Piores Fundos de Previdência Privada e os 10 Erros Mais Cometidos | Blog London Capital

Piores Fundos de Previdência Privada e os 10 Erros Mais Cometidos

ByJonathan Camargo

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erros fundos de previdência privada

É muito comum que muitas pessoas sem conhecimento sobre aplicações cometam erros ao investir na previdência privada.

Por se tratar de um investimento de longo prazo e por ser realizado, na maioria das vezes, por pessoas leigas nessa área, muitas dúvidas aparecem e acabam não sendo sanadas.

Além disso, a transparência não é uma característica muito presente nesse tipo de investimento devido à sua instabilidade. No entanto, existe uma série de erros que podem ser perfeitamente evitados, transformando a previdência privada em um investimento altamente rentável e seguro.

Nos últimos dois anos, nenhuma categoria de fundo de investimento recebeu mais dinheiro dos brasileiros que a de previdência. Somente nos últimos 12 meses, esses fundos captaram mais de R$ 40 bilhões, segundo dados da Anbima (a associação de bancos e fundos de investimento).

O curioso é que os PGBL e os VGBL costumam garantir uma das menores rentabilidades médias da indústria de fundos. Para a imensa maioria dos clientes, os planos garantem benefícios tributários muito menores que investimentos isentos de Imposto de Renda, como LCI, LCA ou debêntures de infraestrutura.

A punição aos investidores que resgatarem o dinheiro após um curto período de tempo é severa.

Os fundos possuem regras que os tornam adequados a nichos muito restritos de pessoas, mas são vendidos de forma massificada nos bancos, onde os gerentes possuem metas agressivas de distribuição dessas aplicações.

Além disso, os PGBL e os VGBL são investimentos complexos o suficiente para complicar até os especialistas – não é incomum ler nos jornais de maior circulação no país artigos escritos por planejadores financeiros profissionais com graves equívocos sobre o produto.

Ao mesmo tempo, a diferença entre investir bem e mal em previdência é brutal porque, no longo prazo, um rendimento de 2% ou 3% a mais por ano vai significar milhões de reais a mais na sua conta quando você parar de trabalhar.

Você leu direito, são milhões de reais a mais mesmo. Imagine, por exemplo, que você vai começar a poupar agora para a aposentadoria e que vai guardar R$ 1.000 por mês durante 30 anos.

No cenário 1, você recebe o retorno médio do mercado para PGBL e VGBL, que é de 87,6% do CDI, segundo um estudo feito pela XP Investimentos a partir de consulta à base de dados da consultoria Economatica que incluiu 926 fundos de previdência brasileiros.

Considerando que o CDI, enquanto escrevo este artigo, de 14,13% ao ano ficará estável pelos próximos 30 anos, você terá acumulado R$ 3.289.333 no final do período.

Já se você escolher um dos melhores fundos de previdência do mercado brasileiro e conseguir obter um retorno de 110% do CDI, conseguirá juntar R$ 6.210.073 daqui a 30 anos.

melhores fundos de previdência versus piores fundos de previdência

 

Percebeu que decisões corretas que você possa tomar agora poderão lhe garantir R$ 3 milhões a mais quando você se aposentar?

Então conheça a seguir as 10 principais armadilhas dos planos de previdência e aprenda a evitá-las:

 

Erro #1. Não saber como a previdência privada funciona

Mencionamos no início deste artigo que os erros que existem nesse tipo de investimento ocorrem com pessoas que têm pouca informação e, principalmente, com quem não está acostumado a lidar com investimentos.

No entanto, esse erro muito comum não é uma exclusividade de um único grupo de pessoas.

Existem investidores com certo nível de conhecimento que sabem pouco, ou nada, sobre a previdência privada.

Esse é um tipo de investimento em que o proprietário, inicialmente, deposita determinado valor periodicamente com o objetivo de receber, no longo prazo, uma quantia mensal em dinheiro.

Ela pode ser entendida como um complemento da renda obtida na previdência social do governo, por exemplo, ou simplesmente como a fonte de recursos principal de uma pessoa. Por isso, é importante que você conheça sobre esse investimento antes de adquirir um plano.

 

Erro #2 – Investir em fundos que rendem pouco

Milhões de brasileiros perderão qualidade de vida quando pararem de trabalhar porque investem em PGBL e VGBL que rendem pouco.

