Como Comprar Ações na Bolsa de Valores dos EUA?

Como Comprar Ações na Bolsa de Valores dos EUA?

By Jonathan Camargo

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Como comprar ações de empresas dos EUA?

No início de 2015, a Bolsa de Valores brasileira ganhou um título não muito honroso: o de pior desempenho do mundo! De setembro/2014 a fevereiro deste ano, o Ibovespa despencou nada menos do que 35%, volatilidade (negativa) superior, por exemplo, a do índice Merval (Bolsa argentina). O mergulho do mercado acionário brasileiro no abismo se dá, evidentemente, pela instabilidade econômica e política, pela qual atravessa o país já há algum tempo, e que ganhou intensidade em 2015. É a falta de confiança na solidez da economia nacional que estimula grandes investidores a tirarem recursos do Brasil, jogando os valores das ações comercializadas no Ibovespa para um poço sem fundo.

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Diante das incertezas, além de promessas de mais turbulências para 2016, quem não migrou para a renda fixa, começa a olhar com atenção a possibilidade de investir em ações no exterior. Mas como comprar ações de empresas dos EUA? É a resposta para essa questão, ainda pouco divulgada no país, que você terá ao final deste artigo! Confira!

 

Em tempos de crise, diversificação geográfica é uma das alternativas

É lição básica de qualquer aula de mercado financeiro: diversificar seus investimentos reduz riscos ao seu portfólio. Fala-se muito, portanto, em variação de ativos, mas esquece-se que é possível diversificar seus investimentos também de forma geográfica, o que, com a recuperação da economia global, pode se revelar uma ótima opção para aproveitar tendências de alta de ativos já bastante desvalorizados nos últimos anos — nos EUA, especificamente, a chamada “crise do subprime” começou no setor hipotecário, em 2007, e se alastrou por anos, atingindo diversos setores econômicos. Este é o momento da recuperação.

Investir em ações nos EUA não é coisa para milionários?

Muitos brasileiros que já têm um bom patrimônio acumulado perdem a oportunidade de obter boa rentabilidade e construir um futuro tranquilo por desconhecerem as possibilidades que o mercado financeiro oferece. O mito de que investir em ações em bolsas estrangeiras é coisa para milionários é uma das lendas que fazem com que só os bem informados desfrutem de uma Bolsa com enorme potencial de crescimento nos próximos anos e muitos ativos interessantes.

Acha arriscado colocar seu patrimônio fora do país? Então seguem aqui alguns indicativos que o estimularão a refletir sobre o assunto:

  • Das 50 marcas mais valiosas do planeta, 27 estão nos EUA;
  • Os Estados Unidos respondem por 1/3 das exportações mundiais;
  • O PIB norte-americano subiu 3,7% no 2º trimestre, enquanto o brasileiro retraiu 1,9% no mesmo período;
  • Consumo anual da população americana situa-se, em média, na casa dos US$ 5 trilhões, em lojas, supermercados e agências de viagens (7 vezes superior ao consumo brasileiro);
  • A alta do dólar pode multiplicar exponencialmente seus rendimentos.

Como comprar ações nos EUA?

Basicamente, existem dois caminhos para investir no mercado acionário norte-americano:

BDRs

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) permite a emissão e negociação dos chamados BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são recibos de ações de empresas estrangeiras, usados como porta de entrada para um brasileiro operar no mercado internacional, comprando e vendendo ações de gigantes como Google, Coca-Cola, Amazon, GE, Disney, Apple, Walmart, entre outras (a lista completa de BDRs patrocinados você encontra no site da BM&FBovespa). O BDR é, portanto, um certificado de depósito de valores mobiliários emitido no Brasil, mas que representa valores mobiliários de companhias abertas com sede no exterior.

Os BDRs são divididos entre patrocinados e não patrocinados, sendo que a principal diferença é que, enquanto no primeiro caso a negociação desses papéis no Brasil se deu por força do interesse das próprias empresas, no segundo, foram os bancos e corretoras que trouxeram as ações para serem comercializadas aqui.

