Previdência Privada - Como Garantir seu Futuro | London Capital

Previdência Privada – Como Garantir seu Futuro

By Jonathan Camargo

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previdencia privada

Provavelmente você já ouviu falar em VGBL/PGBL e talvez até possua um plano de previdência privada. Mas você sabe exatamente como este tipo de investimento funciona?

Antes de seguir lendo este artigo quero te convidar a baixar o [EBOOK] Previdência Privada. É um PDF para download gratuito que será enviado diretamente para sua caixa de e-mail. Neste ebook você vai poder compreender mais afundo sobre o assunto deste artigo com estratégias e dicas práticas para você usar no dia-a-dia como investidor.

Se você ainda não baixou faça agora, neste link.

Confesso que Previdência Privada é um bicho de 7 cabeças, mas com um pouco de dedicação fica fácil entender. Para analisar um plano, você precisa saber antes o que é VGBL, PGBL, regime tributário progressivo, regime tributário regressivo, fundo de investimento, fundos de renda fixa, fundos multimercado, taxa de administração, taxa de carregamento…

Se você não desistiu de continuar a ler ainda, fico feliz pela confiança e por isso vou lhe ajudar a entender tudo sobre o assunto. Considero esse conhecimento de extrema importância para não cair no papo dos gerentes de bancos.

Além de aprender como não cair no papo dos gerentes de bancos, acho interessante você parar de ser preguiçoso e ler este artigo:

Indústria da Preguiça – Entenda como o investidor brasileiro é preguiçoso e perde muito dinheiro com isso.

A previdência privada é um dos investimentos queridinhos dos bancos, pois é fácil de vender aos clientes, ajuda na retenção no longo prazo e, principalmente, porque traz um grande retorno… para o banco. Abaixo vou lhe mostrar um estudo que fiz com todos os fundos de previdência privada do Brasil e você vai ver o quão assustador é o resultado.

O argumento de venda dos gerentes é sobre o fato de que você deve pensar na sua aposentadoria, que a aplicação na previdência privada terá uma alíquota de imposto de renda muito menor que outros investimentos, a facilidade na sucessão do patrimônio aos herdeiros (não entra em inventário), a proteção contra bloqueios judiciais, a isenção de come-cotas e a facilidade na aplicação automática mensal.

A maioria destes benefícios fazem sentido para o investidor, porém perdem sua atratividade se a rentabilidade do fundo for muito ruim e incidirem altas taxas de administração e carregamento sobre os valores investidos. E abaixo no estudo eu vou lhe mostrar que mais de 90% dos fundos do mercado estão nesta categoria de baixa atratividade.

 

O que é plano de previdência privada?

A previdência privada é um investimento, como uma poupança, mas que tem a finalidade de ser um complemento da aposentadoria já que a Previdência Social o INSS, não garante uma aposentadoria com um bom salário. Diferentemente da previdência social, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade.

Com a queda dos juros no Brasil para patamares mais baixos, ficou mais difícil os investidores acumularem patrimônio suficiente para parar de trabalhar e continuar a viver com conforto. Para compensar a Selic menor, os brasileiros têm três opções: começar a poupar mais cedo, trabalhar mais anos ou tomar mais riscos ao investir para a aposentadoria e portanto a previdência privada vem como uma opção para cobrir – tanto começando a poupar mais cedo, quanto para fazer investimentos mais longos e portanto lhe ajudar a não ter que trabalhar por mais anos.

 

Quem fiscaliza o sistema de previdência privada?

Todas as operações financeiras realizadas pelos bancos estão sob a fiscalização do Banco Central. Portanto, uma instituição que deseja começar a oferecer esse produto, aos seus clientes, precisa comprovar que possui estrutura e lastro para começar a operar esse serviço.

Ademais, o sistema previdenciário privado precisa prestar contas de suas atividades para a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal responsável pelos seguros particulares.

 

Qual a diferença entre a Previdência Social e Previdência Privada?

A previdência social é o sistema de proteção ao trabalhador que tem como carro-chefe o benefício de aposentadoria. Toda a organização e operacionalização da previdência social são feitas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A previdência oficial é aquela já bem conhecida, em que todo trabalhador formal brasileiro está automaticamente segurado. De acordo com algumas exigências, poderá ter auxílio-doença, aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição ou ainda aposentadoria por invalidez, dentre outros benefícios.

