Diversificação de Investimentos: Por Que Fugir da Opinião dos Bancos?

Diversificação de Investimentos: Por Que Fugir da Opinião dos Bancos?

By Tatiana Mallmann

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Diversificação de investimentos: por que fugir da opinião de bancos?

Diversificação de investimentos é a expressão mágica de todo investidor de sucesso. Mas vamos começar este artigo — e a explicação sobre essa afirmação — fazendo um tour pelo passado. Mais precisamente por dezembro de 2012.

Você se recorda das propagandas governamentais hollywoodianas, que anunciavam de forma retumbante que o Brasil havia se tornado autossustentável em petróleo e que, com o pré-sal, seríamos uma potência incontestável nesse recurso natural?

Antes de seguir lendo este artigo quero te convidar a baixar o [EBOOK] Desmistificando Investimentos Financeiros. É um PDF para download gratuito que será enviado diretamente para sua caixa de e-mail. Neste ebook você vai poder compreender mais afundo sobre o assunto deste artigo com estratégias e dicas práticas para você usar no dia-a-dia como investidor.

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O risco do “tudo ou nada”

Agora imagine um investidor hipotético, que tenha se deslumbrado com essa mensagem e aplicado todo o seu capital em ações da Petr4 (papéis preferenciais da Petrobrás). Conforme pode ser visto neste gráfico, em 21/12/2012, o valor de cada ação estava na casa dos R$ 20,69.

O nosso investidor de primeira viagem, movido pelos anúncios na TV e incentivado pelo seu gerente de banco, decidiu comprar (por meio do Home Broker da instituição) R$ 100 mil em Petr4 (4.833 papéis). Passados 3 anos, todo o esforço de sua vida foi diluído a míseros R$ 35.039,25 (já que os papéis valem, em 12/12/2015, apenas R$ 7,25). Uma perda de cerca de 65% do capital. Doloroso, não?

Diversificação é a arma para reduzir a imprevisibilidade do mercado

Diversificação de investimentos é o ato de dividir os recursos nas diferentes estratégias do mercado financeiro, a fim de que o rendimento menor de um ativo seja compensado pelo rendimento maior de outro. Esse caminho é seguido pelos mais bem-sucedidos investidores do planeta e não deve ser esquecido por você na hora de planejar suas aplicações.

Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para sobreviver no mercado financeiro e, mais do que isso, para construir um patrimônio sólido para o futuro. A velha frase do mercado que diz que “não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta”, é antiga, mas muito reveladora.

De fato, direcionar todos os seus recursos para o mesmo ativo é um verdadeiro suicídio financeiro. E, ao contrário do que costumam dizer alguns gerentes de banco, essa regra vale também para quem deixa o dinheiro na poupança. Isso porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura ressarcimento de valores em caso de falência da instituição, tem limite de garantia de R$ 250 mil. Ou seja, se você tiver um patrimônio de R$ 1 milhão, mas direcioná-lo inteiramente à caderneta de poupança, caso seu banco quebre (alguém se lembra do Banco Panamericano?), boa parte de seu esforço de vida será perdido.

Benefícios da diversificação

  • Diluição do risco;
  • Minimização das incertezas do mercado (reduz a volatilidade da carteira);
  • Auxílio na construção de uma mentalidade de longo prazo.

Por que não diversificar seus investimentos por meio de bancos

Já falamos aqui no blog que a desbancarização é o primeiro passo para quem quer mudar a história de sua vida financeira. Explicando de forma concisa, desbancarização é a migração das economias de um investidor do banco para instituições especializadas em investimentos. Essa tendência, que já se tornou uma realidade nos EUA (80% do patrimônio dos cidadãos estão fora dos bancos), começa a tomar forma por aqui, especialmente porque as péssimas opções financeiras oferecidas pelos gerentes de banco têm levado milhões de brasileiros à estagnação clara e irrefutável (a título de exemplo, o rendimento líquido da poupança, neste ano, deve ficar em torno de -4%).

