Como Investir no Tesouro Direto e Qual Escolher | Blog London Capital

Como Investir no Tesouro Direto e Qual Escolher

By Jonathan Camargo

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Quer saber como investir no Tesouro Direto? Neste artigo vamos explicar todos os detalhes.

A compra de um título do Tesouro é como emprestar dinheiro ao governo Brasileiro – comprar o título significa comprar os direitos aos pagamentos de juros a cada seis meses ao longo da vida do título, bem como possuir os direitos a um pagamento em dinheiro do valor nominal dos títulos no data de vencimento do título.

Se você é um novo investidor, os títulos do tesouro são uma ótima maneira de aprender sobre investimentos e ganhar algum juros.

Se você já possui uma carteira de renda fixa desenvolvida, os títulos do tesouro podem fortalecer seu investimento e protegê-lo das mudanças do mercado.

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O investimento em Tesouro Direto tem ganhado muita expressão nos últimos anos. Isso se deve principalmente à sua rentabilidade atrativa e às facilidades de aplicar.

Ele se tornou uma das estrelas da renda fixa.

No entanto, antes de investir no Tesouro Direto, você precisa entender como o os títulos públicos funcionam, as taxas do Tesouro, como investir e qual a categoria mais adequada para a sua carteira.

O que são títulos públicos?

São títulos emitidos pelo governo brasileiro a fim de captar recursos para financiar a dívida do Brasil e investir em saúde, educação e infraestrutura. É um investimento considerado de baixo risco pelo mercado financeiro e uma alternativa para o pequeno investidor, já que é possível fazer aplicações a partir de R$ 30, de acordo com as regras do Tesouro Direto.

Além disso, representa uma oportunidade para diversificar investimentos, realizando uma poupança de longo prazo com rentabilidade real e liquidez garantida pelo Tesouro Nacional.

O que é o Tesouro Direto?

Até 2002, um investidor só poderia aplicar seus recursos em títulos públicos por intermédio de fundos de investimentos.

Entretanto, com a criação do Programa Tesouro Direto, fruto da parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&F Bovespa, passou a ser permitida a compra direta de títulos por parte do cidadão comum, sem a necessidade de inúmeros intermediadores financeiros.

A compra mínima de um título é a fração de 0,01 dele, ou seja, 1% de um título, respeitando-se também o montante mínimo de R$ 30,00.

Ou seja, a partir de R$ 30,00, já é possível sair do marasmo da poupança e multiplicar seu patrimônio por meio de uma aplicação de verdade!

Se o termo “títulos públicos” é meio nebuloso a você, existe uma analogia muito didática para explicar do que se trata.

Quando o correntista toma um empréstimo no banco, o contrato assegura a ele o direito de receber o montante contraído e, ao banco, o direito de cobrar juros por isso.

O caso dos títulos públicos é semelhante, mas, nesse caso, seria como se você fosse o banco e o governo, o tomador do empréstimo. Mais claro?

Conceitualmente, os títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos com a finalidade de captar recursos para financiar as ações do governo federal, tais como saúde, educação, infraestrutura, etc.

Para o investidor, uma ótima oportunidade de lucro; para o Estado, uma chance de se capitalizar. Afinal, ao comprar um título, você investe no governo federal que, em troca, lhe assegura o direito de receber no futuro uma remuneração por essa espécie de “empréstimo”.

Para quem não está muito acostumado com as terminologias, os ativos de renda fixa são aplicações que possuem remunerações pagas em intervalos e condições pré-definidas, caso dos CDBs, dos títulos públicos e da caderneta de poupança (diferente da renda variável, que flutua de acordo com as demandas do mercado, sem que o investidor tenha nenhum tipo de referência prévia). Por essa maior previsibilidade, esse tipo de ativo é considerado dos menores riscos do mercado.

Tesouro Direto é uma oportunidade para você realizar uma poupança de longo prazo com rentabilidade real e liquidez garantida pelo Tesouro Nacional.

Considerado de baixo risco pelo mercado financeiro, este é um programa de investimento em títulos públicos, criado pelo Tesouro Nacional, que capta recursos para o financiamento da dívida pública e financia atividades do Governo Federal como educação, saúde e infraestrutura.

Fácil de negociar via internet

Após fazer sua adesão ao produto, você acessa a página onde estão disponíveis todos os títulos oferecidos pelo Tesouro Nacional, escolhe o título e a quantidade desejada e confirma sua compra.

