7 classes de Fundos de Investimento e Como Você Pode Escolher o Seu

7 classes de Fundos de Investimento e Como Você Pode Escolher o Seu

By Jonathan Camargo | Fundos de Investimentos

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fev 11
7 classes de fundos de investimento e como escolher a sua

Vamos começar a entender o que são fundos de investimento por meio de uma analogia simples. Você sabe como funciona um condomínio? Pois bem, guardadas as devidas proporções, a lógica de funcionamento de um fundo é muito semelhante.

Em um condomínio, cada morador é uma espécie de investidor do empreendimento como um todo, pois possui uma cota (apartamento), que lhe impõe uma fração de propriedade e responsabilidade sobre a manutenção/valorização do patrimônio imobiliário total, certo? Essa responsabilização é materializada por meio dos boletos condominiais, que cada um paga mensalmente.

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Até aqui tudo bem? Pois em um fundo de investimento o raciocínio é o mesmo. Existem diversos investidores que aplicam quantidades de recursos variáveis (que serão convertidos em cotas), formando uma massa patrimonial (carteira) que será gerenciada por um gestor especializado, de acordo com estratégias pré-definidas, que variam de acordo com o tipo de fundo escolhido.

 

Como funciona a administração desses fundos?

Dos fundos de renda fixa aos fundos de ações, o grau de risco varia segundo a classe escolhida. Quando o investidor compra um determinado número de cotas, está aceitando as regras de funcionamento do fundo, incluindo formas de aplicação, percentual de cada tipo de ativo, resgate, custos de administração, etc.

Entretanto, essas aplicações devem seguir as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que significa que o gestor não tem liberdade absoluta na administração dos ativos. Portanto, além das cotas estarem sob a tutela de um especialista devidamente habilitado, há ainda restrições na gestão, impostas pela CVM. Tudo para garantir a segurança dos investidores.

Como investir em fundos de investimento?

O primeiro passo é buscar a orientação de um planejador financeiro, que realizará uma avaliação prévia para diagnosticar seu perfil de investidor e, só então, cruzá-lo com as oportunidades atuais do mercado. Ele identificará seus objetivos, tolerância a riscos e oportunidades, organizando uma estratégia voltada para o alcance de resultados reais.

Em seguida, deverá ser aberta uma conta em uma corretora de sua confiança, algo mais simples do que abrir uma conta bancária. Mesmo após a escolha do fundo e dos gestores, este profissional permanecerá no monitoramento de suas aplicações durante todo o processo de investimento.

Taxas envolvidas na gestão dos fundos

A taxa de administração é uma cobrança inevitável, mas seu percentual varia de acordo com a instituição custodiante (corretoras) e essa variação merece uma pesquisa aprofundada por parte do investidor, já que taxas maiores podem pulverizar a rentabilidade real do seu investimento. A taxa de administração corresponde ao valor que o cotista deve pagar pela prestação de serviço do administrador, gestor e demais instituições envolvidas nas operações realizadas.

A depender da instituição, pode haver ainda a taxa de performance, uma taxa cobrada quando a rentabilidade do fundo supera a de um patamar de referência (benchmark). Esta seria uma espécie de taxa extra pela gestão bem-sucedida. Quanto à tributação dos fundos de investimentos, há incidência de IOF e IR. Este último é cobrado sobre os rendimentos no último dia útil de maio e novembro (chamados “come-cotas” porque reduzem sua quantidade).

As alíquotas são as seguintes:

  • Até 180 dias = 22,50%
  • 181 – 360 dias = 20,00%
  • 361 – 720 dias = 17,50%
  • Acima de 721 dias = 15,00%

Tipos de fundos de investimento

Curto Prazo

Costumam acompanhar as variações das taxas de juros, investindo exclusivamente em títulos públicos federais prefixados ou privados, o que garante ínfimo risco de crédito. Em geral, a rentabilidade desses fundos está ligada à Selic ou ao CDI. Indicado para os mais conservadores e que planejam resgatar seus recursos em menos de 1 ano.

Vantagem

Alta liquidez (facilidade de converter os títulos em dinheiro), garantia de resgate no curto prazo e a certeza de não se expor aos grandes riscos e oscilações do mercado. Ideal a quem quer concretizar um plano imediato, como quitar um apartamento ou financiamento.

Desvantagens

Rentabilidade menor do que fundos de prazo mais longo. Além disso, como ocorre em outras operações de curto prazo, investimentos mais curtos pagam impostos maiores, caso do IOF, para os investidores que mantiverem seus recursos aplicados por menos de um 1 mês. Além disso, o IR para operações de até 180 dias é de 22,5%.