Observando o atual cenário da previdência social no Brasil, os assuntos que estão em voga são a reforma previdenciária proposta pelo governo federal e o déficit previdenciário.

O rombo nas contas do INSS é um risco para as aposentadorias futuras. Com o intuito de adotar uma estratégia para melhorar a saúde financeira do sistema, a reforma previdenciária vai apertar as regras, como o aumento da idade mínima para aposentadoria.

Assim, muitos brasileiros estão procurando planos de previdência privada para se protegerem do déficit previdenciário e amenizar os efeitos da reforma na legislação sobre as finanças pessoais no futuro.

Diferente da previdência social, os planos de previdência complementar (ou privada) é uma excelente opção para quem quer complementar a renda da aposentadoria pelo INSS.

Atualmente, o teto da previdência social é de R$ 5.579,06. Você sabe o que isso quer dizer? Você só contribui sobre esse valor máximo e somente poderá receber um benefício até esse limite, o que pode gerar uma grande diferença no estilo de vida de muitos contribuintes.

Observando o mercado de previdência privada atual, pode-se observar que cerca de 12,5 milhões de pessoas já aderiram a essa modalidade, segundo pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) apresentada pelo Jornal da Globo.

A mesma pesquisa também apontou aumento de 7,64% na captação líquida de recursos por esses planos em 2016, no comparativo com o ano anterior. No total, são R$ 52 bilhões alocados nessa modalidade de investimento.

Outra informação importante é sobre a segurança e confiabilidade da previdência privada. No Brasil, esse mercado é regulado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que controla e fiscaliza as instituições atuantes.

E como explicado neste Guia Completo da Previdência Privada, “ela exige reservas técnicas (semelhante a garantias) para cada 1 real que você tiver aplicado em alguma previdência específica”.

 

Como funcionam os fundos de previdência privada?

Os fundos de previdência privada são formas de poupar para complementar a aposentadoria oficial ou para atingir objetivos de longo prazo, como pagar a faculdade para os filhos. Eles existem no mundo inteiro e podem ser fechados, quando são oferecidos pela empresa apenas a seus funcionários por meio de uma fundação, ou abertos, quando estão disponíveis para qualquer pessoa num banco ou corretora. Se a sua empresa oferecer um plano, aproveite.

Os fundos de previdência têm de ser oferecidos por seguradoras, que se comprometem no fim de determinado período de contribuição a dar ao investidor a opção de comprar uma renda por toda a vida (ou por determinado número de anos) ou sacar o dinheiro gradualmente. Há um compromisso da seguradora com o investidor.

As seguradoras oferecem aos investidores os chamados planos de previdência, que calculam quanto é preciso guardar por mês para acumular um valor que garanta a renda desejada por determinado número de anos na aposentadoria. Para chegar a essa mensalidade, as seguradoras fazem simulações usando estatísticas sobre a expectativa de vida dos brasileiros divulgadas pelo IBGE, as chamadas tábuas atuariais, bem como projeções de taxas de juros para os próximos 10, 20 ou 30 anos. Isso ajuda o investidor a ter uma ideia de quanto é preciso guardar para a aposentadoria e quanto tempo isso levaria.

A contribuição é debitada mensalmente se o plano for do banco em que se tem conta, o que é bom para quem não têm disciplina para guardar dinheiro. Em geral, cada banco oferece os planos da sua seguradora apenas, mas há planos de instituições independentes disponíveis em corretoras de valores ou diretamente nos corretores de seguros. Nesse caso, a seguradora independente envia um boleto para o investidor ou cadastra um débito automático no banco.

 

Porque fazer uma Previdência Privada?

Muita gente ainda duvida se deve aplicar dinheiro em uma poupança, em outros investimentos ou em uma previdência privada. Vale lembrar que, além de assegurar uma aposentadoria mais tranquila, a previdência privada pode ser uma forma de investir nos seus planos futuros como abrir um negócio, comprar seu imóvel ou custear a educação dos filhos. Por isso vou lhe mostrar 5 motivos para você refletir se a Previdência Privada é uma boa opção para você.

1. Manter o padrão de vida na aposentadoria

A previdência social não vai manter o seu padrão de vida por completo, e não pense que mudanças futuras possam corrigir isso, a previdência social é um problema ao redor do globo. O INSS vai suprir parte das suas despesas, leve isso como uma afirmação verdadeira para você, não espere que um milagre resolva a previdência social ou espere que o governo faça algo por você.

