Fundos DI, Como e Quando Investir para melhorar sua Rentabilidade? | London Capital

Fundos DI, Como e Quando Investir para melhorar sua Rentabilidade?

By Tatiana Mallmann

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Fundos DI, o que são?

Você sabia que os Fundos DI são os mais seguros e com os menores custos entre os fundos disponíveis no mercado? E que este é o mais popular e procurado pelos investidores brasileiros?

Para quem quer diversificar os investimentos de forma conservadora, liquidez e sem abrir mão de um bom rendimento, os Fundos de Renda Fixa Referenciados DI podem ser uma alternativa interessante.

Neste post, iremos explicar o que significa um Fundo DI, vantagens, como investir, custos, e como decidir entre fundo DI ou Tesouro Direto.

 

O que são, quando e como Investir em Fundos DI?

Os fundos DI ou fundos referenciados DI são fundos de renda fixa por sua natureza, porém possuem diferenças significativas, mas você sabe quais são? Vamos nessa:

Fundos Referenciados DI

Descrita a principal distinção entre os fundos de renda fixa e os fundos referenciados DI, cabe explicitar as características específicas de cada uma destas classes. Como um fundo referenciado, a estratégia desta última é de replicar o retorno de um índice de referência, no caso o CDI/Selic.

Os fundos DI devem ter, no mínimo, 95% de seu patrimônio aplicado em títulos de renda fixa que seguem a performance do índice referência (CDI), enquanto o montante não aplicado nestes parâmetros deve ser aplicado somente em operações permitidas aos fundos de curto prazo.

Fundos Renda Fixa

Já a classe de fundos de renda fixa, maior entre os fundos de investimentos acompanhados pela AMBIMA é composta por quatro subclasses:

  • Renda Fixa Simples;
  • Renda Fixa Índices;
  • Renda Fixa Crédito Livre;
  • Renda Fixa Investimento Exterior;

Sem detalhar as especificidades de cada uma das subclasses, os fundos de renda fixa, assim como sugere a intuição, buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, sem admitir estratégias que impliquem em risco de variação cambial ou de renda variável.

 

Vantagens dos Fundos DI

  1. Rendem muito próximo ou pouco acima do CDI;
  2. Possuem baixíssimo risco;
  3. Tem liquidez diária (pode ser sacada a qualquer momento);
  4. Não precisa fazer aniversário como a poupança para render;

 

Desvantagens dos Fundos DI

Alguns investimentos com um pouco mais de risco já superam o CDI, enquanto os fundos DI ou Fundos Referenciados DI, dificilmente conseguem superar o CDI

Ou seja, existem oportunidades melhores em fundos de renda fixa ou fundos de crédito privado que podem ser uma excelente alternativa para você.

 

Liquidez dos Fundos DI

Boa parte dos fundos DI conta com a chamada liquidez diária. Isso significa que você pode sacar o montante investido a qualquer momento. Mesmo assim, na hora de escolher um fundo, caso você precise de liquidez, é importante estar atento às regras para o resgate.

Essa característica faz com que esse tipo de fundo seja usado como um instrumento para formar uma reserva de emergência, além de contribuir com objetivos de curto prazo, por exemplo, uma viagem daqui a um ano, ou a troca de um carro. Mesmo com a facilidade, é preciso observar o custo antes de começar a investir.

 

Custos dos Fundos DI

Assim como em qualquer fundo de investimento, ao investir em fundos DI, o investidor precisa arcar com a chamada taxa de administração, cobrada para remunerar as instituições envolvidas na gestão, administração e distribuição do fundo.

Muitos fundos DI disponíveis no mercado permitem investir com pouco dinheiro, mas compensam essa aparente “facilidade” com elevadas taxas de administração

A taxa média cobrada por fundos de renda fixa (fundos DI fazem parte dessa classe de ativos) é de 1,03% ao ano, segundo dados da Anbima referentes a setembro de 2016. Mas não é incomum encontrar fundos com mordidas maiores – há casos em que a taxa de administração chega a 4%, alguns exemplos são o HiperFundo Bradesco ou o Santander Classic Renda Fixa Ref. DI.

Muitos fundos DI disponíveis no mercado permitem investir com pouco dinheiro, mas compensam essa aparente “facilidade” com elevadas taxas de administração. Também há casos de fundos com taxas baixíssimas que, em contrapartida, exigem aportes mínimos mais altos.

