O que são Bonds e Por Que Investir Nisso?

O que são Bonds e Por Que Investir Nisso?

By Jonathan Camargo | Investimento no Exterior

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nov 20
O que são Bonds e por que investir nisso?

Com a crise financeira que assola o país, é comum as pessoas procurarem alternativas de investimentos que representem rentabilidade satisfatória e risco controlado. Pensando nisso, utilizamos este artigo para mostrar uma modalidade de investimento segura e que ainda é pouco difundida entre os brasileiros: os Bonds. Conheça agora as suas principais características e algumas razões para investir nele!

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O que são Bonds?

Em qualquer esfera governamental, dinheiro é necessário para que as necessidades de caixa sejam satisfeitas. Em vez de solicitarem financiamento a um banco, por exemplo, esses órgãos governamentais emitem títulos de dívida, que são os Bonds — também podem ser emitidos por uma empresa privada e o emissor concorda em pagar uma taxa de juros por ficar em poder do dinheiro do investidor.

Nem todos os Bonds pagam juros, pois alguns deles apenas têm descontos sobre o valor nominal. Muitas vezes ocorre, por exemplo, de o investidor pagar o valor de US$ 50 para ter o direito de receber US$ 55 dentro de um ano. Ao fim do período em questão, quem emitiu os Bonds pagará o valor integral ao investidor.

Tipos de Bonds

Há vários tipos diferentes de Bonds disponíveis no mercado e eles não representam, de maneira nenhuma, propriedade quando são emitidos por empresas privadas. Eles são apenas direitos de recebimentos futuros.

No Brasil, há o Tesouro Direto, que emite títulos de dívida pública federal com prazos e condições de resgate distintos entre si, o que proporciona várias formas diferentes para investimento. Há os prefixados e os pós-fixados, de acordo com a taxa básica de juros ou com os índices oficiais de inflação.

Estados Unidos

Alguns dos Bonds mais conceituados no mundo todo é o emitido pelo governo dos Estados Unidos. Eles são divididos em 3 tipos distintos: treasury bills (T-Bills), que vencem em até um ano, treasury notes (T-Notes), que vencem entre 2 e 10 anos e treasury bonds (T-Bonds), que vencem entre 10 e 30 anos.

Os Bonds norte-americanos nunca entraram em moratória em toda a história e, dentre outras razões, é relativamente simples e barato para o governo obter dinheiro para suas necessidades. Mesmo com uma dívida muito grande, a economia é dinâmica suficiente para garantir liquidez e pagar todos os credores em dia.

Reino Unido

Já no Reino Unido, os títulos são chamados de Gilts. Assim como o governo dos Estados Unidos, o governo britânico também nunca deixou de honrar os compromissos de pagamento dos títulos. Há dois tipos diferentes de Gilts, os Conventional Gilts e os Index-Linked Gilts, estes últimos sempre representando a variação de um índice britânico qualquer.

Os Conventional Gilts são mais comuns e tratam da maior parte da dívida pública britânica. O valor nominal de cada título é de £100 e possui juros pagos a cada 6 meses para os investidores. Desde 2005, há Gilts com maturidade de 50 anos, mas os mais comuns são de 5, 10 ou 30 anos.

Os Gilts atrelados a índices não são tão populares como os Conventional Gilts, sendo pagos também a cada 6 meses os juros. O índice de reajuste utilizado é o índice de preços ao consumidor britânico (RPI), que é a taxa de inflação oficial britânica.

Alemanha

Na Alemanha, esses títulos são chamados de Bunds, com maturidade que varia entre 4 e 30 anos. Eles são uma referência na Europa em relação a bom pagamento, pois a economia alemã é uma das mais fortes e estáveis de todo o mundo.

Brasil

No Brasil, o Tesouro Direto é negociado com títulos variando de 2 até 45 anos de maturidade e o governo brasileiro, embora em plena crise financeira, é tido mundo afora como um bom pagador da dívida pública. No entanto, há restrições para a compra de títulos por parte de não brasileiros.

Por que comprar Bonds?

Os Bonds são títulos de dívida e, como tais, possuem um risco por ser um investimento financeiro como qualquer outro. Quando se opta por emprestar o seu dinheiro para um governo ou para uma empresa, por mais estáveis e estruturados que eles sejam, há o risco de se perder o dinheiro. Cabe a você estudar o histórico e a rentabilidade e definir se vale a pena a aquisição dessa modalidade de investimento.

Uma das razões que mais tem feito os investidores optarem por comprar Bonds é pensando no longo prazo, na aposentadoria. Grandes planos, tais como aquisição de casa própria ou algum outro objetivo que necessite uma grande quantidade de dinheiro e planejamento também são justificativas muito recorrentes para dar esse passo.

No geral, o brasileiro está se acostumando a investir em Bonds mesmo no curto prazo, pois a Receita Federal diminui a alíquota de imposto de renda para o nível mais baixo. Portanto, se você pretende adquirir Bonds com maturidade mínima de 2 anos a partir do investimento, isso pode ser um fator motivador.

Onde comprar Bonds?

Se os títulos forem de dívida pública brasileira, eles podem ser adquiridos através do site do Tesouro Direto, depois da abertura de uma conta junto a uma corretora de valores. As taxas de administração são bem módicas, o valor mínimo para investimento é a partir de R$ 30, e o risco de não pagamento por parte do governo brasileiro é bem baixo.

No caso de Bonds emitidos por empresas, deve-se buscar o histórico de pagamentos e a rentabilidade para verificar a viabilidade da aplicação, pois cada organização vai impor características próprias no momento da emissão.

Os Bonds são alternativas viáveis de diversificação nos investimentos, principalmente se o seu prazo de liquidação do recurso puder ser superior a 2 anos, o que trará ainda mais benefícios fiscais. O ideal é que se estude bem a empresa ou o governo emissor do título para verificar a possibilidade de não pagamento. Como os planos variam de curto a longo prazo, os planos mais distantes requerem recursos investidos em Bonds mais seguros para evitar a quebra ou falta de liquidez da empresa ou do governo pagador.

Já pensou em investir em Bonds públicos ou privados? O que achou dessa alternativa de investimento? Comente!

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About the Author

Jonathan B. Camargo, empreendedor, planejador e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, certificado como Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (2012), pelo Programa de Qualificação Operacional - PQO, como Profissional Financeiro Ambima Serie 20 – CPA 20. Especialista em investimentos e planejamento financeiro, ingressou no mercado financeiro em 2010, com passagens por instituições como Bradesco (Corporate Bank) e XP Investimentos. Trabalha com o intuito de transferir conhecimento aos seus clientes e ajudar a transformar seus objetivos em realidade.