Referenciados

Seguem algum índice de referência. Nestes fundos, no mínimo 95% dos ativos estão atrelados à variação de um parâmetro específico. Estes fundos são famosos pela segurança, por terem um mínimo de 80% da carteira aplicada em títulos públicos federais ou em títulos de renda fixa de baixo risco de crédito.

Nessa modalidade é que se encontram os referenciados DI, que recebem essa terminologia por estarem ligados às flutuações das taxas de juros do CDI. A alta liquidez de um fundo DI torna-o indicado a todos os perfis interessados na proteção do capital.

Vantagens

Os DI são um dos ativos mais seguros do mercado por serem formados, basicamente, por títulos do Tesouro. Como estão atrelados ao CDI, apresentam excelente rentabilidade em momentos de alta da Selic (já que o CDI costuma estar sempre muito próximo à taxa referencial de juros).

Desvantagens

Os DI cobram taxas de administração que, em geral, são bastante altas em bancos de varejo. Por isso, dê preferência às corretoras de excelência, que além de taxas mais competitivas, são especialistas na gestão de ativos e no mercado de capitais.

Renda Fixa

Caracteriza-se por ter, no mínimo, 80% do seu patrimônio em títulos públicos ou privados que variam de acordo com a taxa de juros doméstica (como títulos prefixados ou pós-fixados, ou com os índices de inflação, tais quais IGP-M ou IPCA).

São semelhantes aos DI, mas com uma diferença fundamental: os fundos de renda fixa possuem rendimento prefixado. Ou seja, fixa-se, por exemplo, a Selic atual como referência para os investimentos feitos agora, independente da variação dessa taxa no tempo.

Vantagem

Perfeito para momentos de queda na taxa de juros, já que, nestes cenários, os rendimentos se manteriam altos.

Desvantagem

Se a Selic subir, neste, caso, ter fixado um referencial lá no início da aplicação se torna desvantajoso (o DI seria a modalidade ideal neste caso).

Multimercados

Diluem o patrimônio total do fundo em diversas formas de ativos, combinando câmbio, ações, renda fixa, derivativos (aplicações cujo valor das transações deriva da flutuação futura de outros mercados), etc. Ideal para resgate no médio/longo prazo. Se possuem mais risco, por um lado, oferecem maiores chances de ganhos mais significativos.

Vantagens

Ajustam-se facilmente às mudanças de cenários. Diversificação.

Desvantagens

Risco moderado a alto, a depender da estratégia e do percentual de ativos de risco que compõem a carteira (como ações e derivativos, por exemplo).

Cambiais

Mantêm no mínimo 80% do seu patrimônio em ativos atrelados, direta ou indiretamente, à variação de preços de uma moeda estrangeira ou a mudanças na taxa de juros (cupom cambial).

Vantagens

Ideal a quem deseja preservar seu poder de compra em moeda estrangeira no longo prazo (para viagens ou estudo no exterior, por exemplo).

Desvantagens

Alto risco. Não refletem tão-somente a flutuação cambial, já que a taxa de administração e o IR são descontados do patrimônio.

Ações

Para ser caracterizado como fundo de ações, um mínimo de 67% da carteira deve ser composto por ações negociadas em Bolsa de Valores. Por estarem ao sabor da volatilidade do mercado, estes fundos são de alto risco e mais indicados a investidores de perfil agressivo, em busca de rentabilidade mais alta sem urgência de um retorno imediato.

Os fundos passivos são aqueles em que o gestor segue algum índice como referência para a elaboração de sua estratégia (como IBrX ou Ibovespa). Já os fundos ativos são os que o gestor toma suas decisões com base em suas próprias análises de mercado.

Vantagens

A inconstância do mercado acionário oferece oportunidade de rentabilidade maior do que os outros fundos.

Desvantagens

Alto risco. Não são indicados a quem precisará do dinheiro no curto prazo.

Dívida Externa

Aplicam ao menos 80% da carteira em títulos representativos da dívida externa brasileira. Os rendimentos dessa classe de fundos são determinados por uma conjunção entre diferença cambial, taxa de juros paga pelos ativos e performance destes no mercado internacional.

Vantagens

Possibilidade de ter títulos negociados fora do Brasil, o que pode render lucro no longo prazo.

Desvantagens

Risco de perder rentabilidade em função das flutuações de câmbio.

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About the Author

Jonathan B. Camargo, empreendedor, planejador e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, certificado como Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (2012), pelo Programa de Qualificação Operacional - PQO, como Profissional Financeiro Ambima Serie 20 – CPA 20. Especialista em investimentos e planejamento financeiro, ingressou no mercado financeiro em 2010, com passagens por instituições como Bradesco (Corporate Bank) e XP Investimentos. Trabalha com o intuito de transferir conhecimento aos seus clientes e ajudar a transformar seus objetivos em realidade.