Como a gestão desse tipo de fundo costuma ser mais simples em relação a outras modalidades, não há incidência de taxa de performance (cobrada para remunerar o gestor quando o mesmo apresenta bom desempenho, superando o índice de referência, conhecido como benchmark).

 

Tributação dos fundos DI

Como em qualquer tipo de fundo, também há a mordida do Leão no caso dos fundos DI. O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos conforme o prazo da aplicação e o investidor paga o tributo no resgate dos recursos.

Por exemplo, fundos de curto prazo – cuja carteira tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias – estão sujeitos à cobrança do IR de acordo com as seguintes alíquotas:

  • 22,5%: investimentos com prazo de até 180 dias;
  • 20%: investimentos com prazo de 181 dias até 360 dias;

 

Para fundos com prazo médio igual ou superior a 365 dias, a tributação também segue uma tabela regressiva:

  • 22,5%: investimentos com prazo de até 180 dias;
  • 20%: investimentos com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5%: investimentos com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15%: investimentos com prazo de acima de 720 dias.

 

Come-cotas

O Imposto de Renda é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, em um sistema chamado de “come-cotas”. Para esse recolhimento é sempre usada a menor alíquota de cada tipo de fundo, ou seja, 20% para fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

 

IOF

Ao fazer uma aplicação e resgatar em menos de 30 dias, você estará sujeito à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nesse caso, a alíquota varia de 96% a 0% dos ganhos, dependendo do número de dias decorridos entre a aplicação e o resgate. A partir do 30º dia, não há mais a incidência desse imposto

Qual a Rentabilidade dos Fundos DI?

A maioria dos Fundos DI só investe em Títulos do Tesouro Nacional do tipo LFT (como já expliquei acima).

Estes títulos rendem 100% da SELIC – que é a taxa básica de juros da economia e servem de parâmetro para os negócios feitos com o Governo.

Porém, a base de comparação para investimentos e negócios entre pessoas físicas e jurídicas é o CDI – que flutua em torno da SELIC mas que tem basicamente o “mesmo percentual/valor”.
Assim os títulos comprados por um fundo DI vão render 100% do CDI.

Depois disso os fundos têm os seus custos (principalmente com taxa de administração) que giram entre 0,3% (fundos mais baratos e rentáveis) e 3,5% (fundos mais caros e menos rentáveis) de forma que os fundos rendem entre 80% e 100% do CDI.

Bons Fundos DI rendem entre 97% e 105% do CDI.

Veja alguns exemplos de bons fundos DI – Dados de Outubro/17

Resumindo: como não compram ativos de risco, dificilmente ultrapassam os 100% do CDI devido a cobrança das taxas de administração.

Os poucos fundos que atingem esse percentual são aqueles que conseguem fazer bom uso dos 5% que podem ser investidos fora dos títulos SELIC.

De forma que esta rentabilidade a mais, acaba sendo utilizada para pagar as taxas de administração, que nos bons fundos acaba sendo de no máximo 0,5% ao ano.

 

 

Comparativo entre dois fundos DI, um com baixa taxa de administração e outros dois com alta taxa de administração

Os Fundos DI são uma excelente alternativa para aqueles investidores que tem seu dinheiro em CDBs de liquidez diária, já que muitos bancos não oferecem estes CDBs pagando perto de 100% do CDI.

Para quem não sabe, um CDB é um Título de dívida de uma empresa Financeira – Ex: Bradesco, ou seja, um empréstimo para o Bradesco.

Existem CDBs com liquidez diária que podem render até 100% do CDI. Para saber mais leia o nosso artigo sobre CDBs.

 

Fundo DI x Poupança – veja a comparação

Com a Selic no patamar de 14,25% ao ano, os Fundos DI continuam mais atraentes que a Poupança na maior parte dos casos, mesmo com a incidência de IR e a cobrança de taxa de administração.

No cenário atual com juros abaixo de 9,25% ao ano e rentabilidade da Poupança é de 6,17% ao ano (ou 0,5% ao mês) acrescidos da taxa referencial, o cenário muda e você que ainda está investindo em Fundos DI nos principais bancos do Brasil está investindo pior do que a poupança

Veja tabela abaixo:

Os campos de cor verde indicam quando o retorno dos Fundos DI é maior que o da Poupança.

