Tesouro Direto ou Poupança: Onde é Melhor Investir Seu Dinheiro? | Blog London Capital

Tesouro Direto ou Poupança: Onde é Melhor Investir Seu Dinheiro?

By Tatiana Mallmann

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Tesouro direto ou poupança: onde investir seu dinheiro?


Investir dinheiro é fundamental para quem deseja ter uma renda passiva e que garanta mais segurança e estabilidade financeira. Investir, entretanto, muitas vezes significa correr riscos e é por isso que investidores conservadores preferem opções mais seguras, como é o caso de investir dinheiro no Tesouro Direto ou Poupança. Mas você sabe qual dos dois é melhor? Conheça as características de cada um e descubra onde investir dinheiro.

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Como funciona a poupança?

A poupança é, de longe, o investimento mais popular e também o mais simples de ser feito. Para investir na poupança só é preciso ter uma conta em banco e aplicar o dinheiro ali no período desejado — geralmente, deposita-se todo mês.

Esse tipo de investimento também é um dos mais tradicionais por causa de sua segurança, e permite que sejam feitos saques a qualquer momento de acordo com a necessidade ou vontade do titular.

Rendimento

Depósitos feitos a partir de maio de 2012 rendem a Taxa Referencial (TR), que é fixada, mais 70% da Selic quando essa for igual ou menor do que 8,5%.

Quando a taxa Selic está em um valor acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% mais a TR. Esse rendimento também é válido para os investimentos feitos antes de maio de 2012.

Riscos

Embora seja um investimento considerado entre os mais seguros, a poupança carrega consigo o risco de falência do banco onde está a aplicação. Além disso, também há o risco de situações políticas instáveis levarem ao confisco da poupança, como já aconteceu no Brasil durante a presidência de Fernando Collor.

Como funciona o Tesouro Direto?

Já o Tesouro Direto é um investimento em que o interessado adquire títulos públicos e que são responsáveis por financiar gastos do governo, por exemplo. Diferentemente do que muita gente acha, o Tesouro Direto é o investimento mais seguro, ganhando até mesmo da poupança.

A diferença, entretanto, é que o Tesouro Direto requer que o investidor se cadastre em um banco ou corretora que possam operar no Tesouro, chamados de agentes de custódia. Além disso, os investimentos têm um prazo de vencimento, que é quando o dinheiro pode ser retirado. Se o investidor desejar tirar o dinheiro antes, terá de vender o seu título e isso pode significar perda de dinheiro.

A incidência do Imposto de Renda no Tesouro Direto, por sua vez, é regressiva de acordo com o tempo, indo de 22,5% até 15%. Investimentos que ficam até 180 dias pagam a taxa máxima, enquanto os que ficam no mínimo 720 dias pagam a taxa mínima.

Rentabilidade

A rentabilidade do investimento no Tesouro Direto dependerá do tipo de título, sendo os três principais: LFT, LTN ou NTNB. As rentabilidades para cada um são:

  • LFT: título pós-fixado e que acompanha as variações da taxa Selic. Caso a taxa Selic caia no período, o rendimento pode não ser o esperado;
  • LTN: título pré-fixado e que garante que o investidor saiba o quanto receberá ao final do período. A rentabilidade depende da taxa de juros e é a que possui maior potencial de causar prejuízos se vendida antes do tempo;
  • NTNB: título pós-fixado que rende uma taxa de juros fixa aliada à variação da inflação. É a mais indicada para longo prazo, como para aposentadoria, porque garante o poder de compra.

Riscos

O Tesouro Direto é o investimento que possui menos riscos já que se recebe do governo — perdas podem ocorrer apenas se o investidor resgatar o capital investido antes do prazo determinado. Os títulos pós-fixados, entretanto, são os que apresentam maiores riscos, especialmente os de médio prazo, já que podem sofrer uma grande perda de rentabilidade graças a flutuações na economia — no caso de os juros caírem, por exemplo.

