações de acordo com o indexador contratado, portanto não se sabe sobre a sua remuneração na contratação. O valor somente será informado ao vencimento da aplicação, calculado através do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Para escolher entre as duas modalidades, o ideal é acompanhar a taxa SELIC, que nos oferece duas hipóteses: se o cenário apontar uma queda da taxa, o ideal é escolher os certificados prefixados. Porém, se ocorrer o contrário e as expectativas forem de alta da inflação e da taxa Selic, o pós-fixado é a modalidade ideal.

O investimento acompanhará a alta do mercado financeiro, e ambos os tipos poderão ser resgatados a qualquer momento sem toda a remuneração que seria recebida caso o valor fosse resgatado no prazo acordado.

O ideal nesses casos é que seja avaliada a possibilidade de se ter uma assessoria de investimentos, com um profissional da área, para que ele possa apontar a melhor opção dentro das suas condições financeiras e expectativas de recebimento, tanto de valor quanto de tempo sobre o investimento.

RDB – Recibos de Depósito Bancário

Existe uma semelhança muito grande entre o CDB e o RDB (Recibo de Depósito Bancário). O RDB também é uma modalidade em que há um empréstimo para o banco, porém a diferença entre eles é que neste modelo o investidor não tem a opção de retirada do valor antes do prazo estipulado.

No RDB também há a possibilidade de se optar entre um rendimento prefixado ou pós-fixado.

Assim como a poupança, o CDB e o RDB também são investimentos com baixo grau de risco.

Porém, sempre existirá a possibilidade do banco quebrar, caso ele não seja uma instituição sólida, e pode-se perder o dinheiro aplicado por isso sempre investa dentro do limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Em paralelo, também existe a possibilidade de que as taxas caiam e o titular ser beneficiado porque a rentabilidade é assegurada desde o início.

LCI e LCA – Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio 

A LCI é a Letra de Crédito Imobiliário. Ela é um investimento de renda fixa emitido pelos bancos.

Os recursos captados pelo emissor são utilizados para o financiamento das atividades do setor imobiliário. Em troca, ele oferece uma taxa de rentabilidade anual que é definida no momento da compra.

A LCI também possui uma data de vencimento estabelecida. Assim, ao investir neste ativo, você já tem uma ideia de quanto o seu dinheiro irá render até o final deste prazo.

A LCA é a Letra de Crédito do Agronegócio. Ela também é um título renda fixa emitido pelos bancos. A diferença para a LCI é o foco de investimento.

Neste caso, a captação é direcionada para financiar as atividades do setor do agronegócio.

Assim como para a LCI, a taxa de rentabilidade e a data de vencimento são definidas no momento da compra.

Qual a diferença entre LCI e LCA?

Para o investidor, não há diferenças significativas entre investir em LCI e LCA, a menos que você tenha interesse em aplicar o seu dinheiro no setor do agronegócio ou o imobiliário.

Geralmente, a escolha é feita com base na taxa de rendimento, prazo de aplicação e aporte inicial.

CRI e CRA – Certificado de Recebíveis Imobiliário e Agronegócio

Como mencionado, o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um investimento destinado a financiar transações do mercado imobiliário, semelhante a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Ou seja, você compra um título e “empresta” seu dinheiro ao emissor desse título. Como compensação, você recebe o que emprestou com juros e correção monetária. Isso acontece dentro de um prazo combinado no momento da compra.

O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), por sua vez, é bastante parecido com o CRI. A maior diferença é que ele está ligado ao setor de agronegócio. Por isso, pode-se dizer que ele tem algumas semelhanças com a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).

Embora o CRI e CRA tenham semelhanças com a LCI e LCA, é importante ressaltar que eles são investimentos que funcionam de formas diferentes.

Outra informação essencial é que CRI e CRA são aplicações voltadas para quem já investe no mercado e está acostumado a investir valores mais altos, como profissionais certificados ou membros de clubes de investimentos.

A rentabilidade do Certificado de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio

Em relação à rentabilidade do CRI e CRA, é possível encontrar 3 tipos de títulos:

  • Prefixados
  • Pós-fixados
  • Híbridos

Na primeira opção, você sabe o quanto receberá no fim do prazo logo ao comprar o Certificado. Na segunda, você tem apenas uma estimativa, já que algumas oscilações do mercado financeiro podem interferir na rentabilidade final. Apesar disso, vale ressaltar que Certificados pós-fixados não são menos seguros que os demais.

