Os fundos de investimentos mais rentáveis de 2015 e o que esperar de 2016 | London Capital | O Seu Melhor Investimento

Os fundos de investimentos mais rentáveis de 2015 e o que esperar de 2016

By Jonathan Camargo | Fundos de Investimentos

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mar 28
Os fundos de investimentos mais rentaveis de 2015 e o que esperar de 2016

Para investidores que aplicam seu dinheiro em busca de uma boa rentabilidade, saber como esteve o panorama do mercado de investimentos em períodos anteriores é essencial. Tudo bem que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, mas em momentos tão turbulentos economicamente como o atual, todo cuidado com seu dinheiro é mais do que necessário.

Será então que existiram fundos de investimentos no mercado brasileiro que conseguiram oferecer bons rendimentos mesmo meio do olho do furacão da crise econômica? Neste post vamos avaliar como foi o desempenho dos melhores fundos de investimentos em 2015, e mostrar que mesmo no cenário atual é possível conseguir investir bem. Confira!

Os fundos mais rentáveis de 2015

Para realizar nossa avaliação, analisaremos apenas os fundos de investimentos das modalidades ações, renda fixa, referenciado, multimercados e ações, não incluindo papéis como FICs, FIIs, FIPs, FIDC, FAPI, entre outros.

Além disso, vamos considerar apenas fundos não exclusivos e com mais de 50 cotistas, e que tenham patrimônio líquido médio acima de 10 milhões de reais. As rentabilidades aqui apresentadas são brutas, sem descontar taxas de administração e outros encargos que o fundo tenha.

1. Fundos de ações

Safra Consumo Americano Fundo de Investimentos em Ações BDR – Nível I – 65,48%

Aplicação Inicial: R$ 50.000,00

Western Asset Fundo de Investimento em Ações BDR – Nível 1 – 63,40%

Aplicação Inicial: R$ 25.000,00

JPM – US Select Equity Plus Fundo de Investimento em Ações – 45,90%

Aplicação Inicial: R$ 50.000,00

Apostando na recuperação da economia norte-americana e na ótima performance das bolsas estrangeiras, os melhores fundos de investimentos em ações de 2015 foram aqueles que alocam seu capital em ações e papéis no exterior. Há também que se destacar a valorização cambial do dólar perante o real, que foi capaz de ampliar ainda mais os retornos obtidos em relação ao mercado brasileiro.

Esses fundos investem seus recursos em aplicações no exterior, principalmente por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são certificados de depósito emitidos no Brasil de companhias listadas nas bolsas estrangeiras. Ou seja, por meio desses fundos o investidor pode aplicar em empresas norte-americanas e europeias sem precisar enviar os recursos ao exterior, operando diretamente pela plataforma da BOVESPA.

2. Renda Fixa

1º  Artesanal Fundo de Investimento em Cotas de FI Multimercado de Crédito Privado – 18,55%

Aplicação Inicial – R$ 25.000,00

Infinity Lotus Fundo de Investimento Renda Fixa – 17,21%

Aplicação Inicial – R$ 25.000,00

3º BTG Pactual IPCA FI Renda Fixa – 16,63%

Aplicação Inicial – R$ 25.000,00

Os fundos de renda fixa com rentabilidade atrelada à inflação tiveram o melhor desempenho em 2015 dentro de sua categoria. O fato se deve ao cenário de inflação elevada que perdurou durante todo o ano, favorecendo fundos que têm em sua carteira aplicações com rendimentos prefixados à taxa de juros mais um índice de inflação, como o IPCA.

O estranho fenômeno presente atualmente na economia, que consegue unir alta inflação com juros elevados em um mesmo cenário, é o que mais contribuiu para a boa performance desse tipo de investimento. Mas outros fatores influenciam o comportamento desses fundos, como a incerteza em torno das políticas monetárias do Banco Central.

3. Multimercados

IP Global Fundo de Investimento Multimercado – Investimento no Exterior – 56,10%

Aplicação Inicial – R$ 100.000,00

Safra S&P Fundo de Investimento Multimercado – 50,87%

Aplicação Inicial – R$ 1.000.000,00

Iporanga Macro FIC Fundo de Investimento Multimercado – 48,23%

Aplicação Inicial – R$ 10.000,00

Alguns fundos multimercados também apresentaram um ótimo resultado no último ano. Nesse tipo de fundo, os gestores investem em diferentes tipos de aplicações, desde as mais agressivas até as mais conservadoras, sempre em busca dos ativos mais rentáveis de acordo com o cenário macroeconômico.