Se quiser vender seus títulos, você pode fazê-lo pelo próprio site, com recompra garantida pelo Tesouro Nacional.

Quais os títulos públicos que você pode investir no Tesouro Direto

O Tesouro Direto permite que o investidor aplique em títulos corrigidos pela taxa de inflação (IPCA), pela Selic ou com taxas prefixadas e conhecidas no momento da aplicação. Entenda a diferença entre cada um deles.

Tipos de títulos públicos

Prefixados

Rentabilidade conhecida antecipadamente, desde que ele mantenha os títulos até o vencimento. Se vender os papéis antes, a rentabilidade vai variar. Existem 2 títulos dessa modalidade:

Tesouro Prefixado (LTN)

Você recebe o valor investido, além da rentabilidade na data de vencimento ou resgaste antecipado (percentual é conhecido no ato da compra). Tudo de uma vez e no final da aplicação. Mais indicado para quem não tem pressa para usufruir dos rendimentos.

Tesouro Prefixado com juros semestrais (NTN-F)

Similar ao item 1, mas com o diferencial de que o pagamento de juros será efetuado a cada 6 meses. Mais indicado a quem deseja utilizar os rendimentos para completar a renda, de forma mais imediata. Haverá incidência do IR semestralmente, diferentemente do caso anterior, em que essa só ocorre no final.

Pós-fixados

Nesta modalidade, os títulos serão corrigidos de acordo com um indicador. Assim, não se saberá o rendimento, mas se conhecerá o dispositivo que o gerará. Pode ser a Selic (taxa básica de juros) ou a inflação (IPCA).

Tesouro Selic (LFT)

Perfeito para momentos em que se acredite que a Selic se elevará (rentabilidade dependerá do movimento dessa taxa no período). Tem baixa volatilidade, por isso, é mais indicada para os investidores mais conservadores. Pagamento é único, feito no final da aplicação.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

Rentabilidade atrelada à variação do IPCA. Proporciona a certeza de rentabilidade real, isto é, paga-se a variação da inflação + taxa de juros prefixada. Pagamento também é único, ou seja, no final da aplicação.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Semelhante ao item anterior, mas com a diferença de que o pagamento dos juros ocorre a cada 6 meses. Ideal para quem quer usar a rentabilidade para completar renda (caso de um aposentado, por exemplo).

Quais as vantagens do Tesouro Direto?

  • Com apenas R$30,00, o investidor já pode começar a investir;
  • Títulos públicos renderam nada menos do que 816,44% desde 2000 (com ganho real de 280,02%)…nada mal, não?;
  • Maior liberdade ao investidor em escolher o título de acordo com seu perfil (existem títulos pré e pós-fixados e de curto, médio ou longo prazo);
  • Liquidez diária (o investidor pode vender seus títulos na hora que quiser, sem dor de cabeça);
  • Baixas taxas de administração e custódia;
  • O IR é cobrado só no momento de venda ou vencimento do título. A vantagem dessa estratégia é que tudo que você poderia pagar a título de imposto continuará rendendo enquanto você mantiver o investimento; após a data de vencimento, sua aplicação será creditada automaticamente em sua conta.

Quais os riscos de investir no Tesouro Direto?

O investimento em títulos do Tesouro Direto é normalmente considerado de baixo risco. Vale lembrar, no entanto, que nenhum investimento está completamente livre de riscos e conhecê-los é importante na hora de sua decisão de investimento.

O Tesouro Direto é um investimento em renda fixa. Só que isso não significa que os preços e taxas dos títulos do Tesouro Direto não possam variar ao longo do tempo.

Investir nos títulos do Tesouro Direto oferece inúmeras vantagens, mas a mais importante delas é que, ao contrário do que você poderia imaginar, essa é uma das espécies de aplicações mais seguras!