No caso da rentabilidade híbrida, tanto o Certificado de Recebíveis Imobiliários quanto o Certificado de Recebíveis do Agronegócio podem combinar parte do rendimento a uma taxa prefixada e a outra parte à oscilação de alguns índices econômicos, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).

As corretoras de valores, geralmente, negociam títulos emitidos por bancos de pequeno e médio porte. Isso acontece porque essas instituições costumam oferecer melhores rentabilidade para atrair investidores.

Por isso, investir por uma corretora de valores costuma ser bem mais interessante do que através de um banco.

LC – Letra de Câmbio

Trata-se de um título de renda fixa muito semelhante ao CDB. A principal diferença entre o CDB e a LC é que o primeiro é emitido por um banco e a segunda, por financeiras.

Como qualquer renda fixa, a ideia é a mesma: você empresta o dinheiro, seja para o banco ou financeira, e em troca recebe o valor emprestado e mais uma remuneração em uma data definida no momento da aplicação.

O rendimento pode ser atrelado ao CDI ou combinado com uma taxa fixa mais o IPCA.

Você deve estar se perguntando: se ambas são parecidas, por que devo conhecer a letra de câmbio se já conheço o CDB? A resposta é simples:

Porque você pode encontrar na corretora uma LC dentro do prazo que você quer investir e com um ótimo rendimento.

Por isso, conhecer diferentes produtos de renda fixa faz toda a diferença para quem quer maximizar seus ganhos e diversificar com segurança.

Assim como outros investimentos de renda fixa, a letra de câmbio tem garantia do FGC (Fundo Garantidos de Crédito), que serve como um seguro contra qualquer problema com a empresa que emitiu o título.

Se a financeira fechar e falir, você tem a garantia de receber o seu dinheiro de volta e mais o rendimento até o limite de R$250.000,00.

LF – Letra Financeira

Letra Financeira é uma aplicação de renda fixa que busca recursos de longo prazo, a partir de dois anos. Esse investimento tem um valor mínimo de R$ 150 mil, incidência da menor alíquota do Imposto de Renda (15%) e alta rentabilidade, normalmente pós-fixada.

O rendimento da Letra financeira costuma ser atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário, índice de referência que fica próximo da Selic).

Bom, agora que você sabe o rendimento em relação ao CDI, é importante descobrir quanto isso significa na prática, certo?

Para saber qual é o CDI, que tem variação diária conforme os juros de empréstimos interbancários, você pode conferir a taxa mais atualizada no site da Cetip, a integradora do mercado financeiro.

Ao fazer essa pesquisa, você vai ver que a valorização oferecida pela Letra Financeira é uma das maiores da renda fixa.

Mas, na simulação de investimento, é importante lembrar do Imposto de Renda (IR), que vai abocanhar 15% dos seus ganhos na hora do resgate.

Além do IR, você não precisa se preocupar com outros tributos ou taxas.

Neste resumo inicial sobre a Letra Financeira, é importante salientar que esse investimento não pode ser resgatado antes do prazo – apenas no vencimento, que é de, no mínimo, dois anos, a depender de cada um desses títulos.

Por isso, antes de optar por esse título, é importante realizar um planejamento financeiro adequado, que leve em conta todos os seus custos mensais, gastos extras e rendimentos ao longo dos próximos meses e anos, para não sofrer com a falta de liquidez.

Debêntures

Da mesma forma que existem títulos de dívida pública que o governo emite, as empresas podem emitir títulos de dívida privada para os interessados.

Essas empresas aplicam os recursos em grandes projetos, os quais trarão mais resultados para elas no médio e longo prazo.

Quando se compra uma debênture, você se torna credor de uma empresa e receberá juros pelo valor emprestado, tal qual uma instituição financeira faz com seus clientes quando estes solicitamos um empréstimo para concretizar qualquer projeto pessoal.

Mas lembre-se de que você não é sócio dessa empresa e sim credor dela. Mesmo sem saber, você já pode ter investido em debêntures: nos fundos de investimento.

Eles costumam comprar diversos papéis distintos e, geralmente, as debêntures fazem parte dessas aquisições, principalmente as debêntures incentivadas que são isentas de imposto de renda pelo governo para realização de projetos de infraestrutura.

Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda fixa devem manter 80% de sua carteira em títulos do tesouro, ativos com baixo risco de crédito ou sintetizados via derivativos. Estes fundos também permitem alavancagem, e por isso, você vai encontrar fundos de renda fixa com os mais diversos desempenhos, diferente dos fundos referenciados DI, quem tem um comportamento muito padrão, onde a diferença praticamente só existe por causa das taxas de administração.

Tipos de Fundos de Renda Fixa

Falar em fundos de renda fixa significa dizer que as aplicações podem ser feitas apenas em títulos pré ou pós-fixados. Ou seja, dependendo do tipo de fundo, o investidor poderá investir em títulos do tesouro, debêntures, letras de crédito e/ou certificados de depósito bancário (CDB).

Basicamente, existem dois tipos de fundos de renda fixa:

Fundos Referenciados

Nos fundos referenciados, é obrigatório investir, no mínimo, 80% do valor líquido captado em títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, Banco Central ou de outras instituições de baixo risco. Além disso, 95% da carteira de investimento deve ser formada por títulos que acompanham a variação e desempenho do índice.

Sendo assim, se você investir em um fundo que use como referência a taxa Selic, seu desempenho será muito próximo ao dessa taxa.

Outra característica do fundo de renda fixa é a de possuir alta liquidez. Isso significa que se você solicitar um resgate, ele será feito imediatamente ou no máximo em um dia.

Por causa dessa característica, os fundos referenciados são considerados conservadores e excelentes opções para proteger sua carteira de investimento.

Fundos de Crédito

Essa categoria de fundos de renda fixa assume um pouco mais de riscos em busca de maiores ganhos. Aqui, os gestores podem comprar títulos do tesouro e combinar com a compra de Debêntures, CDBs, LCI, LCA ou qualquer outro título de renda fixa.

Ao investir nos fundos de crédito, o investidor estará exposto a maiores riscos, prazos de resgate mais longos e possibilidade de uma rentabilidade mais alta.

É importante frisar que, tanto nos fundos referenciados, quanto nos fundos de crédito, o investidor não pode investir em ações, moedas estrangeiras ou em títulos caracterizados como renda variável.

Câmbio

O fundo de investimento cambial geralmente é vinculado ao dólar. Porém, como acompanhamos no noticiário, não só essa moeda, mas outras, estão sempre sofrendo variações.

O cenário ainda está longe de ser perfeito porque sofremos variações muito grandes o tempo todo, o que pode ajudar ou atrapalhar na hora de investir na moeda estrangeira.

Por se tratar de um mercado muito instável e com muitos riscos, atualmente ele se torna interessante apenas para pessoas que utilizarão a moeda para viagens, compras online, entre outros negócios ou que queira fazer alocações estratégicas para aproveitar momentos de valorização do dólar.

Nesso caso de viagens, é aconselhável que a compra da moeda seja feita aos poucos. Assim, caso aconteça algum imprevisto, não se perde tanto. Quem realizou esse tipo de investimento há alguns anos teve muito êxito porque houve uma crescente supervalorização do dólar nos últimos anos.

Ouro

Você deve ficar bastante atento ao pensar em investir em ouro na atualidade. Em função da instabilidade econômica mundial, ele acaba tornando-se oscilante, o que faz aumentar o risco no investimento.

Assim como no câmbio, investidores mais experientes levam vantagem nesse tipo de investimento por terem um perfil de risco mais agressivo, sabendo o momento ideal de investir para obter lucros futuros, este momentos normalmente são antecipados por crises econômicas.

Outro dado curioso é que a valorização do dólar, a crise europeia, a queda nos juros e os resultados da bolsa de valores influenciam o valor da grama do ouro.

Para realizar sua compra é necessário realizar os mesmos procedimentos usados para comprar ações: acessar o site B3 e procurar uma corretora de valores credenciada.

O valor mínimo equivale a um contrato ou 250g. Também é possível procurar contratos fracionados com 10g ou 0,225g com preços acessíveis, mas menor liquidez.

Mercado de ações

Modalidade muito conhecida, principalmente pela mítica Wall Street e todos os filmes sobre o assunto. Esse mercado é extremamente sensível, pois a ação pode ter um valor alto no começo do dia e, ao final, esse valor pode estar abaixo do esperado, por exemplo. A

s ações vendidas são participações societárias nas empresas, ou seja, você se torno um dos donos da empresa. Essa é uma forma de capitalizar a companhia para obter dinheiro e financiar suas atividades.

