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Taxa de Administração em Fundos de Investimentos – Estão te Roubando

By Jonathan Camargo

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Embora não seja o principal elemento a ser analisado na hora de escolher um fundo de investimento, a taxa de administração é um componente importante da rentabilidade dos fundos, como veremos a seguir.

Uma das vantagens de aplicar dinheiro através dos fundos de investimento é o fato de que você pode contar com a experiência de um gestor. Ao invés de ter que decidir sozinho como melhor investir o seu dinheiro (levando em consideração os seus objetivos e a tendência da economia e do mercado), nos fundos de investimento essas decisões são tomadas por um profissional experiente: o gestor.

Mas esse serviço tem um preço, que é definido pela taxa de administração. De forma simplificada, pode-se dizer que a taxa de administração recompensa o gestor pelo seu trabalho em administrar os recursos que você aplicou no fundo.

 

Entenda a taxa de administração e a taxa de performance

Taxa de Administração

A taxa de administração é a remuneração paga pela prestação de serviços de gestão e administração, podendo também ser destinada a remunerar os demais prestadores de serviço que operacionalizam o fundo de investimento.

Essa taxa é a mais frequentemente cobrada e é normalmente expressa em percentual ao ano (% a.a) sobre o patrimônio líquido do fundo. Para efeito de débito, há uma provisão diária e assim o valor da cota publicado diariamente pelo gestor já está líquido de taxa de administração. Porém, o efetivo pagamento ocorre mensalmente.

Como exemplo, se uma pessoa investir R$ 10.000,00 em um fundo de investimento cuja taxa de administração é de 2% a.a, ao longo do ano pagará o equivalente a R$ 200,00 a título de taxa de administração.

O percentual a ser pago a título da taxa de administração pode variar de fundo para fundo, dependendo principalmente da complexidade da estratégia de gestão.

 

Taxa de Performance

Além da taxa de administração, um fundo de investimento pode cobrar também taxa de performance, desde que previsto em seu regulamento. Essa taxa é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo que exceda a variação de um índice de desempenho previamente determinado, chamado de benchmark, e remunera o bom desempenho do fundo de investimento, caso o objetivo de superar o seu benchmark seja alcançado.

Por exemplo, se houver um fundo que cobre como taxa de performance 20% sobre o que exceder 100% do CDI, o cálculo seria o seguinte:

Se o CDI render 22% ao ano, e o fundo render 25% ao ano, o fundo excedeu em 3% o benchmark.

Considerando os 20% (taxa de performance) de 3% (valor da performance – excedente do benchmark) é igual a 0,6%.

Cálculo => 0,2 *0,03 = 0,006 = 0,6%.

Portanto, haverá o pagamento de 0,6% do patrimônio do fundo a título de taxa de performance.

Para os Fundos das classes CVM curto prazo, referenciado e renda fixa é vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando destinados a investidores qualificados ou, somente no caso dos fundos renda fixa, se tiverem o compromisso de obter o tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo na regulamentação fiscal vigente.

 

Taxas de Entrada e Saída

A taxa de entrada é mais comum para Fundos de Previdência é conhecida como taxa de carregamento. Serve para incentivar o cliente a ficar um tempo maior dentro do fundo, já que quanto maior for o tempo que o cliente permanecer investindo, mais ela diminui. Esta taxa flutua entre 1% e 5% do valor investido.

Já a taxa de saída funciona da mesma forma, porém é cobrada na saída e também diminui conforme o tempo, podendo chegar a zero.

 

O que é Benchmarking em Fundos de Investimento?

De maneira geral os Fundos de Renda Fixa tem como “Meta” ou “Benchmark” o CDI (a grande maioria) ou o IPCA. Já os Fundos Multimercado ou Fundos de Ações costumam ter como meta de desempenho o Índice Bovespa.

A taxa de Performance flutua entre 15% e 20% do que os Fundos superarem do Benchmark, sendo 20% o mais comum.

 

Como a Taxa de Administração é cobrada?

Expressa em uma base anual, a taxa de administração é descontada, diariamente, de forma proporcional do valor da cota do fundo. Portanto, o valor da cota publicado pelo gestor já inclui a taxa de administração, sendo que, após um mês, é descontado o equivalente a 1/12 da taxa anual de administração.

Lembre-se que a taxa é cobrada sobre o saldo que está investido. Se o fundo tiver valorização, portanto, haverá um acréscimo na taxa proporcional, e vice-versa. Lembrando que a taxa de administração é cobrada mesmo quando o fundo registra prejuízo.

Taxas variam bastante

As taxas de administração cobradas nos fundos de investimento variam bastante, dependendo de diversos fatores, principalmente o tipo de fundo e o valor mínimo de aplicação.