O grande antagonismo em querer enriquecer e buscar o aconselhamento de um gerente de banco é que clientes e gerentes têm interesses absolutamente opostos. Enquanto os últimos objetivam enriquecer o banco, oferecendo aos correntistas produtos bancários que lhe garantam o alcance das altíssimas metas mensais estipuladas pela sua superintendência, os clientes estão em busca das melhores opções de mercado (que, quase sempre, estão fora do que o banco pode oferecer).

Vale lembrar que títulos de capitalização, consórcios, fundos de baixo rendimento e planos de previdência privada (de rentabilidade mais do que duvidosa) são oferecidos aos clientes sem que haja sequer uma avaliação de seu perfil de investidor. Além disso, os bancos só comercializam seus próprios produtos, o que restringe as opções.

Como diversificar investimentos com foco em resultados reais

Faça o que sempre fez e obtenha o que sempre obteve. Por mais que pareça desconfortável, quem tem algum capital acumulado e quer aprender a geri-lo de forma profissional deve procurar profissionais para auxiliá-lo. O gerente do banco está apto a cuidar de sua conta-corrente, mas não para diagnosticar as melhores oportunidades do mercado financeiro. Por outro lado, investir o dinheiro acumulado em uma vida inteira por sua própria conta e sem o auxílio de um especialista é altamente arriscado e pouquíssimo recomendável.

Algumas economias, definitivamente, não são inteligentes. Prescindir de um planejador financeiro, se jogando de cabeça no mar aberto do mercado financeiro, aumenta exponencialmente as chances de insucesso. Desnecessariamente.

Dessa forma, ao iniciar o processo de diversificação de sua carteira, é necessário buscar o acompanhamento de um expert em investimentos, que estará apto a, de início, identificar seu perfil de investidor, compreendendo seu grau de tolerância ao risco, suas expectativas, seus prazos e metas. A partir daí, busca-se uma segunda etapa, a de estudo do mercado.

Nessa fase, especialista irá — com extrema cautela — estudar o mercado (com foco em suas necessidades) e as perspectivas macroeconômicas, buscando encontrar ativos que se complementem e que reajam de formas distintas frente às oscilações do mercado (balanceamento).

A título de exemplo, se estivermos tratando com um investidor jovem, de perfil agressivo (alta tolerância ao risco) e focado no curto prazo, não faria sentido sugerir uma aplicação em LCI/LCA (que exige carência para retirada de valores para evitar a perda de rentabilidade). Da mesma forma, se estivermos lidando com um investidor conservador e focado no longo prazo, seria pouquíssimo estratégico oferecer-lhe um fundo de ações que trabalhe com ativos de empresas de solidez duvidosa. A formação da carteira deve obedecer, portanto, às peculiaridades de cada investidor.

Diversificando seus investimentos com segurança

Embora seja imprescindível avaliar as características de cada investidor antes de montar uma carteira, algumas dicas básicas podem lhe auxiliar na hora de pensar em aplicar seus recursos.

Para quem tem foco no longo prazo, mas tem também perfil conservador, vale a pena lembrar que o momento de alta de juros favorece os investimentos em Renda Fixa, sobretudo, os atrelados à taxa básica de juros. Tesouro Selic (LFT), CDB e LCI/LCA são boas opções de diversificação, todas de baixo risco.

Já para quem tem perfil mais agressivo, mas também não tem urgência em obter um retorno imediato, é possível aplicar seu capital em fundos de ações (que têm 67% da carteira formada por ações negociadas em Bolsa de Valores), um investimento de maior risco do que as modalidades citadas acima, mas cuja volatilidade abre espaço para ganhos mais significativos. O importante é ter o auxílio de um especialista.

Compreendeu a importância da diversificação de investimentos? Chega de arriscar seu capital colocando todos os ovos na mesma cesta! Deixe-nos uma mensagem e teremos o prazer em lhe auxiliar no crescimento seguro de seu patrimônio! Ah, mas não se esqueça de compartilhar nosso conteúdo nas redes sociais, ok?

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.