Além disso, com o avanço da idade existem despesas adicionais como medicamentos, planos de saúde mais caros entre outros. E se você sonha em viajar nos anos dourados essa conta não vai fechar mesmo. Então é extremamente importante que você tenha outra fonte de renda para manter o padrão de vida na aposentadoria e a previdência privada poderá ser a melhor solução para você.

2. Deduzir do imposto de renda

Se optar pelo PGBL, você pode deduzir o seu investimento no imposto de renda até o limite de 12% da renda bruta anual. Esta é uma vantagem para quem declara pelo modelo completo. A previdência privada é o único investimento que permite isso, eu vou explicar mais em detalhes abaixo qual modelo você deve optar.

3. Diversificar os investimentos

Se você tem uma poupança, isso não quer dizer que não pode fazer uma previdência privada, pois os objetivos são diferentes. A poupança serve com uma reserva para uma emergência, isso é o que a maior parte dos brasileiros faz, mas convenhamos se você faz uma poupança como uma reserva financeira você está precisando muito se educar financeiramente. Já a previdência privada tem o objetivo de ser um investimento para o seu futuro ou da sua família e além disso você tem o tempo ao seu favor.

Veja aqui outros artigos sobre o porquê de não fazer investimentos na poupança:

6 motivos que mostram que investir na poupança não vale a pena

4. Poupar com disciplina

Se você não tem disciplina para juntar dinheiro, fazer uma previdência privada pode ser a melhor solução. Um dos princípios de educação financeira é “pague-se primeiro”. E, são, cada vez mais, raras – as vezes que sobra dinheiro no final do mês para investir, temos inflação alta e um mercado de oportunidades para comprarmos, e, portanto, a grande maioria dos brasileiros não consegue guardar dinheiro.

Por isso, você deve fazer uma previdência privada como uma conta mensal, igual às outras contas da casa. E assim você vai conseguir manter as contribuições mensais de forma constante, inclusive é possível fazer em débito automático no mesmo dia de pagamento de seu salário, esta é a solução perfeita para você conseguir juntar dinheiro todos os meses.

5. Deixar um patrimônio para quem você ama

O dinheiro investido na previdência privada não entra no processo de inventário. O montante acumulado pode ser transferido para quem você designar sem a burocracia do inventário.

Assim você garante que sua família não vai ficar sem dinheiro caso você venha a faltar, vale lembrar que existem outras opções mais interessantes e mais baratas para acumular recursos para deixar para herdeiros, é o caso do seguro de vida.

 

Quais são os tipos de Previdência Privada?

Os principais fundos de previdência abertos são classificados em duas categorias:

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre

Veja quando optar por cada um deles:

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

Ideal para você que faz declaração completa de Imposto de Renda (IR ou IRPF), pois consegue deduzir o valor das contribuições do ano da sua base de cálculo do IR, com limite de 12% da sua renda bruta anual reduzindo o valor do imposto a pagar.

Porém, o IR incidirá sobre o valor total do plano de previdência quando o dinheiro for resgatado. Por isso esse benefício não dever ser considerado como isenção fiscal, mas apenas um diferimento. Afinal, esse imposto será pago em algum momento no resgate.

Os planos de previdência privada do tipo PGBL são recomendados para pessoas com renda mais alta e também para o longo prazo (acima de 10 anos). Logo, se você está fazendo um plano para sua aposentadoria e ainda pretende trabalhar pelo menos mais 10 anos, o PGBL faz total sentido.

Finalmente, se você faz a declaração de imposto de renda completa e possui imposto a pagar, até o montante de 12% da sua renda bruta a melhor escolha para investimento em previdência privada é um fundo de previdência privada PGBL.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

Ideal para você que faz declaração de IR simplificada, para quem é isento de IR, para profissionais liberais ou para você que deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta anual.

Em um VGBL a tributação ocorre apenas sobre o rendimento acumulado (assim como nas demais classes de fundos). Porém, não permite a dedução anual do IR.

Os planos de previdência privada do tipo VGBL são normalmente recomendados para pessoas com renda mais baixa, para prazos mais curtos ou para complementar outro fundo de previdência do tipo PGBL, quando o investidor deseja destinar mais que 12% da renda bruto em fundos de previdência privada.