Complexidade

Um dos motivos apontados pelos gestores de recursos como determinantes da dimensão da taxa de administração é a complexidade dos produtos administrados. Por exemplo: um fundo de ações tende a exigir mais recursos (análises, informações, número de profissionais) do que um fundo DI. Daí o porquê da taxa de administração destes fundos ser, em geral, mais elevada que a dos fundos DI.

Mesmo entre os fundos que investem em ações, existem grandes diferenças nas taxas de administração, refletindo as possibilidades de aplicação. Por exemplo, um fundo que investe exclusivamente em ações da Vale do Rio Doce ou da Petrobras pode mostrar taxa duas vezes menor do que um fundo que aplica em uma carteira diversificada de ações.

Ganhos de escala

Por outro lado, fundos que permitem a aplicação de valores relativamente baixos tendem a cobrar taxas maiores. Assim, um fundo DI para quem investe R$ 200, por exemplo, tende a apresentar taxas superiores a um fundo da mesma categoria, mas voltado para quem pode aplicar R$ 200 mil.

A razão para isso é simples: o trabalho que o gestor de um fundo DI tem para gerir R$ 200 em aplicação é exatamente o mesmo que teria se o total aplicado fosse maior. Esse ganho de escala é traduzido em uma taxa menor para o investidor.

 

Devo escolher os Fundos de Investimentos pela Taxa de Administração apenas?

A taxa de administração não deve ser o único parâmetro usado pelo investidor para escolher um fundo de investimento. Nos fundos de menor perfil de risco, como os fundos DI, o tamanho do fundo é um fator igualmente importante. Quanto maior o volume de recursos do fundo, maior a capacidade do gestor de negociar taxas mais atrativas na hora de investir esses recursos, o que favorece o retorno do fundo.

Nos fundos de perfil de risco maior, como os multimercados e os de ações, a estratégia e a qualificação do gestor é mais importante. Nesses fundos, a taxa de administração pode representar apenas uma pequena parte do cálculo de rentabilidade, já que a capacidade do gestor acertar o ativo correto pode trazer um impacto muito maior sobre o retorno do fundo.

As vezes as pessoas dizem: vou investir no tesouro, porque no tesouro não tem taxa de administração! Sim, mas o tesouro tem uma taxa cobrada pela CBLC de 0,3% ao ano, além da taxa  que pode ser cobrada pela instituição financeira, nos bancos pode chegar a incríveis 3% ao ano. Não é incomum encontrar fundos DI e renda fixa com rentabilidade superior aos títulos tesouro Selic.

Por isso sugiro que você pare de pensar nas taxas como se elas fossem uma coisa que só existe em fundos e que qualquer fundo de qualquer tipo sempre será pior por cobrar taxa de administração. Isso não é verdadeiro.

Claro, que há níveis de taxas de administração que são justos. E quanto mais complexo é um fundo, mais cara é a sua taxa de administração, o que faz sentido.

 

Quanto devo pagar de Taxa de Administração?

A Anbima, a associação que representa as instituições financeiras, faz um acompanhamento sistemático das taxas cobradas pelos fundos de investimento oferecidos no varejo. No último relatório, em março, informava que, do montante total de R$ 58 bilhões investido nas carteiras conservadoras que aceitam aplicações de até R$ 25 mil, apenas 8% estavam alocados em fundos com custo de até 1% ao ano.

Significa que a grande maioria dos correntistas que possui poucos recursos para investir é direcionada para carteiras com taxas mais elevadas e, consequentemente, menores rendimentos.

No longo prazo, o impacto sobre o montante acumulado é grande. Com a redução da Selic para abaixo de 9% ao ano, os fundos das categorias DI e renda fixa com taxa de administração anual superior a 1% acabam consumindo parcela superior a 10% da rentabilidade bruta do aplicador.

É muito custo para pouco serviço. Considere uma situação similar, em que o dono de um restaurante popular decidisse cobrar taxa de serviço superior ao padrão de 10% sobre o valor consumido. Seria difícil encontrar justificativas e, como consequência, a perda de clientes seria certa.

Uma das explicações para a existência de fundos caros que reúnem aplicações de muitos cotistas é a pouca competição entre os bancos de varejo. É comum encontrar condições de aplicação, resgate, custos e rentabilidade das carteiras muito semelhantes.

Nesse ponto, os gestores contam, ainda que de forma involuntária, com a ajuda do governo. Devido aos tributos, antes de resolver migrar de um fundo caro para outro mais barato, o investidor precisa fazer contas complexas.

Atualmente, o ambiente dos investimentos mudou e as aplicações de longo prazo são encaradas como uma forma de conseguir ganhos adicionais, mesmo correndo mais riscos. O benefício fiscal perdeu a importância.

O principal efeito da legislação tributária, então, passou a ser dificultar a mobilidade do investidor. O que é bom para os maiores administradores de recursos.

