Fundos Cambiais - 4 Dicas Para Você Entender Como Investir

Fundos Cambiais – 4 Dicas Para Você Entender Como Investir

By Tatiana Mallmann

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O que você precisa saber para investir em fundos cambiais

Já ouviu falar nos fundos cambiais? Quer conhecer uma nova espécie de investimento? Confira tudo o que precisa saber para investir nisso!

Quem começa a investir logo se depara com diferentes possibilidades de investimentos que vão além do tradicional Tesouro Direto e do mercado de ações na Bolsa de Valores.

Uma dessas opções são os fundos cambiais, que têm alta rentabilidade aliada a um risco igualmente elevado, mas que são opções muito interessantes para alguns investidores, especialmente em momentos de crise econômica.

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O que são fundos cambiais?

Os fundos cambiais são fundos de investimento que acompanham moeda estrangeira, normalmente dólar ou euro. De modo geral, o fundo cambial é um tipo de investimento em que o investidor faz aplicações em dólar ou euro e depende de como a moeda se comportará para poder aferir os seus lucros e calcular sua rentabilidade.

O investidor, portanto, beneficia-se do aumento ou disparada em geral da moeda estrangeira e sofre perdas de rentabilidade quando há desvalorização cambial.

Os fundos cambiais investem em títulos relacionados à variação de preços de uma determinada moeda estrangeira ou em taxas de juros, o chamado cupom cambial. Deverão investir no mínimo 80% do seu patrimônio líquido em ativos que busquem a variação de uma moeda estrangeira. Os fundos que seguem a variação do Dólar são os mais conhecidos.

O montante não aplicado em ativos relacionados à variação da moeda poderá ser aplicado em títulos e operações de renda fixa, isto é, no máximo 20% da carteira, sendo possível utilizar-se de derivativos somente para fazer proteção (hedge), não sendo permitida a alavancagem. Vale lembrar que se um fundo tem como benchmark a variação do dólar, ele não necessariamente acompanha a cotação do dólar.

O principal objetivo desse tipo de fundo é manter o poder de compra em moeda estrangeira, ou acompanhar a variação dessa moeda. Logo, ele deverá ser feito caso o investidor busque proteção contra a desvalorização do real no médio e longo prazo, e não como um fundo para rentabilizar seu dinheiro através da especulação com a alta do dólar.

Esses fundos são ótimos para quem tem dívidas em moedas estrangeiras, ou qualquer outro tipo de obrigação de longo prazo no exterior, como por exemplo, empresas importadoras, pessoas que mandam dinheiro para a família no exterior ou até quem planeja fazer um intercâmbio ou morar fora do país. Além disso, os fundos cambiais estão sujeitos às oscilações das taxas de juros indexadas, chamadas de cupom cambial.

Os fundos cambiais não investem diretamente em moedas estrangeiras, como o dólar ou o euro, mas em títulos de moedas estrangeiras. Isso se dá através de operações com derivativos. Os fundos cambiais não seguem exatamente s cotação da moeda. Existe o imposto de renda e as taxas de administração, que correm parte do lucro.

Portanto, mesmo se um investidor obter lucro com a alta da moeda, deverá descontar o imposto de renda e outros custos envolvidos. Como o imposto de renda é menor conforme o prazo de aplicação, o mais aconselhável é, caso você queira se proteger da oscilação de uma determinada moeda,  investir no longo prazo, pois no curto prazo pode não ser tão interessante.

O principal fator de risco da carteira nos fundos cambiais é a própria variação da moeda estrangeira ou do cupom cambial. Se você investir R$ 1,00, com um dólar valendo R$ 2,00, você terá o equivalente a US$ 0,50 centavos de dólar em cotas. Caso o dólar caia para R$ 1,00, você continuará tendo os US$ 0,50 centavos de dólar, porém, se você quiser trocar por Reais, terá somente R$ 0,50 centavos de Reais.

 

Como os fundos cambiais funcionam?

Diferentemente do que muita gente pensa, os fundos cambiais não são operados nas bolsas de valores e sim por instituições financeiras, que funcionam como administradoras dos ativos do fundo.

Os investimentos podem ser feitos tanto em títulos públicos como em títulos privados, como as debêntures, mas para ser considerado um fundo cambial é preciso que pelo menos 80% dos investimentos sejam feitos em moeda estrangeira. Os 20% restantes normalmente são aplicados em fundos de renda fixa, garantindo uma leve diminuição dos riscos pela garantia de rentabilidade, ainda que bem mais baixa.