 

Tabela de Tributação Progressiva ou Regressiva? Qual o melhor regime tributário na Previdência Privada?

Os fundos de previdência contam com a vantagem de se poder optar entre duas formas de cobrança de imposto de renda (IR).  A tabela progressiva de IR, também chamada compensável ou antecipada e a tabela regressiva de IR, também chamada definitiva. Veja a diferença:

Tabela Progressiva de IR na Previdência Privada

Se optar pela tributação progressiva para o seu plano de previdência privada, a sua renda, incluindo salário, pensão, dividendos, aluguéis ou qualquer outra, será o fator levado em conta para se determinar a faixa de IR, conforme tabela abaixo:

Base de cálculo mensal (R$)Alíquota (%)Parcela deduzir do imposto (R$)
Até 1.903,98
De 1.903,99 até 2.826,657,5142,8
De 2.826,66 até 3.751,0515354,8
De 3.751,06 até 4.664,6822,5636,13
Acima de 4.664,6827,5869,36

 

Tabela Regressiva de IR na Previdência Privada

Se optar pela tributação regressiva para o seu plano de previdência privada, o prazo de contribuição será o fator determinante da faixa de IR, conforme tabela abaixo?

Tempo de ContribuiçãoAlíquota %
Até 2 anos35
Acima de 2 até 4 anos30
Acima de 4 até 6 anos25
Acima de 6 até 8 anos20
Acima de 8 até 10 anos15
Acima de 10 anos10

 

Com a tabela regressiva, a mordida do Leão para quem deixa o dinheiro aplicado por pouco tempo é muito maior que à tabela progressiva, justamente para incentivar o investimento de longo prazo. Ou seja, se você resgatar o dinheiro antes do previsto, o pagamento dos impostos vai ser grande. Em compensação, quem deixa o dinheiro aplicado por mais de dez anos, pagará apenas 10% de IR que é a menor alíquota de IR para investimentos atualmente.

Os fundos de previdência privada devem ser vistos como modalidades de investimento de longo prazo, para a aposentadoria. Se essa premissa for respeitada, na grande maioria das vezes, sem dúvida a tabela regressiva de IR para o seu plano de previdência privada será mais vantajosa do que a tabela Regressiva.

 

É possível fazer a portabilidade do regime tributário do meu fundo de previdência privada?

Depende!

Se o seu plano de previdência privada estiver na tabela progressiva de IR, então é possível sim fazer a portabilidade para a tabela regressiva de IR.

Porém o inverso não é possível. Se o seu plano de previdência privada estiver na tabela regressiva de IR, não será possível convertê-lo para a tabela progressiva.

 

É possível fazer a portabilidade de uma previdência privada?

Sim, é possível, mas é necessário entender as regras que regulamentam esse direito do consumidor.

A mudança pode ser feita a qualquer momento durante a fase de acumulação, desde que respeitando o período de carência exigida pelo banco. O tempo mínimo é de 60 dias.

Ao solicitar a portabilidade o banco tem cinco dias úteis para realizá-la. Não é permitido mudar a modalidade de previdência privada durante a portabilidade, como, por exemplo, mudar um VGBL para PGBL, ou vice e versa.

Nesses casos, o cliente deverá resgatar o valor da aplicação e realizar um novo investimento, na nova instituição escolhida. Outro detalhe importante é que não é possível portar um plano de previdência privada que utilize a tabela regressiva para um plano que faço uso do sistema progressivo. E também não há incidência de IR durante a portabilidade.

A previdência privada pode ser uma opção para aqueles que desejam ter um futuro mais seguro, com uma renda maior do que a oferecida pela Previdência Social.

Contudo, como em qualquer outro investimento, é preciso estudar as taxas praticadas por cada seguradora e quais as outras possibilidades que o Mercado Financeiro oferece para verificar qual delas oferece o melhor custo-benefício.

 

Quais são os tipos de plano de previdência privada de acordo com o risco de investimento?

Identifique o plano ideal para o seu perfil de investidor:

 

1 – Risco Baixo – CDI e Taxa de Juros Selic

Ideal para quem está próximo do resgate ou do recebimento da renda, por buscar a preservação de capital.

Perfil:
Indicado para quem tem baixa tolerância ao risco.