Sacar de um fundo com taxa de administração meio ponto percentual menor compensa apenas se os recursos permanecerem aplicados por mais de seis meses na nova carteira. Na dúvida, muitos investidores decidem pela inércia.

Não é o caso dos grandes aplicadores, que geralmente possuem mais acesso a informações e são mais frequentemente assediados.

A consequência é que todos os fundos das categorias DI e renda fixa oferecidos no varejo e que possuem aplicação mínima acima de R$ 200 mil têm taxa de administração de, no máximo, 1% ao ano. O que é uma exceção para os pequenos é a regra para os grandes investidores.

 

O que não querem que você saiba sobre a Taxa de Administração?

O detalhe importantíssimo que gosto de destacar e que a maioria dos investidores desconhece, é que no Brasil todos os fundos são obrigados a divulgar os resultados já descontando a taxa de administração.

Ou seja, quando você olhar o histórico de um fundo que rendeu 20% em 2012, por exemplo, quer dizer que ele rendeu exatamente isso em termos líquidos de custos. Desse resultado você só precisa descontar o Imposto de Renda para saber o quanto valorizaria seu dinheiro.

E por isso chamei a atenção para a questão de escolher simplesmente o fundo com a menor taxa de administração.

Em fundos Referenciados-DI, de Renda Fixa ou de Curto Prazo, nos quais o valor dessa taxa tem uma grande influência em relação a seus resultados, essa regra faz todo o sentido.

Por outro lado, você já conseguiria identificar essa influência diretamente pelo resultado do fundo, uma vez que essa taxa já está descontada.

Ou seja, se a taxa de administração realmente for alta a ponto de atrapalhar o resultado do fundo, você já conseguirá visualizar facilmente isso no histórico de rentabilidade do fundo.

Veja no exemplo abaixo:

exemplo-taxa-de-administracao-taxa-de-performance

Note que se avaliarmos o resultado de dois fundos em uma comparação como esta acima, já veremos de cara a influência da cobrança de uma taxa de administração elevada, uma vez que esta já está descontada nos resultados. Lembrando que fundos referenciados DI investem, em geral, em títulos muito parecidos.

Portanto, dizer que a melhor alternativa é investir no fundo com os menores custos acaba sendo redundante e agrega pouco para a tomada de decisões.

Em outras palavras, é evidente que o fundo com o menor custo vai entregar o melhor resultado, mas se você já estiver escolhendo o fundo com o melhor retorno histórico, avaliar a variável custo se torna desnecessária.

Quando avaliamos fundos que possuem resultados mais voláteis e potencialmente maiores, como fundos multimercado e de ações essa situação fica ainda mais clara.

Além do ponto citado anteriormente ter o mesmo efeito nesses fundos, essa taxa perde em grande parte sua relevância na análise da escolha do melhor fundo.

Isso acontece, pois a taxa de 1%, 2% ou 3% pouco influenciará o resultado de um fundo de ações que pode apresentar, por exemplo, oscilações de mais de 100% em seus resultados.

Nesses casos, nem sempre o fundo com a menor taxa de administração será o fundo que apresentará o melhor resultado histórico, pois a gestão no caso desses fundos é muito mais importante que os custos em si.

Por isso, ao escolher um fundo dessas categorias o último fator que você deverá se preocupar é a taxa de administração cobrada.

Claro, desde que esses valores não sejam algo abusivo e completamente fora dos padrões de mercado (que giram em torno dos 2%a.a. no Brasil).

 

Qual é a Taxa de Administração Justa?

Esta é uma das perguntas mais comuns que recebo sobre taxas de administração em fundos de investimento, e como expliquei acima tudo depende do que o fundo entregar. Fazendo uma analogia, não tem como pagar R$ 50.000,00 por uma Ferrari, ou seja, os bons fundos com bons gestores cobram mais caro tanto na taxa de administração, quanto na taxa de performance, já as taxas de saída e entrada são uma besteira a parte da indústria de fundos.

Vamos a tabela de Taxa de Administração e a Performance 12 Meses:

Bancos

 

 Taxa de Adm.Perfomance
Fundos Referenciados DI0,90%93,5% CDI
Fundos de Renda Fixa0,92%95% CDI
Fundos Multimercados1,54%104% CDI
Fundos de Ações2,08%175% CDI
Fundos Cambiais1,19%*-66% CDI
Fundos Internacionais1,22%83% CDI

 

Plataformas de Investimento

Taxa de Adm.Perfomance
Fundos Referenciados DI0,30%101% CDI
Fundos de Renda Fixa0,47%104% CDI
Fundos Multimercados1,59%158% CDI
Fundos de Ações2,09%184% CDI
Fundos Cambiais0,95%*-70% CDI
Fundos Internacionais1,14%170% CDI

 

Taxas em em Fundos de Investimento com Gestão Ativa x Gestão Passiva

Os fundos que têm uma gestão ativa, ou seja, que precisam mudar constantemente os ativos investidos na carteira e que possuem liberdade para trabalhar seus ativos (inclusive com maior risco) tendem a cobrar taxas de adm mais caras.

