LCI e LCA: O Que São e Quando Investir em Renda Fixa Isenta de IR

LCI e LCA: O Que São e Quando Investir em Renda Fixa Isenta de IR

By Tatiana Mallmann | Investimentos

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abr 05
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Em um cenário econômico cada vez mais desfavorável e com a taxa básica de juros nas alturas, é a renda fixa que vem ganhando destaque no mercado de investimento brasileiro. Aplicações que têm seus rendimentos ligados à SELIC se tornaram excelentes opções para investir nesse momento, proporcionando uma boa rentabilidade e acompanhado de um risco baixo.

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Essa situação pode ser vista claramente pela alta procura dos títulos de LCI e LCA, títulos de renda fixa cada vez mais valorizados e que ainda têm diversas outras vantagens adicionais, como isenção de Imposto de Renda. Mas o que são exatamente esses dois papéis? Quais são suas características? Preparamos um resumo completo explicando tudo sobre como investir desses dois ativos. Confira!

O que são LCI e LCA?

LCI é a sigla para Letras de Crédito Imobiliário e se trata de um título emitido por instituições financeiras composto por créditos imobiliários. Na prática, a LCI é um empréstimo de dinheiro realizado pelo investidor a um banco ou financeira autorizados pelo Banco Central a fazer operações de financiamento de imóveis. O valor captado pela LCI é utilizado pela instituição financeira para fomentar atividades no setor imobiliário — ou seja, o investidor empresta capital ao banco que repassa esse dinheiro para interessados em construir de imóveis, por exemplo.

Com isso, pode-se dizer que a LCI é um título lastreado em ativos imobiliários, tendo assim os próprios imóveis como garantia. Para a LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), o funcionamento é o mesmo da LCI. A mudança é apenas em seu propósito: em vez de financiar imóveis, os seus recursos são destinados a fomentar o setor agropecuário.

Como é a rentabilidade dos investimentos em LCI e LCA?

As rentabilidades de um investimento em LCI ou LCA costumam ser muito semelhantes, variando apenas de acordo com o banco que emite o papel e pelo lastro que o título tem. O rendimento dos títulos é definido em contrato entre o investidor e instituição financeira, e podem ser pré-fixadas com um valor determinado até o vencimento, ou pós-fixada, tendo normalmente como base a rentabilidade do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O CDI que é a taxa de juros cobrada pelas operações financeiras realizadas entre os próprios bancos diariamente, e seu valor acompanha a taxa básica de juros da economia.

Com isso, podemos dizer que o rendimento de uma LCI ou LCA pré-fixada será melhor se a perspectiva da taxa de juros no futuro for de baixa. Da mesma forma, uma aplicação pós-fixada será mais vantajosa se a taxa de juros estiver alta e com perspectiva crescente.

Como e quando investir em LCI ou LCA?

Ao decidir pelo investimento em LCI/LCA, a primeira medida é disponibilizar a quantia necessária para a aplicação. O valor mínimo exigido pode variar de uma instituição para a outra, porém, diversos bancos e financeiras costumam estabelecer uma quantia de pelo menos R$ 50.000,00. Porém, algumas instituições, como corretoras, oferecem uma acessibilidade maior a esse tipo de investimento, permitindo a realização de aplicações com valores mais baixos, por volta de R$ 30.000. Normalmente, as LCAs são mais caras e menos populares que as LCIs, sendo oferecidas apenas por bancos mais tradicionais e exigindo valores maiores para a aplicação.

Após definir o valor a ser investido, escolha pelo LCI ou LCA de sua preferência (pré-fixada ou pós-fixada), abra a conta numa corretora, e aplique diretamente no papel desejado. Não se esqueça de avaliar fatores como o prazo mínimo pedido para resgate — que costumam ser rígidos, e confira a data de vencimento do título. Analise a relação de custo-benefício entre prazo e rentabilidade do papel, pois quanto maior o prazo de aplicação, menor será a sua liquidez, e maiores serão os rendimentos.

Confira também como diversificar seus investimentos em Renda Fixa.

Quais os riscos de investir em LCI/LCA?

Todos os títulos LCI/LCA contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por meio desse sistema, o investidor estará protegido até o valor de 250 mil para cada aplicação em LCI/LCA por instituição financeira. Isso confere às LCI/LCAs um risco baixíssimo para quem não ultrapasse esse limite.

Com isso, o principal perigo é investir acima de 250 mil reais em instituições sem muita solidez financeira. Se o caso de falência acontecer, o banco talvez não terá capacidade de pagar sua obrigação, prejudicando assim o investidor.

Qual a liquidez de LCI/LCA?

A liquidez desse tipo de investimento variará de acordo com o tipo de contrato firmado e com a instituição financeira que emitiu o papel. Normalmente, as LCI/LCAs só permitem o resgate do dinheiro investido na data de vencimento, limitando a liquidez da aplicação e tornado esse tipo de investimento desvantajoso. Por isso, recomenda-se outros tipos de investimentos para períodos de curto prazo.

Entretanto, algumas instituições financeiras oferecem opções para aumentar a liquidez desse tipo de aplicação, permitindo o resgate do valor parcial ou total do papel depois do tempo mínimo. Além disso, como a transferência de titularidade é permitida, o proprietário pode conseguir reaver a quantia investida mais seus rendimentos se conseguir comercializar o ativo para outros investidores.

Quais os custos e impostos associados ao LCI/LCA?

Para pessoas físicas, não existe cobrança de Imposto de Renda para os rendimentos obtidos em LCI/LCA. Com isso, a taxa de juros oferecida por esses papéis é líquida, se tornando assim bem mais atraente do que aplicações em um CDB, por exemplo, que é tributado.

Porém, alguns custos podem existir no momento em que a aplicação é feita. Cobranças como taxa de custódia pelo papel podem ser efetuadas, mas a sua incidência desse custo, assim como sua existência ou não, vai variar de uma instituição para outra.

Por que investir em LCI/LCA?

As Letras de Crédito Imobiliárias e de Agronegócio são alternativas interessantíssimas no mercado de investimentos brasileiro. Saem na frente de outros investimentos por não haver incidência de imposto de renda para pessoas físicas, por apresentar baixo risco e garantia assegurada pelo governo. Porém, o valor mínimo de aplicação tende a ser mais alto se comparado com outros investimentos mais tradicionais de renda fixa.

A restrição de liquidez também pode se tornar um empecilho, tornando a LCI/LCA inapropriada para aplicações em curto prazo. Entretanto, tudo indica que o momento agora é de deixar um pouco de lado os demais tipos de investimentos e focar na renda fixa. E dentre todos as alternativas disponíveis, a melhor acaba sendo mesmo as LCI/LCAs.

Com essas informações em mãos, fica mais fácil aplicar em LCI e LCA. Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Quer compartilhar alguma informação? Deixe um comentário e participe!

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About the Author

Tatiana Mallmann, é formada em Administração de Empresas. Ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Como empreendedora e educadora financeira, trabalha para ajudar pessoas e famílias a obter tranquilidade financeira.