5 melhores tipos de investimento pra 2016

5 melhores tipos de investimento que estarão com tudo em 2016

By Jonathan Camargo | Investimentos

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fev 11
5 melhores tipos de investimento que estarão com tudo em 2016

Para os economistas, 2015 foi o ano do pessimismo. Afinal, um país que enfrenta uma crise financeira já causa insegurança e desconforto, mas quando somamos a isso uma crise política, certamente chegamos a uma situação ainda mais grave — sem contar os casos de corrupção noticiados. Foi um ano para repensarmos os rumos do país, a forma como elegemos nossos representantes, nossas crenças políticas e — por que não? — na forma como investimos o nosso dinheiro.

Sim, o cenário econômico realmente é bastante complicado para 2016, já que, além das altas taxas de juros, as projeções econômicas revelam uma queda do PIB e um aumento nas taxas de desemprego, sem contar a falta de confiança dos investidores — principalmente os internacionais. É por isso que, diante dessa realidade, devemos fazer uma análise cautelosa sobre todas as possibilidades para repensar os nossos investimentos.

Quem investe sabe o quão difícil é encontrar oportunidade rentáveis que, ao mesmo tempo, estejam dentro da realidade e do perfil do investidor. No entanto, diante desse cenário, é preciso sair da zona de conforto. A caderneta de poupança, por exemplo, que por muito tempo foi considerada um investimento seguro, acabou saindo de cena, já que as projeções apontam um IPCA acima de 10,5% contra a rentabilidade da poupança de 8,5% a 9% ao ano. Por outro lado, certamente não é um momento adequado para investir na Bovespa.

Para ajudá-lo, resolvemos trazer neste post uma lista com 5 tipos de investimento que você deve começar a considerar em 2016! Confira!

Tesouro direto

Muitos apontam o tesouro direto como a bola da vez, e o motivo é muito simples: além de ser um tipo de investimento seguro, ele tem apresentado uma rentabilidade muito boa em relação à poupança e muitos outros investimentos de renda fixa — atualmente, está em aproximadamente 17% ao ano. Além disso, ele é completamente acessível, uma vez que o consumidor pode realizar investimento de até R$ 30. Ou seja, é uma opção democrática e rentável.

No entanto, é preciso escolher os títulos que sejam adequados ao seu perfil para não sair perdendo nessa. Se você não sabe quando precisará do dinheiro, por exemplo, e escolhe um título com vencimento para daqui a 15 anos, um resgate antecipado poderia trazer perdas financeiras. O bom é que existem títulos específicos para o perfil de cliente que não sabe quando vai resgatar os rendimentos, além, é claro, daqueles destinados exclusivamente para quem quer proteger seu investimento da inflação.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Esse investimento está na moda. Afinal, o consumidor ainda conta com a isenção do imposto de renda, o que o torna bastante atrativo. Basicamente, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) serve como uma fonte de recursos para o setor imobiliário. De forma mais simples, é um empréstimo que você faz ao setor, com intermediação da instituição financeira, para financiá-lo em troca de bons juros.

As LCIs são adequadas para quem pretende tirar o dinheiro no curto prazo, já que temos que levar em consideração um prazo mínimo de 6 meses para a retirada. No entanto, uma das limitações para esse tipo de investimento é a quantia que precisa ser aplicada: normalmente, a partir de R$ 30 mil. O retorno, por outro lado, gira em torno de 1% líquido. Em 2015, o cenário foi excelente para quem fez esse tipo de investimento, e em 2016 não parece ser diferente.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Agora vamos apresentar a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Você vai achar que estamos falando novamente sobre a LCI, mas não é o caso. Do ponto de vista do consumidor, não há nenhuma diferença entre a LCI e a LCA, a única coisa que muda é o lastro do papel, uma vez que as LCAs são títulos utilizados para financiar o setor do agronegócio, também emitidos por instituições financeiras.

Assim, da mesma forma como a LCI, a LCA apresenta isenção do imposto de renda e também pode ser retirado no curto prazo. A aplicação inicial é a mesma — em torno de R$ 30 mil —, bem como o retorno esperado — 1% líquido. É por esse motivo que, junto a LCI, esse tipo de investimento também tem apresentado uma alta expressiva nos últimos anos.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Os CDBs são títulos nominativos de renda fixa. Ele funciona como uma espécie de depósito, sendo que os prazos e a remuneração são negociados no momento da aplicação. No geral, esse é considerado um investimento de baixo risco, por isso está sendo bastante recomendado nesse período de estagnação econômica. Além disso, também é democrático como o Tesouro Direto já que, normalmente, o investimento inicial gira em torno de R$ 100.

Acontece que a rentabilidade pode variar muito de banco para banco. Existem instituições que oferecem rentabilidades brutas de até 117% do CDI, no entanto, é preciso tomar cuidado: normalmente, bancos pequenos oferecem essas condições, mas os riscos são muito maiores. Por isso, o ideal é que os investimentos fiquem dentro do limite da cobertura do FGC, que é de R$ 250 mil.

Fundos de renda fixa

Por fim, temos os fundos no geral, outra opção que pode se popularizar durante a crise, por também ser bastante conservadora. Alguns cuidados precisam ser tomados, no entanto. É preciso avaliar a taxa de administração que, junto à cobrança de tributos como o imposto de renda, certamente pode causar um impacto negativo nesse tipo de investimento, inviabilizando uma boa rentabilidade. O cenário ideal é quando as taxas impostas pelos bancos não superam 1% ao ano.

Além disso, nesse tipo de investimento, quanto menos tempo você deixar o seu dinheiro, maior será o retorno. Portanto, o ideal é que você monitore sempre a sua situação e refaça os seus investimentos periodicamente!

Em uma crise, todo o cuidado é pouco. É muito importante se informar em artigos como esse, bem como considerar a contratação de um planejador financeiro. Estamos em um período de drásticas mudanças na economia e as coisas podem mudar! As isenções do imposto de renda das LCIs e LCAs que mencionamos podem ser revogadas no médio ou longo prazo, por exemplo. No entanto, deixar de investir é deixar de lado os nossos sonhos. Por isso, procure sempre se informar e não abandone o otimismo!

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About the Author

Jonathan B. Camargo, empreendedor, planejador e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, certificado como Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (2012), pelo Programa de Qualificação Operacional - PQO, como Profissional Financeiro Ambima Serie 20 – CPA 20. Especialista em investimentos e planejamento financeiro, ingressou no mercado financeiro em 2010, com passagens por instituições como Bradesco (Corporate Bank) e XP Investimentos. Trabalha com o intuito de transferir conhecimento aos seus clientes e ajudar a transformar seus objetivos em realidade.