Já nos campos de cor vermelha, a rentabilidade da Poupança é mais vantajosa.

 

Fundo DI x Tesouro Direto – veja a comparação

Os Fundos DI possuem carteiras compostas essencialmente por títulos do Tesouro Selic (LFT). Por serem referenciados buscam replicar a oscilação do CDI, que costuma ser bastante próxima da taxa Selic.

Já no Tesouro Direto, qualquer um pode investir através de uma plataforma online, abrindo uma conta de investimentos em uma corretora (veja qual a melhor corretora de valores para você). E assim como nos fundos DI o investimento mínimo no Tesouro Direto é mais acessível que em outros investimentos.

Uma diferença significativa entre os dois é que os títulos do Tesouro Direto podem ser utilizados como margem de garantia para operações na bolsa de valores, o que é uma grande vantagem para rentabilizar o seu capital. Já os Fundos DI não oferecem essa possibilidade.

Com relação aos títulos do Tesouro Direto, existem algumas taxas cobradas como:

  • Taxa de custódia anual, de 0,30%;
  • Taxa de negociação por operação, de 0,10%;
  • Taxa de administração estabelecida pela corretora.

 

Há ainda corretoras que não cobram a taxa de administração. Acerca da tributação, não há come-cotas quando se compra uma LFT (Tesouro Selic).

Portanto você pode escolher:

  • Fundos DI com baixas taxas de administração (menores que 1% ao ano), já que são mais simples de investir operacionalmente;
  • Ou títulos do Tesouro Direto em que as taxas podem ser um pouco menores que as dos fundos, caso saiba operar sozinho.

As aplicações em Fundos DI são seguras?

A pergunta acima é importante, pois a segurança anda de mãos dadas com a o histórico de rendimento do fundo. Como assim?

Quanto melhor o histórico de ganho de um investimento, menor o risco. Isso aumenta as chances de que você tenha rentabilidade real.

Como os ativos envolvidos nos Fundos DI envolvem títulos públicos federais, você pode esperar rendimentos reais, mesmo que gradativos, a médio e longo prazo.

Por outro lado, outros tipos de investimento têm regras mais moderadas e, por outro lado, mais riscos de perda. Assim, a pergunta mais importante antes de entrar de cabeça em outros tipos de investimento é:

O histórico apresenta riscos ou segurança?

Os Fundos DI oferecem a oportunidade de aplicações mais rentáveis e tenho certeza de que a princípio você prefere uma postura financeira mais conservadora. Com o tempo, sua experiência e sucesso em investimentos poderá levá-lo com mais segurança a investimentos tão seguros quanto os fundo DI e que tenham melhor rentabilidade como os fundos de renda fixa, por exemplo.

 

Quando Investir em Fundos Referenciado DI ou Fundo DI?

Quando você precisa deixar o dinheiro livre para sacar a qualquer momento e quer rendimentos superiores aos da poupança.

Normalmente em qualquer alocação de investimentos sugerida, sempre indicamos que no mínimo uma pequena parte para emergências da reserva de um investidor esteja em Fundos Referenciados.

Veja no gráfico abaixo um comparativo entre o CDI (linha preta), três fundos Referenciados e um fundo Curto Prazo. Notem a diferença de rentabilidade destes fundos.

 

Quem deve usar e como usar os Fundos DI na sua carteira de investimentos?

Normalmente, quem investe em fundos DI são aquelas pessoas que desejam ter, em curto prazo, um bom lucro — mas sem muitos riscos. Quem quer investir, mas não quer esperar 20 ou 30 anos para ver o rendimento do dinheiro aplicado. Conhece alguém assim?

Basicamente, são os fundos a serem investidos por quem está começando a explorar o universo das aplicações, e que deseja ter segurança nessas primeiras iniciativas.

E é claro que isso não exclui os perfis mais experientes e seguros, já que os títulos públicos são uma forma segura de gerar lucro para o seu capital inicial aplicado. Afinal de contas, quem não quer ganhar dinheiro?

Vou te mostrar situação que vejo sempre pessoas investindo em Fundos DI e vou lhe explicar se a situação está correta ou não e o porquê disso, ok? Assim ficará fácil para você entender se você se enquadra em uma destas situações.

