COE: Certificado de Operações Estruturadas: O Que é, Tipos e Como Funciona? | Blog London Capital

COE: Certificado de Operações Estruturadas: O Que é, Tipos e Como Funciona?

By Jonathan Camargo

Invista Melhor | Acumular, Rentabilizar e Proteger

Junte-se aos aos nossos milhares de investidores inteligentes e seja o primeiro a receber as nossas novidades e dicas de como acumular mais recursos, rentabilizar melhor seus investimentos e proteger seu patrimônio.

COE_–_Certificado_de_operações_estruturadas_o_que_é_e_como_funciona

Disponível há pouco tempo, o Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um investimento arrojado para investidores que desejam melhorar seus rendimentos com investimentos mais intensos da renda variável, sem perder a segurança, e com a proteção de operações de renda fixa.

O COE é oferecido apenas por 14 bancos, como Bradesco, Citibank, Itaú, Santander e Safra, e tem rentabilidade associada a índices como Ibovespa, variação cambial de moedas, commodities, índices de Bolsas estrangeiras, fundos internacionias ou ações de empresas de outros países.

Dados da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) apontam que a maior parte do estoque do ativo é associada à inflação, seguida de câmbio e índices de ações ou fundos internacionais.

Quem quer ver o dinheiro render sabe como é difícil encontrar uma modalidade de investimento realmente vantajosa. O mercado oferece uma série de soluções, no entanto, nem sempre as opções mais rentáveis são convenientes para nós.

Afinal, devemos sempre pensar nesses investimentos no curto, médio e longo prazo, e isso vai depender do que esperamos obter no final da aplicação — casa na praia, proteção contra a inflação, entre outros objetivos. Para sempre ganhar dinheiro, portanto, é preciso pesquisar e avaliar cada uma das opções.

Em alguns casos, no entanto, o conservadorismo nos leva a fazer escolhas fáceis, sem ao menos considerar todas as opções disponíveis. Hoje, é possível conciliar sonhos e investimentos com muito mais facilidade. Por isso, resolvemos trazer para você uma opção relativamente nova, que pode te garantir bons retornos sempre, além de diversificar um pouco as suas aplicações para conseguir o máximo de rentabilidade.

Neste post falaremos sobre o COE (Certificado de Operações Estruturadas), um tipo de investimento diferente, pois combina elementos de Renda Fixa e Variável. Confira!

 

O que é o COE?


Basicamente, o COE é a versão brasileira das Notas Estruturadas, bastante comum nos Estados Unidos e na Europa. Os retornos obtidos com essa modalidade são atrelados a ativos e índices, como as ações, a inflação, o câmbio e os ativos internacionais.

Além disso, ele é estruturado em cenários, e, dessa forma, podem se adaptar mais facilmente ao perfil do investidor — já que é ele quem escolhe o indexador.

É um modelo bastante flexível, portanto, e pode se ajustar às suas necessidades, sejam elas de médio ou de longo prazo.

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um título que combina elementos de renda fixa e variável, tendo como indexador um determinado indicador financeiro. Investir em COE é aplicar em um único produto que já é, em si, diversificado. As principais características desse investimento são:

  • Estabelece condições para aproveitar os ganhos ou amortecer as perdas;
  • Atrelado a um indexador (como a Selic, o IPCA ou o próprio Índice Bovespa);
  • Vencimento preestabelecido;
  • Valor mínimo de aporte.

O COE foi lançado no mercado brasileiro em janeiro de 2014, inspirado na chamada nota estruturada, aplicação financeira comum nos Estados Unidos e em países da Europa.

Assim como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), o COE é uma fonte de captação de recursos dos bancos emissores dos títulos. Até pouco tempo, a oferta desse tipo de investimento só poderia ser feita pelas instituições bancárias. Dessa forma, o acesso ficava restrito a investidores de alta renda.

Essa situação mudou a partir de fevereiro de 2016, quando foi permitida a oferta pública do COE por corretoras e distribuidoras de valores. Assim, o título começou a ganhar mais atenção do investidor de varejo, que passou a acessar essa modalidade nas prateleiras dessas instituições.

Em dezembro de 2017 o estoque de COE superou R$ 12,5 bilhões. Veja a evolução ano a ano:

Ano Estoque (R$)
2014 3.813.746.188
2015 7.697.619.451
2016 9.464.553.808
2017 12.503.674.875

Fonte: Séries Históricas/Cetip

Como funciona o COE?

