Fundos de Crédito Privado - Estratégia Conservadora de Longo Prazo | Blog London Capital

Fundos de Crédito Privado – Estratégia Conservadora de Longo Prazo

By Tatiana Mallmann

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fundos de crédito privado


Fundos de crédito privado como estratégia de investimento, é uma boa opção? A resposta a essa pergunta depende da sensibilidade do investidor em relação a alguns fatores: prazo e liquidez, rentabilidade e risco.

Antes de seguir lendo este artigo quero te convidar a baixar o [EBOOK] Fundos de Investimentos.

É um PDF para download gratuito que será enviado diretamente para sua caixa de e-mail. Neste ebook você vai poder compreender mais afundo sobre o assunto deste artigo com estratégias e dicas práticas para você usar no dia-a-dia como investidor.

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Antes de explicar os fatores citados, uma breve explicação do que pode ser configurado como Fundo de crédito privado.

O que são Fundos de Crédito Privado?

Os fundos de crédito privado são aplicações nas quais investem boa parte de seu capital em títulos de renda fixa de empresas privadas.  Segundo a CVM, o fundo deve ter mais de 50% do seu patrimônio nesses títulos privados para obter a classificação de fundos de crédito privado. Sendo mais recorrentes em fundos de Renda Fixa e Multimercados.

O investidor que aplicar nestes fundos estará emprestando seu dinheiro para instituições privadas em troca de receber juros ao longo do tempo.

E o que é Crédito Privado?

Bom, primeiramente, quando falamos em crédito, estamos dizendo que alguém emprestou dinheiro para outrem.

O investidor abriu mão de seu capital por um tempo e em troca recebeu a promessa de pagamento, devidamente descrita em um título (o chamado título de renda fixa).

No mundo dos investimentos, sempre quando falarmos em renda fixa, estaremos nos referindo a uma relação devedor-credor.

Renda fixa é assim denominada porque as condições de rendimento já estão predeterminadas em uma relação contratual.

Diferentemente da renda variável, onde não há rendimentos pré-acordados e garantidos por ninguém.

Já a palavra privado se refere ao emissor, também denominado ‘devedor’. Os emissores de títulos podem ser públicos (governo Federal, Estadual) ou privados (empresa ou uma pessoa física).

Neste artigo, quando nos referirmos a emissor privado, estaremos tratando necessariamente de empresas.

Sendo assim, um fundo de crédito privado é um fundo de investimento que contém mais de 50% de seu patrimônio investido em títulos de renda fixa emitidos por emissores privados.

 

Quais os Riscos de Investir em Fundos de Crédito Privado?

Um fundo de crédito privado tem objetivo de alcançar rentabilidade superior ao CDI. De forma geral, os investimentos funcionam assim;

⇒   Quanto maior o objetivo, maior o risco e menor é a liquidez.

O risco principal será o risco de crédito. Emissores de títulos de créditos privados são avaliados por empresas especializadas em análise de risco.

A análise é referente as condições econômicas e financeiras das empresas emissoras. Com isso, essas recebem um rating (uma nota) que traduz a capacidade de cumprir suas obrigações no prazo acordado.

Naturalmente, um fundo de crédito privado possui risco de crédito. Por risco de crédito podemos entender como o risco do calote, de inadimplência. Esse risco pode ser reduzido por meio da diversificação dos emissores e da análise de crédito.

Um bom fundo de crédito possui um grande número de emissores em carteira. Para entendermos esse aspecto, considere os dois fundos hipotéticos abaixo:

Fundo 1 tem o patrimônio dividido da seguinte maneira:

Concentração
Emissor 1 40%
Emissor 2 30%
Emissor 3 20%
Emissor 4 10%

Fundo 2 tem o patrimônio dividido da seguinte maneira:

Concentração
Emissor 1 7%
Emissor 2 4%
Demais menor que 2%

Qual é o fundo com maior risco de crédito?

Sem levarmos em consideração a probabilidade de calote (medida pela análise da qualidade do crédito dos emissores), logicamente que o fundo 1 apresenta maior risco, tendo em vista que o patrimônio líquido dele é concentrado em apenas 4 emissores.

Já o fundo 2, por dedução, possui mais de 40 emissores, pois 89% do patrimônio está distribuído em emissores que individualmente não somam mais de 2% da carteira do fundo, cada um.

O fundo 1, de uma hora para outra, pode amanhecer com uma perda patrimonial de 40% (se o Emissor A quebrar).

O fundo 2, de uma hora para outra, pode amanhecer com uma perda patrimonial muito menor, de “apenas” 7%.

Veja como um fundo com maior diluição entre mais emissores é mais seguro.

Agora, para ilustrar esse problema de concentração com um fundo real, observe as cotas do fundo “Banrisul Flex Credito Privado”:

fundos de crédito privado - riscos

 

Em janeiro de 2015 a empresa de engenharia OAS, envolvida na Operação Lava Jato e até então considerada de baixo risco pelo mercado, deixou de realizar o pagamento de suas debêntures.