Se quiser mais detalhes veja este guia que é o mais completo da internet sobre o Tesouro Direto

Investir na Poupança é mais seguro que Tesouro Direto?

nvestir na poupança não é mais seguro do que o Tesouro Direto. Na primeira opção, você empresta seu dinheiro para instituições privadas. Na segunda, para o Governo Federal.

Ou seja, o risco de crédito é muito maior na caderneta, embora haja um mecanismo de proteção eficiente.

De onde vem, então, a crença de que a poupança é a aplicação mais segura?

Bom, a facilidade da aplicação e a certeza de retornos (baixos, mas garantidos) podem explicar um pouco a origem desse mito.

Não dá para deixar de dizer que poupança é o investimento favorito dos brasileiros. Ela é uma aplicação com baixo risco e alta liquidez, isto é, pode ser convertida facilmente em dinheiro.

A segurança da poupança

A segurança da poupança se deve a um cálculo de rendimento sem grandes variações e ao Fundo Garantidor de Créditos.

Esse cálculo de rentabilidade é o seguinte: quando a Selic for superior a 8,5% a.a., o rendimento da poupança será 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial, de cálculo complexo e pequena diferença no resultado final). Caso a Selic seja igual ou inferior 8,5% ao ano, a remuneração passa a ser de TR mais 70% da Selic.

Nessa projeção de rendimentos, não entram Imposto de Renda, IOF ou qualquer outra taxa. Ou seja, você não verá descontos estranhos no extrato.

Além de oferecer facilidade na aplicação, a poupança conta com o aval do Fundo Garantidor de Créditos.

Trata-se de um mecanismo de proteção bancado por instituições financeiras de todo o país.

Esse fundo intervém em caso de quebra ou intervenção em banco e serve para amparar os investidores. Assim, ele garante o saldo de diversas aplicações (inclusive a poupança) até um limite de R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro.

Dessa forma, seu dinheiro, dentro desse limite, estará protegido mesmo que o banco quebre.

Agora que você conhece os pilares de segurança que sustentam a poupança, vamos entender qual é o perfil de risco do Tesouro Direto?

Segurança do Tesouro Direto

Tesouro Direto é uma plataforma de negociação de títulos do Governo Federal. Através dela, o Tesouro Nacional oferece títulos de dívida, normalmente de longo prazo, para financiar as atividades do governo.

O que isso significa? Que o Governo Federal banca esses títulos.

Por isso, não é necessário ter um Fundo Garantidor de Créditos, já que a proteção vem do próprio Tesouro.

E você não vai receber um calote do governo. Se isso acontecesse, todo o sistema financeiro do Brasil ruiria, já que as instituições financeiras privadas são as maiores compradoras dos títulos do Tesouro.

Mas existe um outro tipo de risco no Tesouro Direto: o de desvalorização dos títulos.

Sim, isso é possível.

Os títulos prefixados e atrelados ao IPCA têm marcação a mercado, ou seja, sofrem volatilidade ao longo do tempo, antes do vencimento, de acordo com o cenário econômico.

Uma mudança na trajetória da Taxa Selic, por exemplo, certamente vai impactar o valor dos títulos.

Para não sofrer com oscilações negativas, basta segurar o título até o vencimento (quando são pagos os retornos prometidos), vendê-lo em momentos de valorização ou aplicar apenas no Tesouro Selic, que não é menos influenciado do mercado e garante o rendimento.

A seguir, vamos entender melhor os tipos de títulos do Tesouro Direto e suas rentabilidades na comparação com o rendimento da poupança.

Rendimento Tesouro Direto ou Caderneta de Poupança?

Em termos de rentabilidade, o Tesouro Direto ganha em praticamente qualquer cenário, desde que a aplicação ultrapasse os 30 dias necessários para fugir do IOF.

Rentabilidade da poupança

O rendimento proporcionado pela poupança é pequeno e compete de frente com a inflação. Em 2015, quem confiou na caderneta perdeu 2,28% de seu poder de compra. Em 2016, o ganho real, descontada a inflação, foi de 1,9% no ano.

Parece pouco, não? E esses rendimentos não são a exceção: com o cálculo de rentabilidade atual, a poupança nunca será uma maravilha.