Os fundos de previdência privada vendidos no Brasil geralmente possuem um rendimento médio inferior ao dos fundos de investimento por três motivos:

1) as taxas cobradas são maiores (em média 1,35% ao ano) porque é preciso remunerar também uma seguradora que estrutura o produto;

2) o gestor tem menos liberdade para investir por decisão do regulador, o que reduz as possibilidades de ganho; e

3) os maiores fundos de previdência do Brasil são geridos por bancos, onde o gestor não faz uma gestão muito ativa, limitando-se a comprar sempre a mesma cesta de títulos públicos ou as ações de um índice como o Ibovespa, independente do cenário econômico.

O resultado final costuma ser um produto muito rentável para o banco, mas pouco vantajoso para o cliente.

Segundo números da Anbima, só 8% dos 926 fundos de previdência brasileiros renderam mais que o CDI no período de 12 meses encerrado em maio. Isso revela que, para virar esse jogo, o investidor precisa selecionar os melhores fundos do mercado.

O problema é que os fundos de previdência que estão mais próximos dos brasileiros são aqueles distribuídos por seguradoras de bancos, que geralmente são os mais caros e os que rendem menos.

Segundo números da Anbima, 94,5% do patrimônio aplicado em fundos de previdência é gerido pelas sete maiores instituições financeiras do país: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC e Safra.

Na tabela abaixo, é possível verificar o rendimento dos 10 maiores fundos de previdência do Brasil – todos são do BB, Itaú e Bradesco.

Apenas esses fundos concentram quase a metade de todo o dinheiro investido em PGBL e VGBL no país.

Agora popularidade não tem nada a ver com rentabilidade. Nos últimos 36 meses, é possível encontrar um produto que rendeu apenas 68,72% do CDI, o Bradesco FIC RF VGBL Fix.

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Ok, entendi, o fundo bancário é ruim, mas qual seria então a solução?

Procurar os melhores fundos de previdência do mercado. Eu fiz esse trabalho e selecionei dois fundos em que já invisto ou investiria meu dinheiro. O primeiro é o Verde AM Icatu Previdência FIC FIM Previdenciário.

Esse fundo é praticamente a única chance disponível para a maior parte dos brasileiros investir em um fundo da Verde Asset, a empresa de Luis Stuhlberger, o mais renomado gestor de fundos do Brasil.

Stuhlberger é o gestor do Fundo Verde FIC FIM, que acumula retorno de 12.579% desde que foi criado em 1997, o que equivale a 783% do CDI no período. O Fundo Verde está fechado para captação – então você não vai conseguir investir nele.

A Verde Asset tem alguns poucos fundos abertos, como os voltados a investimentos internacionais, mas a aplicação inicial mínima é de R$ 500.000. Já o Verde AM Icatu Previdência não somente está aberto como permite um investimento inicial mínimo muito baixo.

O investimento no Verde Previdência não pode ser feito diretamente pela Verde Asset. Interessados devem procurar assessores de investimentos para que lhe ajudem a investir neste fundo.

Para começar a investir, basta aplicar R$ 500 por mês.

Se você já tiver PGBL ou VGBL e quiser trocar para o Verde AM Icatu Previdência, basta ter ao menos R$ 30.000 nesse fundo de previdência para solicitar a portabilidade. A Verde Asset não tem – e provavelmente nunca terá – nenhum outro fundo tão acessível ao varejo.

O fundo de previdência foi criado em dezembro de 2015 e já captou R$ 1,9 Bilhões.  A taxa de administração também é a mais comum para os fundos multimercados: 2% ao ano.

O fundo só tem uma característica que o investidor deve se atentar: trata-se de um fundo com volatilidade. Em um determinado mês, o fundo pode ficar bem abaixo do CDI ou até mesmo registrar cota negativa.

O gráfico abaixo revela a volatilidade do fundo – veja como os retornos não são lineares, o que torna o fundo pouco indicado a investidores ultra conservadores:

Melhor Fundo de Previdência Privada - Verde Asset

 

Se você busca um produto com menos risco para poupar para a aposentadoria, um produto que gosto bastante é o Capitânia Previdence Advisory Icatu FIRF CP – inclusive esse é o plano de previdência onde invisto meu próprio dinheiro.

Esse fundo tem um perfil de alocação bem mais conservador que o da Verde Asset, limitando-se basicamente a comprar títulos de renda fixa – até 49% pode ser alocado em crédito privado e o resto fica em papéis do governo.

Outras características que mostram que é um produto bem adequado para investidores avessos a risco é que o fundo não pode operar alavancado nem fazer day trade.

