5 Dicas Importantes para Montar Sua Carteira de Investimentos

5 Dicas Importantes para Montar Sua Carteira de Investimentos

By Tatiana Mallmann

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O que e e como montar uma carteira de investimentos

Uma forma de fazer com que sua riqueza seja aumentada é investindo seu dinheiro. Há diversas opções de investimento no mercado, para todo tipo de investidor. Desde os que não toleram riscos até aqueles eu aceitam se arriscar mais se a possibilidade de ganhos for maior.

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Para investir com eficácia, é preciso montar uma carteira de investimentos e fazer com que ela esteja adequada ao seu perfil de investidor.

O que é uma carteira de investimentos?

Ela é a sua vitrine de investimentos, onde todos estarão alocados. Sua carteira será composta de ativos e eles se valorizarão periodicamente para fazer com que seu conjunto de investimentos ganhe valor.

O objetivo de toda carteira de investimentos é muito claro: aumentar a riqueza do investidor conforme o tempo for passando. Analogamente, é como se o seu dinheiro investido nos ativos fosse uma semente e a carteira de investimentos fosse a terra. Juntos, ambos gerarão frutos para uso de quem semeou.

Do que é composta uma carteira de investimentos?

Você pode comprar bens ou direitos para constituírem uma carteira de investimentos. Imóveis e terrenos são os ativos tangíveis mais comuns, já os intangíveis são os títulos mobiliários, ações de empresas, derivativos, patentes, investimentos financeiros, tais como CDB, fundos e títulos públicos.

Também é possível investir em moedas estrangeiras. As que tem mais liquidez são o dólar dos Estados Unidos, a libra esterlina e o Euro. Existe tanto a possibilidade de se adquirir o papel-moeda quanto os fundos cambiais, os quais acompanharão a cotação da moeda principal, mas dispensam a necessidade de o investidor manter a posse física da moeda — funcionando como um fundo de investimento comum, negociado em cotas.

A carteira ajuda a organizar seus investimentos

Quando se fala em curto, médio e longo prazo é preciso ter organização em relação aos investimentos que constarão de sua carteira. Objetivos de longo prazo normalmente estarão mais ligados a títulos de pouca exposição a riscos, tais como títulos de dívida pública.

Conforme o prazo de realização (ou seja, o período em que o recurso permanecerá investido até o resgate) for crescendo, a exposição aos riscos pode ser um pouco aumentada, mas tudo dentro do perfil de investidor previamente identificado. Antes de iniciar qualquer investimento, é importante que seja feito esse teste para que os investimentos sejam realizados de maneira coerente.

Para objetivos de médio prazo, os riscos podem ser relativamente elevados em uma pequena parcela do total investido, algo em torno de 20% a 30%. Esse valor ajudará a aumentar o retorno obtido e, caso gere algum resultado negativo, será coberto pela maior parte do investimento que está com menor risco.

Em prazos mais dilatados para realização, essa exposição a riscos pode chegar a 40%, dependendo do perfil do investidor. Isso porque haverá mais tempo para se recuperar de eventuais perdas e esse perfil possibilitará a elevação exponencial dos valores investidos.

É muito importante, também, que a carteira de investimentos seja revista, no mínimo, uma vez ao ano. Esse procedimento deve ser realizado para identificar se os retornos obtidos estão de acordo com o esperado. Caso esteja muito abaixo, é hora de realocar os valores. Ajustes com relação à exposição também devem ser feitos após essas revisões.

Que procedimentos realizar para montar uma carteira de investimentos?

Após identificar o seu perfil de investidor e os prazos de realização dos seus investimentos, é hora de pôr a mão na massa e montar a sua carteira. O procedimento seguinte é definir a sua estratégia como investidor. Serão comprados títulos de ações ou ações propriamente ditas? Na renda fixa, serão adquiridos títulos de dívida pública ou fundos de investimentos?

Os seus investimentos devem ser analisados em conjunto e não como uma série de ações isoladas, pois isso ajudará demais na obtenção de resultados no longo prazo. Sendo assim, identifique tudo que será adquirido antes de comprar o primeiro título ou a primeira ação.

Já que você definiu a estratégia a ser seguida, que tal simular como ficará a sua carteira?

Faça isso definindo os valores percentuais que cada modalidade receberá dos seus recursos totais e analise os três últimos anos da sua estratégia. Como seriam os seus retornos obtidos se você tivesse entrado três anos atrás? A renda variável apresentará as maiores volatilidades em termos de retornos obtidos e nada garante que, no futuro, você terá o mesmo retorno obtido no passado, mas já dá para ver se sua estratégia daria resultado nos períodos passados.

Lembre-se de que você não está apostando o seu dinheiro, você o está investindo. Dessa maneira, não pule etapas planejadas. Se o seu plano era esperar até o capital chegar até determinado patamar e migrá-lo para outra modalidade, então faça isso. A disciplina é algo que faz toda a diferença na sua carteira de investimentos.

Analise sua carteira em relação ao todo, não apenas em relação ao que você pretendia. Por exemplo, você definiu a meta de 12% ao ano de retorno em determinado investimento da sua carteira, mas ele rendeu apenas 8%. Isso é ruim do ponto de vista quantitativo. Mas como foram os mercados como um todo? Se, na média, ninguém obteve mais de 6% durante o período, significa que você está bem acima, mesmo estando abaixo do que esperava inicialmente. Procure ser sempre relativo nas suas análises.

Por fim, se você abrir sua carteira para uma exposição maior, terá o ônus de sofrer mais com a volatilidade de parte de sua carteira, mas também terá o bônus de aumentar muito as suas possibilidades de ganho, pois risco e retorno são dois conceitos que andam de mãos dadas quando se trata de investimentos.

Seguir mais de uma estratégia é interessante para deixar sua carteira de investimentos mais dinâmica e preparada para alguns resultados negativos eventuais. Não se esqueça de que o seu dinheiro precisa atingir os objetivos que você traçou inicialmente e isso não requer, necessariamente, uma análise diária do seu dinheiro. Defina momentos em que você fará a análise dos seus investimentos, algo como uma vez ao mês ou algo aproximado.

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.