O COE é um produto com prazos para início e vencimento predeterminados. É composto por título de crédito emitido pela instituição financeira e estratégia em derivativos. Resumindo, o banco emite o produto, registrado na CETIP, e os distribuidores de valores, como a XP investimentos, por exemplo, fornecem aos clientes.

Além disso, o indexador a que nos referimos anteriormente pode ser nacional ou internacional, dependendo dos objetivos do cliente. Assim, o investidor sabe desde o início qual é o cenário de perdas e ganhos no decorrer da aplicação, e pode variar seus investimentos até mesmo no mercado internacional sem a necessidade de aportar capital no exterior.

O COE é um título complexo e dinâmico, que pode assumir diferentes formas de atuação. Com um único investimento, você tem acesso a diversificação e a novos mercados, com custos normalmente inferiores do que se você montasse as operações por conta própria.

A criação de uma COE depende de um banco ou corretora, que emite esse título com um vencimento (que pode variar, por exemplo, de três meses a dois anos), um valor mínimo para a aplicação, um indexador e o cenário definido de ganhas e perdas, com ou sem capital inicial protegido.

A ideia do COE com capital inicial protegido é bastante sedutora: a tentativa de retornos agressivos, típicos da renda variável, com a segurança de que o aporte inicial não sofrerá perdas nominais, que é uma característica de aplicações de renda fixa.

Mesmo nesses papéis, porém, não há garantia de um retorno específico, como em um CDB(Certificado de Depósito Bancário) ou LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio).

Por isso, títulos como esse podem, por exemplo, compor o seu portfólio como um elemento um pouco mais arriscado.

Se você quiser investir em um COE, precisará analisar o título específico ofertado e se a estratégia traz possibilidades interessantes de ganhos, pois o funcionamento varia conforme a operação estruturada oferecida pela corretora ou pelo banco de investimentos.

Normalmente, a operação estruturada é oferecida com base em cenários futuros.

Por exemplo, uma COE pode ter as seguintes condições:

  • Se o Ibovespa (principal índice da bolsa de valores brasileira) cai ou se mantém estável ao longo do vencimento, você tem apenas seu investimento inicial de volta
  • Caso o Ibovespa se valorize até 30%, você recebe rendimento proporcional a essa valorização
  • Se esse índice sobe mais de 30%, então você tem rendimento fixo de 30%.

Nesse exemplo acima, você não tem risco de perder seu dinheiro aplicado.

Mas corre o risco de oportunidade perdida, já que, se o Ibovespa cair, você receberá exatamente o valor aplicado de volta, com o poder de compra corroído pela inflação e sem a valorização que um investimento em renda fixa ofereceria.

Um COE também pode ter condições baseadas no dólar. Exemplo de um produto hipotético:

  • Se o dólar se desvaloriza em relação ao real, você recebe seu dinheiro inicial de volta
  • Se o dólar sobe até 15%, você recebe a valorização proporcional
  • Se o dólar dispara mais de 15%, você recebe o rendimento máximo de 15%.

Esse é um investimento que pode ser usado para quem busca se expor ao dólar sem correr risco de perda do capital investido.

Características do COE

O COE foi inspirado em um investimento famoso nos Estados Unidos e na Europa, chamado de Nota Estruturada. Ele existe, no Brasil, com duas formas de aplicação: com Investimento com Valor Nominal em Risco e com Investimento com Valor Nominal Protegido.

No primeiro modelo, o investidor pode perder todo o capital inicial.

No segundo modelo, no pior cenário possível, o investidor recebe o valor integral de seu investimento original.

Mesmo em seu formato sem risco para o capital inicial, o COE não é indicado como substituto de renda fixa, já que não se trata de uma aplicação com retorno previsível.

Lembre-se, também, de que receber seu dinheiro (valor nominal investido) de volta depois de um ou dois anos não pode ser considerado uma vitória, já que o poder de compra será corroído pela inflação e você terá o custo de não ter recebido as valorizações possíveis de uma aplicação em renda fixa.

Ainda está um pouco confuso a respeito do funcionamento do COE? Calma, trata-se mesmo de um investimento mais complexo.

Basicamente, são duas as opções disponíveis para o cliente:

Valor Nominal Protegido

Quando existe uma garantia em cima do valor principal investido. Muito recomendado para clientes com perfil de investimento moderado.

Valor Nominal em Risco

Para os clientes um pouco mais agressivos e que esperam um retorno maior. Em contrapartida, existe a possibilidade de perda até o limite do capital investido.

Os últimos detalhes que você precisa saber sobre o funcionamento é a tributação, que é regressiva de Renda Fixa, incidindo uma única vez nesse modelo de investimento, e o fato de que existe a possibilidade de resgate antecipado, sujeito à marcação.