Não há cenário no horizonte que projete boas perspectivas.

Para calcular o histórico de rendimento desse investimento, você pode usar uma ferramenta gratuita disponibilizada pelo Banco Central, chamada de Calculadora do Cidadão.

Com ela, você consulta rendimentos entre quaisquer períodos.

Agora, vamos à rentabilidade do Tesouro Direto.

Rentabilidade do Tesouro Direto

Existem três tipos de rentabilidades nos títulos: a prefixada (juro anual predefinido), a vinculada ao IPCA (paga a variação da inflação oficial mais um juro prefixado) e a atrelada à taxa Selic (que paga essa taxa mais um juro mínimo).

Rentabilidades do Tesouro IPCA+ (NTNB Princ)

A rentabilidade do Tesouro IPCA + (NTNB Princ) é definida em um percentual de juros ao ano mais a variação do IPCA do período. A remuneração e o desconto do Imposto de Renda ocorrem apenas no vencimento.

Rentabilidades do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB)

A rentabilidade do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais também é definida com um juro anual mais a variação do IPCA do período.

diferença está em sua remuneração, que oferece pagamentos a cada semestre (com incidência do Imposto de Renda a cada seis meses, portanto, e impacto no rendimento líquido).

Rentabilidades do Tesouro Prefixado

O rendimento desse tipo de título é predefinido, e você pode calcular exatamente o valor a ser resgatado no seu vencimento.

Rentabilidade do Tesouro Selic

O rendimento desse tipo de título é completamente vinculado à Selic, a taxa de juros básicos da economia.

Um aumento da Meta Selic eleva o rendimento, e uma redução na meta desfavorece a rentabilidade.

E agora, qual rentabilidade é melhor?

A dúvida entre Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA e Tesouro Selic é bastante comum.

Em momentos de queda da Selic, como o atual, o Tesouro IPCA oferece uma forma de investir no longo prazo com blindagem da inflação e um ganho real.

Já o prefixado garante o rendimento definido mesmo que a taxa de juros siga sofrendo cortes.

Mas, se você quiser vender o título antes do vencimento, corre o risco de perder dinheiro.

Nesse caso, especialmente se você está começando nesse universo de investimentos, o Tesouro Selic pode ser negociado sem esse prejuízo, em qualquer momento, pois não tem a mesma volatilidade.

Qual Investimento tem Mais Liquidez: Tesouro Direto Ou Poupança?

Tanto o Tesouro Direto quanto a poupança são investimentos bastante líquidos. Nesse quesito, normalmente a caderneta leva a melhor, mas é preciso pontuar essa comparação com cuidado.

Liquidez da poupança

Muita gente considera que a liquidez da poupança é total, afinal você pode aplicar e resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Mas você sabia que a remuneração ocorre apenas uma vez por mês, no aniversário do depósito?

Assim, se você simplesmente decidir resgatar o saldo de uma hora para a outra, pode perder todo o rendimento dos últimos dias.

Liquidez do Tesouro Direto

A liquidez do Tesouro Direto é alta, de D+1. O Banco Central compra qualquer título antes do vencimento e paga o resgate em um dia útil. Você negocia na terça-feira e recebe na quarta-feira, por exemplo.

Dessa forma, títulos do Tesouro Selic podem ser usados dentro daquele colchão financeiro de emergência, aquele portfólio de investimento de alta liquidez usado em qualquer evento extraordinário.

Mas é importante salientar aquela questão já mencionada da marcação a mercado.

Se você vender um título prefixado ou vinculado ao IPCA antes do vencimento, ele poderá valer menos do que quando você o comprou.

Para evitar esse perigo, tome cuidado e estude o mercado ou mantenha uma quantia em títulos Tesouro Selic, que não sofrem essa volatilidade.

 

Aplicação Mínima e Tributação do Tesouro Direto e Poupança

Na aplicação mínima poupança e Tesouro Direto praticamente não apresentam diferenças.