Apesar das ineficiências da equipe econômica nacional, os títulos do Tesouro Direto são conhecidos historicamente como de “baixíssimo risco de crédito” (ou seja, ínfima possibilidade de “calote” da parte do governo federal). Isso porque:

  1. Títulos públicos tem a garantia do Governo Federal, diferente da poupança que o risco é do banco em qual você aplica. Como é muito mais fácil um banco falir do que um Estado, então, tenha a certeza que seu dinheiro estará melhor protegido no Tesouro Direto!
  2. Conforme nos lembra o professor e pesquisador Simão Silber, doutor pela Universidade de Yale, os títulos são emitidos em real, assim, em última instância, o Tesouro Nacional poderia solicitar ao Banco Central a emissão de papel-moeda para salvar suas dívidas;
  3. O rebaixamento da nota de crédito do Brasil por parte das agências de classificação de risco, ocorridas em 2015, se referem à dívida externa do país, conforme pode ser lido aqui no comunicado oficial da S&P (em inglês). Nenhuma relação com os compromissos internos do país.
  4. Ainda que o Estado Brasileiro falisse (uma catástrofe sem precedentes na história do país), é importante lembrar que a dívida interna corresponde a 0,71% da dívida do país, portanto, é absolutamente irrelevante! Certamente os maiores credores (como bancos) seriam os grandes prejudicados neste cenário e não os pequenos investidores.

Quais são os Impostos e taxas do Tesouro Direto

Haverá incidência de imposto de renda retido na fonte, sobre a remuneração produzida pelos títulos no resgate antecipado, vencimento ou pagamento de cupom. Conforme abaixo:

  • 22,5% para aplicações entre zero e 180 dias
  • 20% para aplicações entre 181 e 360 dias
  • 17,5% para aplicações entre 361 e 720 dias
  • 15% para aplicações superiores a 720 dias

O IOF só é aplicado quando ocorrer o resgate com menos de 30 dias da data da aplicação.

Como Começar a Investir no Tesouro Direto?

Não sabe como investir no Tesouro Direto? Não se preocupe, a operação é tão simples quanto aplicar na poupança! Basta ter um CPF ativo e uma conta em uma corretora de valores habilitada (que será seu “agente de custódia”).

Evite utilizar seu banco para essa função, já que essas instituições, além de serem, de forma geral, pouco preparadas para atuar no mercado de capitais, possuem acesso a um rol limitado de opções de mercado, além de terem interesses de lucro voltados unicamente para a própria instituição, o que quase sempre se chocará com os seus objetivos.

Procure um especialista, uma das opções listadas no site do Tesouro Nacional. Caso queira uma indicação, vale a pena lembrar que a XP Investimentos é a mais importante referência no setor, possuindo uma plataforma com aulas de educação financeira, Home Broker (sistema para operação no mercado), além de um verdadeiro “shopping” de investimentos.

As pessoas podem comprar títulos de duas maneiras. A primeira delas é participando de um fundo que invista neles. Nesse caso, a compra dos títulos é realizada por um administrador profissional.
A segunda forma é comprar diretamente na Secretaria do Tesouro, pela Internet, por meio de um serviço chamado Tesouro Direto.

Para realizar essa compra direta, a pessoa precisa ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) e estar cadastrada em um banco ou corretora habilitados a operar o Tesouro Direto. Esses operadores habilitados são chamados agentes de custódia.

O cadastro em um banco ou corretora também é necessário para quem investe por meio de um fundo.

Nele, deve ser informado nome, profissão, endereço e entregues cópias do RG, CPF e comprovante de residência do investidor.

Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na B3. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta.

Veja neste link a lista destas entidades.

Para quem opta pela compra direta, depois de feita a inscrição em um destes bancos ou corretoras, o investidor recebe uma senha para ter acesso à operação pela Internet.

A negociação é feita no site do Tesouro Direto.

Os títulos do Tesouro Direto podem ser prefixados (nesse caso, o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento) ou pós-fixados (isso significa que a rentabilidade está associada a algum índice, como o IPCA ou a taxa Selic, por exemplo).

Quando comprados, os títulos têm um prazo de vencimento, que significa o dia em que o governo pagará ao investidor o dinheiro que ele investiu.

O investidor também pode negociar os títulos antes dessa data, mas receberá o valor de mercado do título naquele momento, que pode ser maior ou menor que o estipulado para o vencimento.

No caso dos títulos, o dinheiro é depositado ou retirado na conta do investidor no dia seguinte ao da ordem de venda ou compra.

Entendeu agora por que a procura pelos títulos públicos cresceu 190,5%?

Bom, você deve estar se perguntando a razão de ter perdido tanto tempo com aplicações de baixa rentabilidade (como poupança ou produtos bancários) não?

Então assine agora nossa newsletter e assegure-se que a partir de agora você estará sempre atualizado com as melhores oportunidades do mercado!

Não desperdice as chances que a vida nos oferece!

Sucesso e até breve!

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador do Blog London Capital e assessor de investimentos na New York Capital empresa de assessoria de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.