Principais Tipos de Investimento em COE – Certificado de Operações Estruturadas

São os mais comuns por ter o principal investido garantido ou o principal mais uma taxa garantida.
A estrutura básica deste tipo de COE é a aplicação da maior parte do capital em um título prefixado que garanta no vencimento do COE, o capital investido ou o capital mais a taxa.

O restante dos recursos investidos em derivativos (geralmente opções ou opções exóticas) permitem ganhos significativos caso o objetivo das opções seja atingido.

Vamos ver os principais tipos de COE – Certificado de Operações Estruturadas:

COE Investimento – Investimento em COE de Fundos Internacionais

 

COE Autocallable – Investimentos em COE com Taxa Fixa

COE Investimento – Investimento em COE Rentabilidade Garantida

Qual é o valor mínimo de aplicação em COE?

Essa quantia depende da instituição distribuidora do título. Em geral, para investir em COE é exigida uma aplicação de, pelo menos, R$ 5 mil.

No entanto, o valor médio aplicado pelos investidores tem sido bem maior. Em 2016, foi de R$ 74,7 mil para investidores pessoa física, R$ 3,3 milhões (institucionais) e R$ 415,3 mil (pessoa jurídica não financeira).

O maior volume de operações foi realizado por pessoas físicas (89,5%), seguido de pessoas jurídicas não financeiras (8,9%) e investidores institucionais (1,6%).

Qual é o prazo de vencimento do COE?

Assim como o valor mínimo a ser investido, os prazos também são distintos de acordo com o título emitido e a instituição. De acordo com dados da Cetip, a maior parte das operações consideram um prazo entre dois e cinco anos.

É possível encontrar certificados com vencimento inferior a 90 dias, porém em um percentual bem inferior ao dos demais prazos.

Rendimento do COE

O rendimento do COE varia muito conforme o título e os cenários oferecidos na aplicação. De acordo com a Cetip, a maioria das aplicações desse tipo no Brasil apresentam rentabilidade superior ao CDI (taxa de referência de rendimento em aplicações, que segue de perto a Taxa Selic).

Como esse investimento busca exposição a um movimento do mercado (como a valorização do dólar, de alguma ação listada em bolsa ou do Ibovespa), o rendimento exato não tem como ser projetado antes do fim do período de aplicação.

Mesmo assim, a opção de capital protegido oferece a possibilidade de o investidor obter retorno mais agressivo sem chance de perder o valor nominal investido inicialmente.

O que eu preciso para investir no COE?

Em primeiro lugar, esse tipo de investimento é restrito. Apenas os investidores com o perfil adequado podem realizar a aplicação nesse tipo de produto e, para identificá-lo com clareza, é fundamental preencher o Formulário Perfil do Investidor.

Depois disso, é preciso que o investidor concorde com o termo de ciência de risco e o termo de adesão, que é o momento em que o investidor adere de fato ao produto e mostra que recebeu o DIE (Documento de Informações Essenciais), que contém todas as informações do produto.

Vantagens de Investir em COE

As principais vantagens do COE para o investidor são a diversificação de seu portfólio, com acesso a novos mercados e operações complexas, a simplificação e redução de seus custos, sem taxas (ou taxas reduzidas) e Imposto de Renda cobrado apenas no resgate, com alíquota de 22,5% a 15% da valorização do investimento.

Em uma comparação com um investimento complexo, como o fundo de investimento multimercado, a questão da tributação se sobressai.

Em um fundo multimercado, que também aplica em ativos e derivativos de renda fixa e variável, também de olho em expressivos retornos, há a incidência de um elemento bastante perturbador, chamado de come-cotas.

O come-cotas tem a função de antecipar o Imposto de Renda diretamente na fonte, a cada seis meses.

Isso significa que, a cada semestre, um percentual da valorização do investimento é deduzido e deixa de render juros, o que pode representar, ao fim do período, um gargalo bastante significativo.

No COE, isso não acontece. Além disso, normalmente não há cobrança de taxa de administração.

Ou seja, de toda a valorização ao longo da aplicação, o único desconto será na hora do resgate, em um percentual de 22,5% a 15% do Imposto de Renda, de acordo com o tempo de investimento.

Desvantagens de Investir em COE

As possíveis desvantagens do COE são relacionadas a seus retornos, que não podem ser completamente dimensionados na hora do investimento. Essa aplicação é uma aposta em um movimento do mercado, que pode não se concretizar e assim oferecer rendimento zero.