Normalmente, os gestores desses tipos de fundos trabalham através de operações de Swap, compra de derivativos, ou algum outro ativo do gênero, de modo que que se consiga, de certa forma, “proteger” o capital contra as oscilações do câmbio, que naturalmente ocorrem em qualquer cenário econômico.

Nessa conjuntura, os 20% restantes do montante não aplicados em ativos em moedas estrangeiras são, normalmente, aplicados em títulos e operações de Renda Fixa mais conservadoras, para garantir, assim, uma rentabilidade estável no fundo.

Esse tipo de aplicação é recomendado como um meio de diversificação do portfólio de investimentos de uma carteira de aplicação, que geralmente atende ao perfil de investidores com perfil moderado, ou seja, com uma disposição média de exposição à riscos.

Ainda, esse tipo de fundo é muito indicado, também, para pessoas que preveem despesas no exterior, como um intercâmbio ou uma viagem a lazer com a família, por exemplo, haja vista que este tipo de aplicação tende a preservar o poder de compra em moeda de outras nacionalidades ao longo do tempo.

Dito isso, é possível afirmar, em outras palavras, que se especular em torno de fundos cambiais, de modo a se esperar altos retornos em curtos espaços de tempo não é uma atitude recomendável, e sim utilizá-los como uma forma de proteção no caso de surgir a necessidade de se utilizar grandes montantes em moedas estrangeiras.

Uma ponderação importante acerca desse investimento é que tanto o aporte quanto o resgate do montante principal são feitos em nossa moeda, ou seja, em Reais.

Quais as vantagens e riscos desse tipo de investimento?

O investimento em fundos cambiais tem como vantagens a possibilidade de gerar ganhos elevados e a proteção contra a alta da moeda estrangeira em questão.

Isso se deve ao fato de que com a variação cambial para cima, o investidor ganha mais, beneficiando-se de uma situação normalmente desfavorável, que é a desvalorização da moeda nacional.

Os riscos, entretanto, são tão grandes quanto os lucros que esses fundos podem oferecer, já que a operação cambial não é nenhuma ciência exata e não há nenhuma garantia de comportamento do mercado.

O câmbio que parece estável em um dia pode sofrer uma acentuada queda devido a ações políticas ou econômicas de outros países ou mesmo graças a atitudes econômicas nacionais para controle cambial.

 

Para que tipo de investidor os fundos cambiais são indicados?

Graças às suas características, os fundos cambiais são indicados, primeiramente, para os investidores que têm um apetite maior pelo risco. Essa, entretanto, não é a única indicação, já que esse tipo de investimento não é recomendado para quem deseja construir patrimônio ou acumular riquezas.

De maneira geral, esse investimento serve para quem quer se proteger de uma alta da moeda estrangeira, como quem tem viagem marcada para o exterior e empresas que precisam importar insumos e matérias-primas para sua produção.

Em menor grau, esse investimento também é bom para quem entende bastante sobre o mercado cambial de modo geral, segmentando para investidores mais experientes ou especialistas.

 

Qual é a tributação de Fundos Cambiais?

A tributação dos fundos cambiais é igual aos fundos de renda fixa, isto é, ela é decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
  • Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

Além disso, caso o resgate for feito ANTES de 30 dias da aplicação, há a incidência de IOF, conforme tabela a seguir:

Número dias corridos da aplicaçãoLimite tributáveis do rendimento (%)
196
293
390
486
583
680
776
873
970
1066
1163
1260
1356
1453
1550
1646
1743
1840
1936
2033
2130
2226
2323
2420
2516
2613
2710
286
293
300

Existe também o chamado come-cotas, que nada mais é do que uma espécie de adiantamento obrigatório do imposto de renda. Sua dedução acontece sempre no último dia dos meses de maio e novembro, ou seja, 2 vezes por ano.

Essa cobrança de imposto antecipado tem esse nome porque ela diminui a quantidade de cotas total, ou seja, a quantidade que você possui sempre é diminuída quando ocorre o come-cotas.

Para os fundos de investimentos de longo prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%. Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%.

O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6 meses (maio e novembro), são aplicados as menores alíquotas da tabela regressiva do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista.

Logo, se sua aplicação atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate, caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.

Investir em fundos cambiais é uma boa opção para quem aceita correr alguns riscos a mais. Apesar de sua rentabilidade, também é preciso considerar os seus riscos, já que a previsibilidade das mudanças cambiais nem sempre é possível.

 

Ainda tem alguma dúvida sobre fundos cambiais? Deixe nos comentários!

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.