Basicamente, existem dois tipos de ações: as ordinárias (ON), em que o titular tem direito de voto em assuntos corporativo nas assembleias, e as preferenciais (PN), em que o titular não vota, mas tem preferência no recebimento dos dividendos.

As ações PN são as mais comuns e mais fáceis de serem compradas e vendidas no mercado. No Brasil, a compra e venda de ações ocorre na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) por intermédio das corretoras habilitadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Atualmente existem três modalidades de compra de ações no mercado. Separamos as principais informações de cada uma para que você possa conhecê-las. Confira!

1. Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos referem-se à reunião de um grupo de investidores que realizam um determinado investimento financeiro.

Esse grupo tem por objetivo determinado retorno financeiro, em que são divididas as despesas geradas pelo investimento e também toda a sua receita, assim como é feito em um condomínio.

Cada membro do grupo é responsável por uma conta e, nesse caso, os cotistas também são encarregados pela manutenção do investimento.

Há também a necessidade de nomear ou ter um gestor do grupo com certificação da CVM para cuidar de toda a parte administrativa — toda a parcela legal e jurídica referente ao fundo — e também a parte gestora — responsável pela carteira de ativos do fundo — sempre com o propósito de ter maior lucro possível com o menor risco.

2. Clubes de Investimentos

Os clubes de investimentos são grupos menos formais e normalmente são compostos por familiares ou amigos.

Podem ter de três até o máximo de 50 participantes. Diferentemente dos fundos de investimentos, não é necessário haver um gestor com certificação da CVM, apenas um responsável para gerenciar as compras e vendas de ações.

3. Individualmente

Nessa modalidade, o titular é responsável pela compra e venda de suas próprias ações, podendo contar com a ajuda de uma corretora de valores credenciada, que normalmente fornece acesso à plataforma de negociação para gerenciar a conta, consultar custos e comprar e vender ações pela internet.

Contudo, a corretora não poderá comprar e vender as ações, porque apenas um gestor certificado está autorizado a realizar esse tipo de transação em nome do investidor.

Compra e Venda de imóveis

Os imóveis e terrenos sempre foram os investimentos mais sólidos em função da existência de um percentual de valorização atrelado à localização, metragem, área construída, vizinhança, vias de acesso e outros fatores que podem alavancar o valor do metro quadrado. Logicamente, existe um valor de depreciação da construção.

Além disso, a manutenção inadequada pode reduzir ou diluir essa valorização. Para o investidor que pretende investir em imóveis para ter uma renda extra e não queira ter problemas com imobiliárias e inquilinos, vale lembrar que os Fundos de Investimento Imobiliário são uma alternativa muito mais interessante e isento de imposto de renda.

Normalmente em tempos de juros alto são uma boa oportunidade para comprar fundos de investimentos imobiliários, já que isentos de impostos rendem uma boa remuneração ao investidor e em um novo ciclo de baixa da taxa de juros pode-se ter alta valorização das cotas do fundo.

Fundos Imobiliários

Um fundo funciona como um grupo onde investidores que tem um objetivo em comum, se unem para comprar ou montar investimentos em conjunto, no caso dos fundos imobiliários, investir em um imóvel.

Se você quiser entender mais sobre “fundos” de uma maneira geral, eu sugiro este artigo: Fundos de Investimentos.

Na maior parte dos fundos imobiliários, os investidores se juntam em uma sociedade que é dona de um empreendimento, seja ele um prédio comercial, um shopping, um hospital, etc, sendo que na maior parte das vezes a intenção é gerar renda de aluguéis.

Aqui vemos uma vantagem interessante destes investimentos, essa sociedade/fundo é lastreado em imóveis ou em papeis que financiam outros imóveis, como por exemplo as LCI (Letras de Credito Imobiliário).

Ou seja, quando você compra um fundo imobiliário você está comprando uma pequena parte de um prédio.

Existem também fundos de fundos Imobiliários, ou seja, fundos de investimentos que compram participação em outros fundos imobiliários.