Nos últimos 12 meses, o fundo registra uma rentabilidade de 112% do CDI. O gráfico abaixo mostra que se trata de um fundo com baixíssima volatilidade e que sempre vai seguir de perto o CDI, tentando superá-lo levemente no longo prazo:

 

Melhor Fundo de Previdência Privada - Capitania Previdence

 

Com taxa de administração de 1% ao ano e R$ 1,4 Bilhões em patrimônio, o Capitânia Previdence é outro produto bastante acessível ao varejo.

Você pode fazer a portabilidade de seu atual produto de previdência com a partir de R$ 10.000. Já se quiser começar a investir do zero, é possível programar aportes mensais de só R$ 500 ao mês.

 

Erro #3. Desconhecer o plano e tributação adequados

Existem dois planos de previdência privada: o Programa Garantidor de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Garantidor de Benefícios Livres (VGBL), assim como existem dois tipos de tributação: a regressiva e a progressiva.

A maioria das pessoas não conhecem o plano que desejam ingressar, menos ainda os tipos de tributação, deixando a escolha dessas características para o gerente do banco. Esses conceitos impactam diretamente na rentabilidade da sua aplicação e é muito importante dar a devida atenção a eles.

 

Erro #4 Não ter conhecimento das taxas cobradas

Outro grande erro cometido no momento de contratar um plano de previdência privada é não conhecer as taxas cobradas pelo banco ou seguradora. Isso ocorre porque as diferenças dos percentuais das taxas costumam ser pequenas aos olhos de um investidor inexperiente ou sem conhecimentos sobre a previdência privada.

No entanto, essa “pequena” diferença, ao longo dos anos, pode significar um montante de dinheiro considerável. Portanto, faça uma pesquisa e selecione a instituição bancária que oferece as melhores taxas do mercado.

Para que você tenha uma base de valores, opte por um plano de previdência no qual as taxas de administração e carregamento, somadas, não ultrapassem 3%. Se conseguir um banco ou seguradora que ofereça um percentual abaixo que o mencionado, certamente será uma boa opção.

 

Erro #5. Não saber o melhor momento para adquirir um plano

Muitas pessoas não sabem o momento certo de fazer um plano de previdência privada e acabam errando bastante na hora de contratar.

Existem aqueles que fazem esse investimento para seus filhos, com o objetivo de garantir seus estudos ou um pouco de estabilidade quando forem adultos. Esta é, sem dúvidas, uma estratégia totalmente válida.

No entanto, existem aqueles que desejam utilizar o plano de previdência privada como uma poupança justamente pelo fato de que ela apresenta uma rentabilidade mais atrativa, mas esta não é uma estratégia recomendável.

Uma usabilidade interessante da previdência privada é com relação àquelas pessoas que não têm muita disciplina ou tempo disponível para cuidar do seu dinheiro. Por se tratar de um investimento de longo prazo, e geralmente com débito em conta corrente, pode ser uma excelente alternativa de investimento para aqueles que têm estes perfis.

 

Erro #6. Deixar para investir quando for mais velho

Ainda sobre o momento ideal para adquirir um plano, outro erro muito comum é a pessoa achar que é nova demais para investir em previdência privada. Podemos, inclusive, destacar este como um erro grave que ainda é cometido pela maioria dos brasileiros.

Muitos começam a pensar nela faltando uma margem de 15 a 10 anos para se aposentarem. Se você pensa dessa forma, é importante começar a repensar os conceitos sobre a aposentadoria.

Todos desejam ter uma vida tranquila e despreocupada quando a idade chegar, afinal, após vários anos de dedicação ao exercício de suas funções, o maior desejo será levar a vida longe da conturbada e preocupante rotina de trabalho.

No entanto, para que esse cenário hipotético seja uma realidade em sua vida futuramente, é preciso começar a investir na previdência privada o quanto antes.

Vale lembrar sempre que a aposentadoria oficial do governo, por meio do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), é muito instável e pode sofrer muitas alterações com o passar dos anos.

Por isso é importante planejar a sua aposentadoria por meio de um plano de previdência privada para não depender das deliberações governamentais.

 

Erro #7. Permanecer preso ao plano que contratou

Muitas pessoas não sabem, mas na previdência privada existe a opção da portabilidade, que garante ao seu possuidor a mudança de plano ou de seguradora, ou seja, você não é obrigado a permanecer em um plano se julgá-lo ruim. Caso queira, pode trocar por outro melhor, desde que seja do mesmo tipo.

Por exemplo, um plano PGBL poderá ser trocado somente por outro PGBL — e o mesmo ocorre com o VGBL. Além disso, o direito à portabilidade só poderá ser clamado se você estiver há, no mínimo, 60 dias no plano atual.

