Como começar a investir em títulos públicos?

Como começar a investir em títulos públicos?

By Jonathan Camargo

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Como começar a investir em títulos públicos?

Se o termo “títulos públicos” é meio nebuloso a você, existe uma analogia muito didática para explicar do que se trata. Quando o correntista toma um empréstimo no banco, o contrato assegura a ele o direito de receber o montante contraído e, ao banco, o direito de cobrar juros por isso. O caso dos títulos públicos é semelhante, mas, nesse caso, seria como se você fosse o banco e o governo, o tomador do empréstimo. Mais claro?

Conceitualmente, os títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos com a finalidade de captar recursos para financiar as ações do governo federal, tais como saúde, educação, infraestrutura, etc. Para o investidor, uma ótima oportunidade de lucro; para o Estado, uma chance de se capitalizar. Afinal, ao comprar um título, você investe no governo federal que, em troca, lhe assegura o direito de receber no futuro uma remuneração por essa espécie de “empréstimo”.

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Para quem não está muito acostumado com as terminologias, os ativos de renda fixa são aplicações que possuem remunerações pagas em intervalos e condições pré-definidas, caso dos CDBs, dos títulos públicos e da caderneta de poupança (diferente da renda variável, que flutua de acordo com as demandas do mercado, sem que o investidor tenha nenhum tipo de referência prévia). Por essa maior previsibilidade, esse tipo de ativo é considerado dos menores riscos do mercado.

A democratização dos investimentos

Até 2002, um investidor só poderia aplicar seus recursos em títulos públicos por intermédio de fundos de investimentos. Entretanto, com a criação do Programa Tesouro Direto, fruto da parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&F Bovespa, passou a ser permitida a compra direta de títulos por parte do cidadão comum, sem a necessidade de inúmeros intermediadores financeiros.

A compra mínima de um título é a fração de 0,01 dele, ou seja, 1% de um título, respeitando-se também o montante mínimo de R$ 30,00. Ou seja, a partir de R$ 30,00, já é possível sair do marasmo da poupança e multiplicar seu patrimônio por meio de uma aplicação de verdade!

Vantagens de aplicar em títulos públicos

  • Com apenas R$30,00, o investidor já pode começar a investir;
  • Títulos públicos renderam nada menos do que 816,44% desde 2000 (com ganho real de 280,02%)…nada mal, não?;
  • Maior liberdade ao investidor em escolher o título de acordo com seu perfil (existem títulos pré e pós-fixados e de curto, médio ou longo prazo);
  • Liquidez diária (o investidor pode vender seus títulos na hora que quiser, sem dor de cabeça);
  • Baixas taxas de administração e custódia;
  • O IR é cobrado só no momento de venda ou vencimento do título. A vantagem dessa estratégia é que tudo que você poderia pagar a título de imposto continuará rendendo enquanto você mantiver o investimento; após a data de vencimento, sua aplicação será creditada automaticamente em sua conta.

Existe risco de “calote”?

Investir nos títulos do Tesouro Direto oferece inúmeras vantagens, mas a mais importante delas é que, ao contrário do que você poderia imaginar, essa é uma das espécies de aplicações mais seguras!

Apesar das ineficiências da equipe econômica nacional, os títulos públicos são conhecidos historicamente como de “baixíssimo risco de crédito” (ou seja, ínfima possibilidade de “calote” da parte do governo federal). Isso porque:

  1. Títulos públicos tem a garantia do Governo Federal, diferente da poupança que o risco é do banco em qual você aplica. Como é muito mais fácil um banco falir do que um Estado, então, tenha a certeza que seu dinheiro estará melhor protegido no Tesouro Direto!
  2. Conforme nos lembra o professor e pesquisador Simão Silber, doutor pela Universidade de Yale, os títulos são emitidos em real, assim, em última instância, o Tesouro Nacional poderia solicitar ao Banco Central a emissão de papel-moeda para salvar suas dívidas;
  3. O rebaixamento da nota de crédito do Brasil por parte das agências de classificação de risco, ocorridas em 2015, se referem à dívida externa do país, conforme pode ser lido aqui no comunicado oficial da S&P (em inglês). Nenhuma relação com os compromissos internos do país.
  4. Ainda que o Estado Brasileiro falisse (uma catástrofe sem precedentes na história do país), é importante lembrar que a dívida interna corresponde a 0,71% da dívida do país, portanto, é absolutamente irrelevante! Certamente os maiores credores (como bancos) seriam os grandes prejudicados neste cenário e não os pequenos investidores.

Como começar a aplicar em títulos públicos

Não sabe como investir em títulos públicos? Não se preocupe, a operação é tão simples quanto aplicar na poupança! Basta ter um CPF ativo e uma conta em uma corretora de valores habilitada (que será seu “agente de custódia”).

Evite utilizar seu banco para essa função, já que essas instituições, além de serem, de forma geral, pouco preparadas para atuar no mercado de capitais, possuem acesso a um rol limitado de opções de mercado, além de terem interesses de lucro voltados unicamente para a própria instituição, o que quase sempre se chocará com os seus objetivos.

Procure um especialista, uma das opções listadas no site do Tesouro Nacional. Caso queira uma indicação, vale a pena lembrar que a XP Investimentos é a mais importante referência no setor, possuindo uma plataforma com aulas de educação financeira, Home Broker (sistema para operação no mercado), além de um verdadeiro “shopping” de investimentos.

Títulos pré ou pós-fixados? Qual característica tem mais a ver com você?

Prefixados

Rentabilidade conhecida antecipadamente, desde que ele mantenha os títulos até o vencimento. Se vender os papéis antes, a rentabilidade vai variar. Existem 2 títulos dessa modalidade:

Tesouro Prefixado (LTN)

Você recebe o valor investido, além da rentabilidade na data de vencimento ou resgaste antecipado (percentual é conhecido no ato da compra). Tudo de uma vez e no final da aplicação. Mais indicado para quem não tem pressa para usufruir dos rendimentos.

Tesouro Prefixado com juros semestrais (NTN-F)

Similar ao item 1, mas com o diferencial de que o pagamento de juros será efetuado a cada 6 meses. Mais indicado a quem deseja utilizar os rendimentos para completar a renda, de forma mais imediata. Haverá incidência do IR semestralmente, diferentemente do caso anterior, em que essa só ocorre no final.

Pós-fixados

Nesta modalidade, os títulos serão corrigidos de acordo com um indicador. Assim, não se saberá o rendimento, mas se conhecerá o dispositivo que o gerará. Pode ser a Selic (taxa básica de juros) ou a inflação (IPCA).

Tesouro Selic

Perfeito para momentos em que se acredite que a Selic se elevará (rentabilidade dependerá do movimento dessa taxa no período). Tem baixa volatilidade, por isso, é mais indicada para os investidores mais conservadores. Pagamento é único, feito no final da aplicação.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

Rentabilidade atrelada à variação do IPCA. Proporciona a certeza de rentabilidade real, isto é, paga-se a variação da inflação + taxa de juros prefixada. Pagamento também é único, ou seja, no final da aplicação.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Semelhante ao item anterior, mas com a diferença de que o pagamento dos juros ocorre a cada 6 meses. Ideal para quem quer usar a rentabilidade para completar renda (caso de um aposentado, por exemplo).

Entendeu agora por que a procura pelos títulos públicos cresceu 190,5% em 2015?

Bom, você deve estar se perguntando a razão de ter perdido tanto tempo com aplicações de baixa rentabilidade (como poupança ou produtos bancários) não? Então assine agora nossa newsletter e assegure-se que a partir de agora você estará sempre atualizado com as melhores oportunidades do mercado! Não desperdice as chances que a vida nos oferece! Sucesso e até breve!

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador e assessor de investimentos na New York Capital empresa de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.