Em 2015, os dois fundos listados acima performaram bem por terem estratégias de investimento em ativos estrangeiros, como o dólar, e em papéis de renda fixa e variável nos Estados Unidos. Boa parte de suas valorizações no ano se devem à alta do dólar e do bom desempenho das bolsas norte-americanas.

4. Fundos Cambiais

Western Asset Hedge Dolár Referenciado FI – 49,18%

Os fundos referenciados são atrelados a algum índice de referência, também chamado de “benchmark”, servindo assim como uma base para comparação. No mínimo 95% de sua carteira deve ser composta por aplicações que acompanhem seu indicador de desempenho. São fundos famosos por apresentarem segurança e servirem de “hedge” (proteção) para as carteiras de investimento. Os fundos referenciados mais populares são os famosos Fundos DI, acompanham a variação diária das taxas de juros pelo meio do indicador de Depósito Interfinanceiro (DI).

O caso do fundo acima apresentou um rendimento muito maior do que os outros da mesma categoria, pois ele é mais um que se beneficiou da alta cambial e do cenário externo favorável. A sua estratégia de investimentos é montada para buscar, em médio prazo, retornos em linha com a variação do dólar em relação ao real. Isso se dá principalmente por meio de investimento direto em títulos do Tesouro Americano ou indiretamente por meio de aplicação em derivativos ligados a economia dos EUA.

O que esperar daqui pra frente?

O ano de 2016 promete ser difícil para os investidores, assim como foi 2015. O caos no cenário político e econômico deve persistir, tumultuando e deixando o mercado de investimentos cada vez menos previsíveis. O risco continuará presente nas preocupações dos investidores, porém, ao mesmo tempo essa situação pode gerar ótimas oportunidades para aplicações.

Com a perspectiva que a crise continue na economia por mais algum tempo, os especialistas estimam que a taxa básica de juros da economia permaneça elevada. Portanto, para o investidor pequeno e mais conservador, a recomendação segue sendo aplicações em renda fixa, principalmente em papéis ligados aos títulos públicos (como o Tesouro Direto) ou aos títulos privados como LCI, LCA e CDB. Esses investimentos acompanharão os juros altos e trarão mais segurança a seu capital nesse momento turbulento.

Já o investidor disposto a correr um pouco mais de risco deve ficar de olho no mercado de ações. Assim que o cenário econômico mostrar sinais de alguma mudança ou de melhora, pode ser o momento para entrar investindo, já que os preços estarão baixos e a bolsa deve se valorizar, voltando aos seus patamares anteriores à crise.

Ao analisar os melhores fundos de 2015, fica muito evidente que todos têm um fator em comum: suas estratégias contam com investimento em ativos no exterior. Com a cenário econômico amplamente desfavorável no Brasil, as alternativas de investimento fora do país, principalmente no mercado de ações norte-americano, foram excelentes opções para se alcançar melhores rendimentos. A aplicação em bolsas estrangeiras é uma estratégia rentável e interessante ao investidor, permitindo o acesso a um mercado mais maduro e consolidado, com rendimentos bem acima da média do mercado brasileiro.

Fazer algum tipo de previsão de como se comportarão os mercados daqui pra frente é uma tarefa difícil. Mas sabendo que este será um ano igual ou pior que 2015 na economia, podemos deduzir que as melhores opções para se investir em 2016 serão aquelas com estratégias semelhantes aos melhores investimentos de 2015.

Esperamos que esse artigo tenha sido útil para você conhecer mais sobre fundos de investimento. Ficou alguma dúvida ou quer compartilhar alguma informação? Participe do nosso blog e deixe seu comentário abaixo!

 

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About the Author

Jonathan B. Camargo, empreendedor, planejador e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, certificado como Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (2012), pelo Programa de Qualificação Operacional - PQO, como Profissional Financeiro Ambima Serie 20 – CPA 20. Especialista em investimentos e planejamento financeiro, ingressou no mercado financeiro em 2010, com passagens por instituições como Bradesco (Corporate Bank) e XP Investimentos. Trabalha com o intuito de transferir conhecimento aos seus clientes e ajudar a transformar seus objetivos em realidade.