 

Erro #8. Não verificar o rendimento do investimento

O último dos erros ao investir na previdência privada que vamos destacar é o não acompanhamento da rentabilidade obtida pela aplicação em determinado período.

Como mencionamos várias vezes neste artigo, a previdência privada é uma espécie de investimento e, como tal, deve ser acompanhada e gerenciada pelo próprio proprietário ou, em caso de necessidade, por um assessor de investimentos.

Pode ser que, em algum momento, o mercado sofra mutações que tornem os investimentos em previdência privada inviáveis, forçando o investidor a escolher outra opção para aplicar o seu dinheiro. Por isso é sempre bom ficar atento aos rendimentos e às vantagens que a previdência privada e qualquer outro investimento oferece.

 

Erro #9 – Prefira o fundo de previdência de sua empresa a um produto bancário

Melhor que todos os produtos de investimento oferecidos nas instituições financeiras pode ser o investimento no fundo de pensão da empresa onde você trabalha.

Algumas grandes empresas oferecem a possibilidade de investir para a aposentadoria com um ganho de até 100% logo no momento de cada aporte. Vou ilustrar isso com outra experiência de um cliente.

Em 2007, começou a trabalhar na Editora Abril, que publica a revista Exame.

A empresa oferecia a seus funcionários a possibilidade de investir em seu fundo de pensão fechado, chamado Abrilprev.

A regra básica é que ele podia investir 4,5% de meu salário nesse fundo que a empresa faria um aporte igual em minha conta. Por exemplo se colocasse R$ 500 por mês na Abrilprev, a Editora Abril colocava outros R$ 500.

É lógico que há algumas travas para esse benefício. As duas principais são:

  • 1) se saísse da Abril antes de completar 5 anos de trabalho lá, perderia todos os aportes feitos pela empresa em sua conta; e
  • 2) se sacar o dinheiro investido na Abrilprev antes de se aposentar, também perderei metade do dinheiro investido.

Mesmo sabendo que só valeria a pena se meu objetivo fosse de longuíssimo prazo, ingressei na Abrilprev para garantir o retorno de 100% logo na largada.

Conversando com colegas da empresa, percebeu que muita gente não investia na Abrilprev ou porque não estava confortável com o desconto mensal no salário ou porque não queria abrir mão de sacar o dinheiro por tanto tempo.

Meu conselho é o oposto: se você tiver fundo de pensão na empresa onde trabalha, aproveite a oportunidade porque essa provavelmente será a opção de previdência mais rentável que você terá.

 

Erro #10 – Você pode ler esse texto e não fazer nada, mas daí nada vai mudar

Já aconselhei centenas de brasileiros a tomar atitudes para aumentar o retorno de seus planos de previdência e sei que muitos deles decidiram continuar com os produtos ruins em que já investiam ao invés de colocar meus conselhos em prática e começar a ganhar mais dinheiro.

Há todo tipo de motivo para isso: desde preguiça a dificuldades burocráticas.

Se você está se sentido disposto a fazer a portabilidade de um bom dinheiro que está acumulando num plano de previdência, esteja preparado porque é provável que o banco dificulte sua vida.

A instituição pode demorar para passar a lista de documentos necessários para concluir a operação.

O banco pode exigir o preenchimento de uma série de formulários e pode demorar em lhe passar informações que deverão constar nesses documentos, como o CNPJ do produto de previdência onde você investe hoje.

Iniciar o relacionamento com uma corretora provavelmente também vai lhe tomar algum tempo com o preenchimento de informações de cadastro e com o envio de documentos digitalizados.

Talvez você perca uma ou duas horas da sua vida cuidando dessas burocracias e talvez demore um mês para que o processo de portabilidade seja concluído.

Agora você se lembra da conta que fiz no início desse texto?

Aquela que mostrou que investindo R$ 1.000 por mês durante 30 anos você acumulará R$ 3.289.333,50 se receber um retorno de 87,6% do CDI e R$ 6.210.073,47 se a rentabilidade for de 110% do CDI? Pois é, acho que esse é seu dilema.

Você pode perder duas horas agora resolvendo o problema da sua previdência ou pode perder quase R$ 3 milhões quando se aposentar.

 

A decisão é só sua.

 

Gostou deste artigo sobre os principais erros ao investir na previdência privada? Então leia este outro artigo e saiba como acertar na hora da escolha!

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador do Blog London Capital e assessor de investimentos na New York Capital empresa de assessoria de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.