Mesmo em COEs de capital protegido, é importante não esquecer do custo de oportunidade.

Esse termo se refere ao quanto você deixou de ganhar por não ter destinado seus recursos a uma outra aplicação que poderia ter oferecido resultados melhores (até em renda fixa).

Outra característica do COE que pode ser considerada uma desvantagem é sua baixa liquidez.

Para investir em um título desses, o investidor deve antes se planejar adequadamente para poder carregar o COE até o seu vencimento ou, pelo menos, ao longo de seu período de carência, período em que você não o poderá renegociar. Normalmente, não é vantagem negociar o COE antes do seu vencimento.

Outro motivo para cautela em relação a esse investimento é que ele não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que banca o saldo de algumas aplicações em renda fixa em caso de quebra do emissor do título (em um limite de até R$ 250 mil por CPF por instituição emissora).

O que considerar antes de investir?

Antes de tudo, é preciso que você considere que o COE pode trazer excelentes retornos para o seu investimento, no entanto, como tudo na vida, ele envolve alguns riscos e você deve entrar em contato com uma instituição sólida e confiável, como a XP Investimentos, para saber exatamente quais são os riscos do perfil de investimento que você quer realizar. Esses riscos podem variar de acordo com o modelo escolhido (Valor Nominal Protegido ou em Risco) e o indexador.

Além disso, leve em consideração que esse tipo de investimento é destinado para investidores com perfil de moderado a agressivo, portanto, se você prefere investimentos mais conservadores, essa pode não ser a melhor opção.

COE – Certificado de Operações Estruturadas é  Seguro?

Teoricamente, os COEs podem ser estruturados para que o investidor perca parte do capital investido, mas a maioria dos títulos emitidos pelos bancos tem capital protegido. Por isso, o investidor no COE, normalmente, já tem noção do quanto receberá no final da aplicação.

Fundador de uma grande empresa, José, de 65 anos, passou a investir em COE porque pretende manter sua riqueza. Para isso, José sempre investe com capital protegido, pois, na pior das hipóteses, ele pode sair com o mesmo dinheiro que entrou e perderá somente o rendimento que teria se optasse por um ativo que apresentou retornos maiores.

Público-alvo

Desde a sua regulamentação, os COEs estão disponíveis para clientes de alta renda dos bancos emissores, que têm seus perfis criteriosamente analisados com o método de suitability (adequação), onde o banco avalia o grau de apetite do investidor.

Porém, desde 14 de outubro de 2015, o investimento passou a ter distribuição da oferta pública, ou seja, não só os bancos podem oferecer aos seus correntistas, mas também intermediários, como corretoras e distribuidoras de valores, graças à publicação da Instrução número 569 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Tributação

Os COEs são tributados da mesma forma que a renda fixa: com a tabela regressiva, que começa com o prazo de 180 dias e tem imposto de renda (IR) de 22,5% sobre os ganhos, cai para 20% em investimentos de até 360 dias, 17,5% de até 720 dias e 15% para investimentos acima do prazo de 720 dias.

Essa operação é usada para compensar uma eventual perda na Bolsa de Valores, que zera a taxa de IR para o investidor, que somente deverá ser pago caso a soma da rentabilidade dos dois investimentos seja positiva.

Assessoria de Investimentos com profissionais.

Para estruturar, de forma consistente, os investimentos, é preciso ser assessorado por assessores de investimentos comprometidos com o seu sucesso a fim de otimizar os rendimentos e lhe proporcionar uma vida financeira mais saudável.

Onde saber mais sobre o COE?

É fundamental que você procure se informar diretamente com as instituições que oferecem esse tipo de investimento. Basicamente, o COE é sempre emitido por algum banco e registrado na Cetip, mas ele pode ser distribuído pelo próprio banco, por uma corretora ou uma distribuidora de valores.

A grande vantagem das distribuidoras é que o cliente tem a opção de recorrer a COEs emitidos por diferentes instituições, o que garante mais diversidade e flexibilidade. Por isso, entre em contato e busque saber de todos os benefícios!

Pronto para diversificar os seus investimentos e ganhar ainda mais dinheiro? Que tal conferir outras dicas? Assine a nossa newsletter para ficar por dentro de muito mais!

Quer Receber Mais Conteúdos Como Este?

Junte-se aos aos nossos milhares de investidores inteligentes e seja o primeiro a receber as nossas novidades e dicas de como acumular mais recursos, rentabilizar melhor seus investimentos e proteger seu patrimônio.

Follow

About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador do Blog London Capital e assessor de investimentos na New York Capital empresa de assessoria de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.