 

2 – Risco Moderado – Inflação

Fundos que aplicam em títulos indexados à inflação. A rentabilidade é composta pela variação do índice de preços (IPCA), e por uma taxa de juros prefixada (cupom), que incide sobre o valor do título, corrigido pelo IPCA.

Perfil:
Indicado para quem tem moderada tolerância ao risco. Apesar de ser considerado mais conservador por ser um fundo de Renda Fixa, é um pouco mais arriscado do que um CDI, já que é atrelado à inflação.

 

3- Risco Alto – Fundos Multimercados

Fundos que investem, no máximo, 49% de seus recursos em Renda Variável. Como a porcentagem investida em ações varia de fundo para fundo, é possível encontrar produtos que atendam aos diferentes perfis de intestimento.

Perfil:
Ideal para quem tolera correr risco, com o objetivo de alcançar melhores retornos a médio ou longo prazos. Não é indicado para quem está próximo de resgatar o plano ou usufruir de renda mensal.

 

4 – Risco Variável – Fundos Dinâmicos

Fundos Multimercado com alocação dinâmica, que são mais agressivos no início, e se tornam mais conservadores ao longo do tempo. Os Fundos Dinâmicos investem em Renda Fixa de curto e longo prazo, inflação e Renda Variável, e permitem ao cliente escolher quando quer utilizar seus recursos.

Perfil:
Para quem busca uma alocação dinâmica, sem ter que se preocupar em mudar o perfil de investimento durante o período de acumulação do plano.

 

Quando que a previdência privada vale a pena?

Já vou ser rápido e sincero: a previdência privada costuma não valer a pena para a grande maioria dos casos.

Mas é mentira falar que ela é sempre pior. Há 3 casos específicos em que ela pode valer a pena, talvez você se enquadre em um deles:

1 – Previdência privada com contribuição a mais da empresa

Muitas empresas possuem um plano de previdência especial, no qual elas contribuem com algum valor além do que você contribui. Exemplo: o dobro da aplicação (para cada R$ 1 investido, a empresa acrescenta mais R$ 1).

Neste caso, muito provavelmente a previdência é uma boa opção, desde que você contribua somente até o valor que a empresa se propõem a contribuir a mais.

Mas é sempre válido saber claramente quais as condições para manter este tipo de benefício, que as vezes são os de trabalhar a vida inteira e se aposentar pela mesma empresa.

2 – Planejamento sucessório (transmissão de herança)

A previdência privada pode fazer sentido para quem está fazendo um planejamento sucessório, isto é, para quem está poupando para os herdeiros, e não para si próprio.

Mas lembre-se: ela é uma pequena parte deste planejamento.

Explico.

Após um óbito, o dinheiro que está na previdência privada não passa por inventário e, pelo menos por enquanto, não possui cobrança de ITCMD (o imposto cobrado na hora de transmitir herança aos herdeiros). Por este motivo é interessante manter uma parcela pequena de seu patrimônio na previdência exatamente para pagar o ITCMD (hoje 4% em São Paulo) do restante do patrimônio que será tributado. Isto porque, se os herdeiros não puderem pagar este imposto, o inventário não é liberado para eles.

Não entendeu ainda? Bom, não é tão simples mesmo. Por isso que é recomendável consultar um especialista no planejamento sucessório, que fará esta conta para você. Minha sugestão é que, se você não entendeu, é porque você não se enquadra neste caso.

É válido lembrar também que, somente com uma previdência privada, você pode apontar alguém escondido como beneficiário direto, como uma amante, amigo, cachorro e etc. Mesmo assim não é 100% garantido, pois se seus herdeiros se sentirem lesados, eles poderão contestar na justiça esta “estratégia”.

3 – Quem faz a declaração de IR completa, opta por PGBL e contribui com até 12% da renda

Um dos argumentos mais utilizados pelos vendedores de previdência privada (ex.: seu gerente do banco) é falar que a modalidade PGBL tem um benefício fiscal. Este benefício consiste em poder descontar parte do imposto se você investir até 12% de sua renda.

Na verdade, este “desconto” é um diferimento, e não uma isenção ou desconto de verdade.

Em poucas palavras, diferimento significa adiar o pagamento do imposto, o que pode ser algo bom.

Imagine você, com 30 anos de idade e mil gastos e prestações, ter a possibilidade de adiar o pagamento de uma parte do seu imposto de renda para quando você for aposentado.