Fundo de Previdência Privada

Planos de Previdência são simplesmente fundos de investimento, que podem ser mais conservadores, onde se investe mais em renda fixa ou mais arriscado onde há maior presença de renda variável na composição do fundo.

previdência privada é um investimento que tem na sua gênese a natureza de longo prazo. É uma forma de complementar os rendimentos auferidos no sistema tradicional de aposentadoria (INSS), ou acumular dinheiro para projetos futuros.

Disponível em duas modalidades, sendo elas: o PGBL, mais indicado a pessoas que fazem a declaração completa e o VGBL indicado a pessoas que fazem a declaração simplificada do IR.

Conta com a possibilidade de isenção no IR da renda anual tributável em seu formato PGBL, o que torna o investimento importante em uma formação de estratégia tributária a longo prazo, visando sempre o maior rendimento do dinheiro.

Vantagens:

  • Isenção de até 12% da renda anual tributável na modalidade PGBL.
  • Ausência de come-cotas.
  • Possibilidade de portabilidade.
  • Utilização da aplicação financeira como ferramenta de planejamento familiar, uma vez que, em caso de falecimento do portador o benefício é transferido aos beneficiários indicados previamente sem que entre no inventário.
  • Possibilidade de investir em fundos de gestoras consagradas a um valor incial mais baixo.
  • Fundos de Previdência Privada não fecham para captação.

Desvantagens:

  • Taxas de administração e carregamento
  • A liquidez é diária mas o resgate só pode ser realizado de 60 em 60 dias

Como funciona a análise de investimentos?

Como vimos acima, existe uma infinidade de opções de investimentos para todos os tipos de investidores. Primeiramente, é necessário que você tenha definido quais são os seus objetivos financeiros ao realizar qualquer investimento.

Com base nessa informação, é possível ter um início. Após essa constatação é possível aprofundar na análise e diagnosticar qual é o seu perfil de investidor a fim de definir qual são os melhores investimentos para seu caso.

Cada tipo de investidor possui as suas especificidades, personalidade e preferências. Identificados os perfis, conservador, moderado ou dinâmico, é possível sugerir o melhor tipo de investimento para cada um.

Preparamos uma descrição dos tipos de investidores para que você possa escolher qual deles combina com o seu perfil.

Perfil Conservador

O perfil conservador não está disposto a correr riscos, mesmo que isso signifique uma rentabilidade inferior aos outros tipos de investimentos. Ele também é representado por clientes que possam vir a ter necessidade de resgatar os recursos em um período de tempo mais curto.

Investidores desse perfil tendem a optar por investimentos como a poupança, títulos do governo ou os de renda fixa, que têm liquidez e rentabilidade garantida.

Perfil Moderado

Esse tipo de investidor está disposto a correr alguns riscos e não visa ao retorno financeiro em um período tão curto quanto o conservador. Pessoas que se adequam a esse modelo geralmente preferem mais de um tipo de investimento, diversificando as aplicações e assim aumentando as chances de lucratividade.

Títulos de empresas sólidas e, principalmente, títulos de crédito privado ou fundos multimercados são as opções de investimento mais escolhidas por esse público.

Todas essas opções têm grau moderado de riscos e maior índice de rentabilidade se comparadas à poupança, por exemplo.

Perfil Arrojados

Investidores desse grupo normalmente encaram os riscos de frente, não pensam em resgate de valores a curto ou médio prazo. Eles entendem melhor do mercado financeiro e sabem que suas oscilações geram mais riscos, porém enxergam mais chance de êxito nos lucros.

Investidores arrojados têm o mercado de ações como a principal opção para obter maiores lucros. Eles assumem os riscos altos com a visão de que terão rentabilidade.

Uma estratégia muito utilizada por membros desse grupo é pulverizar o dinheiro em diferentes ações de empresas potenciais com a ideia de que uma companhia que possua lucro acima do esperado cubra possíveis prejuízos das demais ações e também em momentos de incerteza prezam pelos fundos de capital protegido.

E você, qual é o seu perfil de investidor?

Caso você não saiba que tipo de investidor você é, indicamos que procure ajuda de um especialista na área, como um assessor de investimentos.

O planejador será capaz de realizar uma análise das suas finanças e investimentos para traçar e identificar o cenário financeiro atual e aquele em que você se encontra.

Também identificará e aconselhará sobre o montante que você pretende e deve investir, qual será o prazo de retorno e o valor esperado.