O único entrave é que a CVM restringe a compra direta desses títulos apenas a “investidores institucionais” (corretoras, fundos de investimento, instituições financeiras e outros administradores de carteira) ou a pessoas físicas com aplicações superiores a R$ 1 milhão (chamados também de “investidores superqualificados”). Quem deseja operar diretamente, nesse caso, não deve se esquecer que tais papéis possuem menor liquidez do que uma “Blue Chip” brasileira (ações de gigantes do mercado nacional, como Vale, Gerdau e Banco do Brasil).

E para quem tem menos de R$ 1 milhão?

Quem não se encaixa na qualificação estipulada pela CVM como “investidor superqualificado”, pode entrar em contato com agentes financeiros que trabalhem com esses títulos para aplicar em fundos de BDRs (alguns exemplos: Western Asset FIA BDR NIVEL I ou o XP Global Equity Managers FIM IE, que necessitam de um investimento mínimo de R$ 25 mil). A vantagem é que não será necessário abrir conta no exterior, tampouco enviar remessas de valores para outros países. A desvantagem é a falta de autonomia para montar um mix de investimentos e operá-lo de acordo com seu livre interesse.

Quanto à tributação, deve ser apurado o ganho de capital (diferença positiva entre preço de compra e o de venda) em cada operação, tributando-se 15% sobre esse valor. Há, ainda, a tributação sobre os rendimentos (lucros e dividendos), observando-se as alíquotas de uma tabela progressiva. O recolhimento dos tributos deverá ser feito via carnê-leão, até o último dia do mês subsequente.

Por fim, uma estatística interessante: em 2014, a negociação com BDRs cresceu 68%, o que mostra que o brasileiro está de olho na retomada da economia dos EUA.

Abrir uma conta em uma corretora norte-americana

Trata-se de um processo mais burocrático, mas que lhe dará um pouco mais de liberdade para negociar títulos presentes no mercado acionário dos EUA. Nesse caso, será necessário abrir uma conta de corretagem em um banco internacional de sua escolha, seguido da remessa de valor correspondente. Através dos brokers dessas instituições (sistemas que permitem a negociação direta das ações), é possível realizar operações de compra e venda de ações de empresas norte-americanas. Mas atenção: esse tipo de conta é diferente de uma conta-corrente, portanto, certifique-se de que esteja abrindo a conta certa!

E quanto à tributação?

Segundo a legislação fiscal dos EUA, estrangeiros de alguns países podem pleitear a isenção ou redução na tributação sobre ganho de capital por meio do preenchimento do formulário W-8BEN. O deferimento da isenção ou desconto pode ser efetivado aos investidores que residem fora dos EUA, desde que sejam oriundos de países que tenham acordo de imposto de renda com os EUA, caso do Brasil.

Entretanto, assim como na operação com BDRs, os ganhos de capital devem ser declarados junto ao Fisco brasileiro, ao que serão tributados normalmente (quando você compra ou vende ações nos EUA, o governo americano envia os dados para o Brasil, o que reforça a necessidade de ter atenção com os valores declarados). Após a repatriação do valor, é necessário gerar uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), pagando imposto de 15% sobre o rendimento da operação. Ah, não se esqueça de que o lucro inclui a flutuação do dólar envolvida durante a operação! Ou seja, quem comprou ações com dólar baixo e as vendeu com dólar mais alto, deve incluir o ganho com o câmbio na tributação.

A tributação com os rendimentos (lucros e dividendos) também deve seguir os mesmos procedimentos da operação com BDRs. Caso o investidor seja um norte-americano ou um brasileiro com green card, a incidência de impostos varia a depender da finalidade, do dinheiro investido e do tempo de aplicação (se o investimento se destinar, por exemplo, à aposentadoria ou ao pagamento das despesas educacionais dos filhos, pode ser concedido algum desconto.

Desde 2010, a BM&FBovespa facilitou a negociação de ações de empresas dos EUA por parte do cidadão comum. Entretanto, é preciso lembrar a importância de contar com o auxílio de um assessor de investimentos, que lhe apresentará estratégias de investimento compatíveis com seu perfil, acompanhará o desempenho de sua carteira e o orientará com relação às obrigações tributárias devidas.

Ficou com alguma dúvida sobre como comprar ações nos EUA? Então não se esqueça de baixar O guia completo para investimentos no exterior, que aprofundará ainda mais os assuntos tratados aqui! Boa leitura e até a próxima!

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About the Author

Jonathan B Camargo, Co-Fundador e assessor de investimentos na New York Capital empresa de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.