Não parece ruim, certo?

Mas lembre-se, é preciso seguir 4 regras para este “adiamento” de imposto valer a pena:

  1. Fazer a declaração de IR completa (para grande parte das pessoas a dedução é maior com a declaração simples)
  2. Optar pelo PGBL
  3. Contribuir com no máximo 12% da renda
  4. Ter o prazo de 10 anos no mínimo

 

 

 

Quais são as taxas cobradas nos fundos de previdência privada?

Além das taxas de administração anuais cobradas por qualquer fundo de investimento, que remunera o gestor dos recursos, os fundos de previdência aberta também podem cobram uma taxa de carregamento a cada aporte. Ou seja, se o investidor faz aportes todos os meses, a taxa comerá um percentual de cada um de seus depósitos mensais.

Se seu fundo de previdência privada cobra esta taxa, pode ser a maior desvantagem dos planos de previdência aberta em relação aos demais fundos de investimento, pois eles acabam se tornando caros demais para os investidores.

Nos maiores bancos brasileiros, há fundos de previdência que praticam taxas de administração de cerca de 3% ao ano, e taxas de carregamento que chegam a 5% por aporte. Esse custo praticamente inviabiliza o investimento em previdência, principalmente se considerado o alto grau de conservadorismo que esse tipo de fundo costuma ter.

Mas já existem hoje disponíveis para a pessoa física fundos de previdência sem taxa de carregamento e com taxas de administração em torno de 1,0% ao ano que, aí sim, podem competir com fundos de renda fixa comuns.

Também podem aumentar os custos ou reduzir o valor do benefício a inclusão de pensões (por morte ou invalidez) e pecúlio, bem como a opção pelo regime de benefício definido no futuro.

Se você ainda não leu sobre a Indústria da Preguiça – Entenda como o investidor brasileiro é preguiçoso e perde muito dinheiro com isso. – recomendo fortemente que leia e entenda que você pode estar sendo muito prejudicado acreditando no seu banco e no gerente bancário.

 

Estes fundos de previdência privada, fazem investimentos seguros?

Os fundos de previdência não admitem alavancagem financeira, mecanismo que pode aumentar os ganhos, mas também as perdas, uma vez que os recursos serão, em tese, imprescindíveis para a sobrevivência do investidor na aposentadoria.

Entre os fundos abertos, há aqueles que investem apenas em títulos públicos, em renda fixa pública e privada, e os que admitem renda variável (ações, moedas, juros etc.). Entre estes, há os que aplicam até 15% do patrimônio em renda variável, de 15% a 30%, acima de 30%, os multimercados e os fundos de ações – que aplicam ao menos 67% do patrimônio em renda variável.

Já os fundos de pensão (previdência privada fechada de uma empresa) podem aplicar até 70% em renda variável (somente para ações de empresas listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa), até 20% em títulos de crédito privado, até 8% em imóveis, até 15% em empréstimos e financiamentos a participantes e assistidos, até 10% de investimentos no exterior e até 20% em investimentos estruturados, onde se incluem os fundos imobiliários e os multimercados.

 

Devo acreditar nas simulações de previdência privada?

As rentabilidades estimadas nas simulações de previdência privada normalmente são irreais, por ser alta demais, normalmente não incluem o efeito da inflação. Tendo em vista o patamar atual de taxa de juros e as intenções da política econômica brasileira daqui para frente, uma taxa de juro real de 2% a 4% ao ano – já descontada a inflação, portanto – é mais realista do que usar o CDI. Vale lembrar que ainda é preciso descontar o imposto de renda (IR) neste cálculo.

Uma taxa de 2% a 4% ao ano pode parecer baixa, e é. Mas esta é a melhor maneira de você calcular – sendo super conservador. Devido serem investimentos de longo prazo – para 10, 20 ou 30 anos – planos de previdência privada são também os mais imprevisíveis. É possível estimar o que vai acontecer com a economia nos próximos 30 anos ou mais? Pode acreditar que no Brasil não é!

 

 

É interessante aderir ao fundo de pensão da minha empresa?