A poupança não tem um mínimo para o investimento, enquanto o Tesouro Direto exige um aporte de, pelo menos, aproximadamente R$ 30,00 (um pouco mais dependendo do título).

Tributação – IR Tesouro Direto e Poupança

A poupança não sofre qualquer tipo de tributação. Mas lembre-se que esse fato isolado não significa uma vitória para a caderneta em termos de rendimento líquido.

O Tesouro Direto sofre a mesma tributação da maioria de aplicações da renda fixa: IOF, para investimentos inferiores a 30 dias, e Imposto de Renda, cuja alíquota se reduz ao longo do tempo.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo bem pesado. Você vai entender ao analisar abaixo sua tabela, cuja alíquota se reduz conforme o tempo de aplicação, de um a 29 dias.

Veja a tabela do IOF, que vale para Tesouro Direto e outros investimentos:

DIAS APÓS APLICAÇÃO IOF (EM %) DIAS APÓS APLICAÇÃO IOF (EM %)
15 50% 30 0%
1 96% 16 46%
2 93% 17 43%
3 90% 18 40%
4 86% 19 36%
5 83% 20 33%
6 80% 21 30%
7 76% 22 26%
8 73% 23 23%
9 70% 24 20%
10 66% 25 16%
11 63% 26 13%
12 60% 27 10%
13 56% 28 6%
14 53% 29 3%

Parece exagerada a cobrança de, 96% de IOF para o rendimento de uma aplicação de um dia, não?

Bom, esse é um alerta necessário: os investimentos se beneficiam de prazos mais longos, especialmente no que se refere aos tributos.

A seguir, vamos entender como é calculado o Imposto de Renda.

Imposto de Renda

O Imposto do Tesouro Direto (e muitas aplicações de renda fixa) segue uma tabela, de 22,5% (para menos de 180 dias) a 15% (para mais de 720 dias).

Veja como é a tabela do Imposto de Renda:

PRAZO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA IR
Acima de 720 dias 15%
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%

O ideal, portanto, em se tratando de investimentos tributáveis, é esperar, pelo menos, dois anos, para garantir a menor alíquota, de 15%.

Nos cálculos, lembre o IR incide apenas sobre a valorização do investimento, e não sobre todo o título, ok?

Tesouro Direto x Poupança: Simulador do Tesouro

Confira abaixo os principais fatores de comparação entre esses dois investimentos, com suas vantagens e desvantagens:

  • A poupança pode ser resgatada a qualquer momento (lembrando que o rendimento do mês é pago apenas no aniversário do depósito), enquanto o título do Tesouro Selic precisa ser vendido e entra na conta em um dia útil
  • A poupança não tem incidência de IOF ou Imposto de Renda, enquanto o Tesouro Selic segue a tabela do IOF (que começa em 96%) e paga de 22,5% a 15% da valorização no IR
  • A poupança não cobra taxas de administração ou custódia, enquanto o Tesouro Direto tem uma taxa de custódia de 0,3% sobre o valor total ao ano cobrada pela BM&FBovespa
  • segurança da poupança se dá através do Fundo Garantidor de Créditos, mantido por instituições financeiras, de até R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro, enquanto a segurança do Tesouro Direto advém da garantia do Governo Federal.

 

Onde Investir: Tesouro Direto ou Poupança?

De maneira geral, quem procura por rentabilidade maior deve investir no Tesouro Direto, já que em períodos de inflação alta a poupança pode significar maiores problemas. Apesar disso, é preciso levar em consideração a necessidade de cadastro em uma administradora e também a necessidade de pagar Imposto de Renda sobre os recebimentos.

Entre Tesouro Direto ou poupança, o Tesouro Direto é a opção mais recomendada, especialmente em períodos de crise econômica e inflação alta. Perdendo rentabilidade e poder de compra, a poupança não é o melhor investimento atualmente, principalmente se o dinheiro precisar ser utilizado em médio prazo.

Quer entender ainda melhor essa tipo de investimento? Leia nosso Guia completo sobre o Tesouro Direto ou o [EBOOK] Renda Fixa.

 

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.