A diferença entre esse profissional e o gerente bancário é que o assessor de investimentos é imparcial frente aos tipos de investimento, fator determinante para definir com imparcialidade qual será adequado a sua necessidade e aos seus desejos.

O valor ideal do investimento também será indicado pelo profissional após análise detalhada da sua vida financeira e também de sua família, além de prazos, capital, ideais e as suas perspectivas de cliente.

Já o gerente de banco é um representante dos interesses do próprio banco e tem metas para determinados produtos, serviços e segmentos de investimentos que podem não ser os ideais para você naquele momento. Além disso, sempre são indicados serviços como os seguros contestáveis, títulos de capitalização entre outros itens desnecessários naquele momento.

Como escolher os melhores investimentos?

Já sabemos que existem inúmeras formas de investir no mercado financeiro brasileiro, porém qual deles seria o mais adequado? Para escolher os melhores investimentos é importante conhecer bem sobre todos para não se arrepender depois. Já sabemos que é imprescindível saber qual o tipo de investidor que você é e qual o tipo de risco que você está disposto a encarar.

Onde procurar o melhor investimento é o próximo passo a ser dado. Para isso existem bancos, corretoras e algumas instituições menos conhecidas. O importante nesse caso é a confiança na instituição escolhida. Procure entender bem sobre ela, avalie o atendimento, canais de comunicações e até mesmo reclamações no PROCON ou no Banco Central (Bacen).

Caso seja iniciante, temos algumas dicas simples que poderão te ajudar a escolher o melhor investimento. Acompanhe!

  1. Reveja seus rendimentos na sua aplicação financeira e se você tem contas acumulando juros.
  2. Converse e avalie a contratação de um assessor de investimentos para que ele possa apontar as melhores opções de investimento de acordo com o seu perfil, valor disponível para investir e tempo de retorno. Conte com o auxílio desse profissional.
  3. Acompanhe as notícias diariamente. Se você optou pela compra de ações de uma empresa, fique atento aos passos dela. Algumas companhias tiveram quedas nas ações depois que diretores e presidentes apareceram em manchetes sensacionalistas e sempre invista pensando no longo prazo.
  4. Tenha em mente o seu perfil e escolha os investimentos em que se sentirá mais confortável. Além disso, acompanhe os resultados. Planeje-se, sempre.
  5. Opte por diversificar os investimentos. Por exemplo, aplique uma quantia para reserva de emergências em fundos DI e compre ações ou títulos públicos ou privados com o valor restante.

Com o tempo será mais fácil adquirir experiências no tipo de investimento escolhido para que no futuro você não dependa tanto do conselho de terceiros para tomar as suas decisões. Aprenda com os erros para que você possa ter êxito.

E depois? Como fazer os investimentos?

Se organizar financeiramente antes de investir é primordial, afinal, imprevistos acontecem e você está investindo para lucrar. Portanto, tente não precisar resgatar esse investimento em prazos curtos para não perder a lucratividade.

Nesse caso, o assessor de investimentos também pode orientá-lo a determinar onde e quanto investir, tudo baseado em sua atual saúde financeira.

A nossa maior dica é que você preserve os seus recursos financeiros, mantendo uma poupança rentável com um valor para emergências, além de escolher outros tipos de aplicações para diversificar os seus rendimentos e aproveitar as oportunidades do mercado. Você estará dando um grande passo para aprender como fazer investimentos e, para isso, é importante que você acompanhe diariamente as notícias e os indicadores financeiros do caderno de economia dos principais jornais.

O cuidado com seu dinheiro está ligado ao seu bem-estar e ao de sua família. Por isso, é preciso dar a devida importância à educação financeira. Você pode contar com a ajuda de profissionais especializados, como os assessoria de investimentos, mas é essencial que você também entenda sobre seus recursos para que possa fazer as melhores escolhas.

Por fim, você também pode contar com uma primeira consultoria gratuita, dessa forma você poderá avaliar se os serviços são ou não adequados para seu atual momento financeiro!

E agora, aprendeu como lidar com os seus investimentos ou ainda tem dúvidas sobre o assunto? Se quiser aprender ainda mais sobre o assunto, leia nosso e-book “Desmitificando os Melhores Investimentos financeiros“.

Caso tenha qualquer dúvida, fique à vontade para entrar em contato conosco!

About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.