Um bom exemplo são os Fundos de Ações e os Fundos Multimercados.
Estes fundos demandam mais atenção do Gestor e consequentemente dão muito mais trabalho devido a escolhas criteriosas que devem ser feitas visando sempre a melhor estratégia. Os Fundos de Ações e Multimercados costumam ter taxas de administração perto de 2%. Estas taxas podem variar conforme o nível de complexidade e atuação.

Outras classes como: cambiais e de investimento no exterior, também podem possuir uma gestão bem ativa e como no caso dos Fundos de Ações e Fundos Multimercado, é compreensível a cobrança de taxas de 2% ou mais.

Cabe lembrar que mesmo dentro das classes de fundos de Ações ou Fundos Multimercado que tradicionalmente são compostas por fundos de gestão ativa, existem fundos de Gestão Passiva – que buscam simplesmente comprar ações e acompanhar o seu Benchmark, sem tentar superá-lo.

Isso é bem comum em fundos de ações de grandes bancos que simplesmente seguem o Índice Bovespa, um trabalho que é absolutamente passivo, porém em muitos destes fundos as taxas de administração passam de 2%.

Procure sempre pesquisar no regulamento do fundo ou mesmo na lâmina para entender melhor sobre as políticas de gestão.
Já que não faz sentido algum ser cobrado com taxas maiores do que 1% em um fundo de gestão passiva.

Os Fundos de Gestão Passiva, como o nome já diz, são fundos onde os administradores tem muito pouco trabalho.
São classes mais conservadoras como: curto prazo, referenciados DI e renda fixa, que como expliquei, por serem passivos não justificam ter uma taxa muito maior que 1%.

 

Quais são os Fundos com Maior Taxa de Administração do Brasil?

Abaixo você pode ver uma lista com os fundos que cobram as maiores taxas de administração no Brasil.

Note que na maior parte deles, estas altas taxas não se traduzem em rentabilidades acima do CDI – veja que a maior parte deles rendeu menos que 100%.

Lista Fundos com as maiores taxas do Brasil

Já quando falamos das menores taxas de administração do país, fica mais difícil apresentar uma lista.

Isto porque mais de 500 fundos no Brasil nem cobram taxas de administração (normalmente fundos de aporte inicial muito alto), bem como alguns fundos fechados ou com poucos cotistas e que pertencem à tesouraria dos bancos, ou fundos exclusivos.

De maneira geral, existem muitos fundos de longo prazo e fundos de previdência cujo saque é de mais de 5 anos, em que as taxas variam entre 0,1%

 

Conclusão

A análise dos custos dos fundos de investimentos é de extrema importância.
Tem o intuito de descobrir se as cobranças não estão sendo indevidas e/ou abusivas como por exemplo um fundo de Renda Fixa ter uma taxa de administração de 4% a.a., e por aí vai.

Mas qual o fator mais eficiente a ser levado em conta na tomada de decisão antes de se aplicar num fundo de investimento? Ou na hora de escolher entre um fundo e outro?

A resposta é muito simples: a performance histórica ou rentabilidade passada.

Um fato que pouquíssimas pessoas sabem é que a rentabilidade divulgada dos fundos já é isenta de seus custos (com exceção das taxas de entrada e saída).

Mas o que isto quer dizer?

Que a grosso modo, se um fundo performa melhor que o outro (considerando ambos da mesma classe e perfil), seus custos ficam em segundo plano e você entenderá porque.

Escolha Fundos pela Performance

Imagine dois fundos, com um mesmo investimento em um mesmo período de tempo:

– Fundo A: entregou uma rentabilidade de 100% CDI no período e cobra 0.5% a.a. de taxa;
– Fundo B: entregou uma rentabilidade de 120% CDI no período e cobra 2% a.a. de taxa;

Qual deles você prefere? Qual deles foi o mais rentável?

Considerando que a rentabilidade divulgada já é líquida de seus custos, o fundo B foi mais rentável do que o fundo A.
Apesar de ser mais ‘caro’, o Gestor do B teve um resultado e desempenho melhor que o Gestor do fundo A.

Nada mais justo do que pagar mais caro por um produto melhor, não acha?

Então, apesar dos custos serem relevantes, é a rentabilidade passada o grande termômetro a ser levado em conta antes de tomar a decisão de onde investir.

 

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Jonathan B Camargo, Co-Fundador e assessor de investimentos na New York Capital empresa de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.