 

Opção A – Sua reserva de emergência está em um fundo DI caro do banco?

Em 2013, o ano de menor taxa Selic da história brasileira, 209 dos 304 fundos DI que estão hoje aí na praça – ou 70 por cento do total – perderam para a poupança. Isso para aplicações de curto prazo (para menos de seis meses).

Àquela altura, 244 bilhões de reais estavam em fundos que renderam tão pouco que nem chegaram a entregar retorno de poupança. Você estava entre eles? Quer estar de novo? Não?

Entendo que você queira manter o mesmo nível de risco para sua reserva de emergência. E agora, quem poderá te defender? Você precisa já de um fundo DI com taxa de administração menor.

Seu fundo DI precisa ter taxa menor do que 1 por cento. E eu vou provar isso a você!

Escuto economistas conceituados projetarem a meta para a Selic em 8 por cento ao ano (já ouvi menos). Tire a taxa de administração de 1 por cento (em matemática essa conta é uma divisão). Você tem 7,92 por cento, certo? Tiro o imposto para saque em menos de seis meses, de 22,5 por cento, porque é a reserva de emergência…

Deu 6,13 por cento. Pronto. Perdeu para a poupança, em um piscar de olhos.

 

Opção B – Todo seu patrimônio está em um fundo DI barato

Você está errado também. O fundo DI deve ser o destino da sua reserva de emergência. O que é isso? Vamos abrir espaço para o Walter Poladian, assessor de investimentos certificado pelo CFP:

“Varia de uma pessoa para a outra, mas, prioritariamente, sugiro juntar o valor equivalente a três a 12 vezes os seus gastos mensais em uma aplicação de altíssima liquidez (possibilidade de resgate imediato) e baixíssimo risco”.

Se você tem mais do que isso no fundo DI, é hora de começar a pensar em colocar um pouco de dinheiro no risco, uma vez que seu retorno vai diminuir bastante. Que tal um fundo de crédito privado para começar? Ou um multimercado? Ou um fundo de ações?  Ou talvez um pouco de cada e que você fique confortável e com ótimos rendimentos?

 

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Opção C – Somente sua reserva de emergência está em um fundo DI barato

Se você está nesta opção é um ótimo passo, mas tenho uma má notícia para você: sua reserva vai começar a render menos de agora em diante. Se quiser manter a rentabilidade atual, você pode preservar o sagrado colchão de liquidez, e pensar em tomar um pouco mais de risco no restante do patrimônio.

 

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Como fazer investimentos em Fundos DI

Para começar a investir podendo utilizar o seu dinheiro a qualquer momento que precisar, o primeiro passo é optar pelo fundo que seja coerente com os seus objetivos.

Após essa etapa inicial é necessário buscar informações para conhecer os procedimentos que a instituição financeira de sua escolha determinou para realizar suas aplicações.

Geralmente as empresas solicitam cópia de documentos pessoais, um cadastro preenchido e, em alguns casos, a abertura de uma conta-corrente ou de investimento.

 

Como Investir Em Fundos DI Com Maior Rentabilidade?

É importante saber que, em se tratando de fundos, o mote é: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Isso quer dizer que se um fundo teve uma performance excelente nos últimos 12 meses, não há como garantir que a rentabilidade nos próximos meses será a mesma ou melhor.

Contudo, as gestoras de fundos tradicionais e com bom histórico de desempenho são bastante confiáveis e trabalham com equipe altamente qualificada.

É importante ter claro também que um investimento conservador e de baixo risco trará rendimentos menores que aplicações que possuem um risco médio ou alto.

Mas você pode se perguntar. Por que investir em algo que pode render menos, se há um produto que pode ter rendimentos superiores?

A resposta é: muitos investidores abrem mão de uma alta rentabilidade em troca da disponibilidade do dinheiro a qualquer momento, com um rendimento regular, sem o risco de sofrer grandes oscilações.

Esse é o caso do fundo DI – uma alternativa segura de ter um investimento rendendo e sempre à mão.

 

Espero que tenha gostado deste artigo, se gostou aproveite para compartilhar. Se tiver dúvidas, use a seção de comentários no final da página e claro se quiser conversar com os autores deste blog para saber como investir melhor seu dinheiro é só usar este link: http://londoncapital.com.br/converse-conosco

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.