Os fundos de pensão costumam ser bastante vantajosos quando a empresa – chamada de patrocinadora – também faz aportes em nome do empregado. Algumas chegam a contribuir mensalmente com uma quantia igual à do cotista. Para cada real investido pelo funcionário, outro real é investido pela empresa, o que de cara dobra o patrimônio do cotista. Outra vantagem é a ausência de taxa de carregamento e a taxa de administração baixa.

Mas é preciso tomar alguns cuidados, caso o funcionário se desligue da empresa. Primeiro porque, dependendo do tempo de permanência, o ex-empregado pode não levar um real sequer da contribuição feita pela empresa se resolver migrar ou resgatar os recursos. A maioria das patrocinadoras estabelece um tempo mínimo na empresa para que o ex-funcionário possa levar uma parte de suas contribuições ou a sua totalidade. Um valor de 10% das contribuições da empresa para cada ano trabalho é considerado aceitável.

Em segundo lugar, se tiver optado pela tabela regressiva e decidir resgatar tudo de uma vez, o cotista vai pagar caro pelos últimos aportes que fez no fundo, sujeitos às mais altas alíquotas da tabela. Apenas os aportes feitos há dez anos ou mais sofrerão a incidência da alíquota de 10%, e assim por diante.

Para não sofrer neste caso particular, o cotista tem a opção de fazer a portabilidade para o fundo de previdência de seu novo empregador ou de permanecer no fundo da mesma empresa, fazendo ou não mais contribuições.

Caso o novo empregador não ofereça esse benefício aos funcionários, é possível fazer a portabilidade para um fundo aberto, desde que ele seja quase tão barato quanto o fundo de pensão. A portabilidade pode ser feita entre fundos do mesmo gênero (PGBL para PGBL e VGBL para VGBL) sem qualquer custo para o investidor – nem mesmo de IOF.

Se optar por permanecer no fundo, o cotista pode parar de contribuir e esperar até que o último aporte faça aniversário de dez anos para resgatar os recursos. Mas se continuar a contribuir, o cotista deverá esperar para usufruir do benefício apenas na sua aposentadoria, a fim de aproveitar as alíquotas mais baixas de IR.

 

Qual é a rentabilidade da Previdência Privada?

Nos últimos dois anos, nenhum tipo de investimentos recebeu mais recursos que a de previdência privada. Somente nos últimos 12 meses, esses produtos captaram mais de R$ 40 bilhões. O curioso é que os PGBL e os VGBL costumam garantir uma das menores rentabilidades médias da indústria de fundos.

Isso mesmo, umas das MENORES rentabilidades média do mercado.

Para a imensa maioria dos investidores, os planos garantem benefícios tributários muito menores que investimentos isentos de Imposto de Renda, como LCI, LCA ou debêntures de infraestrutura. Os produtos possuem regras que os tornam adequados a nichos muito restritos de pessoas, mas são vendidos de forma massificada nos bancos, onde os gerentes possuem metas agressivas de distribuição dessas aplicações.

Ao mesmo tempo, a diferença entre investir – bem e mal – em previdência é brutal porque, no longo prazo, um rendimento de 2% ou 3% a mais por ano vai significar milhões de reais a mais na sua conta quando você parar de trabalhar. Você leu direito, são milhões de reais a mais mesmo.

Imagine, por exemplo, que você vai começar a poupar agora para a aposentadoria e que vai guardar R$ 1.000 por mês durante 30 anos. No cenário 1, você recebe o retorno médio do mercado para PGBL e VGBL, que é de 87,6% do CDI, segundo um estudo feito pela XP Investimentos a partir de consulta à base de dados da consultoria Economatica que incluiu 926 fundos de previdência brasileiros.

Considerando que o CDI atual de 14,13% ao ano ficará estável pelos próximos 30 anos, você terá acumulado R$ 3.289.333 no final do período. Já se você escolher um dos melhores produtos de previdência do mercado brasileiro e conseguir obter um retorno de 110% do CDI, conseguirá juntar R$ 6.210.073 daqui a 30 anos.

 

Percebeu que decisões corretas daqui para frente podem lhe garantir R$ 3 milhões a mais quando você se aposentar?

Outro detalhe deste estudo muito importante de citar é que dentre os 926 fundos da indústria de previdência privada apenas 8% (75) superaram o CDI nos últimos 12 meses.

Ou seja, se você tem um fundo de previdência privada, existe uma grande chance de você ter um rendimento péssimo.

 

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador e assessor de investimentos na New York Capital empresa de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.