Vários fundos de crédito privado de grandes e renomadas gestoras tiveram suas cotas afetadas por esse acontecimento, inclusive o fundo Banrisul Flex Credito Privado.

Bom, a perda do fundo felizmente não foi tão grande. De um dia para o outro, o fundo perdeu aproximadamente 0,6% do seu patrimônio, justamente o tamanho da sua exposição nesse único emissor.

Observe, caro leitor, como a não-concentração foi particularmente importante nesse caso.

Existem fundos no mercado que possuem mais de 100 emissores. Procure fundos pouco concentrados para diminuir o risco de um grande impacto decorrente de um único calote.

Outra forma de diminuir o risco de um fundo de crédito é a compra de papéis de renda fixa de emissores bons e confiáveis.

Essa escolha pode ser determinada pelos gestores dos fundos ou pelo próprio regulamento do fundo ao determinar a qualidade do crédito a que o fundo se propõe a comprar.

A qualidade do crédito, ou, em outras palavras, o risco do emissor, pode ser medido com o auxilio das agências classificadoras de risco.
Isso é chamado de Rating.

Podemos citar a Standard and Poors, a Fitch e a Moody´s.

Essas agências são pagas (pelos emissores, pelos compradores de títulos, entre outros) para emitirem suas opiniões sobre a confiabilidade e o risco de calote de determinado emissor.
Quando maior é a qualidade de crédito de um emissor, menos ele irá render, e vice-versa.

Por que isso? Porque se a empresa é classificada como mais confiável, oferecerá menor perigo de inadimplência e então os juros oferecidos pelo risco menor, são também menores.

 

O risco de um fundo de crédito é unicamente o risco de crédito?

Não. Os fundos de crédito privado podem estar expostos a outros tipos de risco, como de liquidez e de mercado.

O que é risco de mercado?

Risco de mercado pode ser definido como as oscilações de preço decorrentes de eventos que atingem sistematicamente todo o mercado. Por isso, também é conhecido como risco sistêmico.

O risco de mercado é,  dentre todos os diferentes riscos que incidem sobre um investimento, o mais conhecido. Isso porque ele reflete sobre grande parte dos investimentos e, principalmente, é o mais perceptível aos olhos do investidor.

Os eventos que provocam essas oscilações produzem efeitos que atingem, em menor ou maior grau, uma série de ativos diferentes, mesmo que estes ativos não mantenham uma forte correlação. Nesses casos, mesmo as estratégias utilizadas pelos investidores que diversificam suas carteiras não conseguem uma proteção eficiente dos seus recursos. A diversificação protege de riscos não sistêmicos, específicos do ativo, e não do risco de mercado.

O que é risco de liquidez?

Liquidez é a facilidade ou dificuldade em vender um ativo da carteira do investidor. Um exemplo  são os investimentos de renda fixa comparados a um imóvel. O nível de liquidez, nesse caso, é maior no primeiro caso. E em momentos de crise, os investimentos de alta liquidez se saem melhor do que os de baixa.

Outro exemplo é o grau de liquidez entre uma Ferrari e um Gol, da Volkswagen. Por mais atrativo que seja o primeiro, o seu preço faz com que revendê-lo seja muito mais complicado do que o Gol, um carro popular e fácil de revender pelo seu preço mais acessível.

Mas é possível fazer com que esse risco trabalhe a favor do investidor. Uma parte das suas aplicações deve ser direcionada para o longo prazo, para que você possa aplicar em produtos de menor liquidez e se beneficiar do maior retorno que eles oferecem.

Hoje, há fundos de investimentos como os fundos de crédito privado, ações, imobiliários entre outors que propiciam esta oportunidade. A questão é você definir quanto precisa aplicar em produtos com liquidez e quanto pode aplicar em produtos de baixa liquidez.

 

Quem deve investir em Fundos de Crédito Privado?

O investidor deve definir se sua aplicação terá estratégia de longo prazo ou curto, a depender da sua necessidade de liquidez. Esse é um parâmetro importante no processo de decisão de investimento, que afeta diretamente a rentabilidade.

Uma aplicação em fundo de Crédito Privado é mais interessante para uma estratégia de longo prazo. A explicação é que se a aplicação for em ativos de prazos maiores, consegue-se trabalhar com ativos mais rentáveis. A rentabilidade dos títulos de crédito privado com prazo de aplicação de um ou dois anos são bem melhores que outros com prazos menores.

Assim, pode-se alcançar um retorno maior, com um pouco mais de risco. Outra explicação é que é importante que se tenha prazo para diluir o risco.

Quanto a liquidez, os resgates nesse tipo de fundo tendem a ser mais longos. Pode ter prazo de liquidação de D+15, D+30, D+45, D+180, D+360.

 

 

O que analisar na seleção de Fundos de Crédito Privado?

Como esse tipo de fundo investe nos mais variados tipos de ativos e de diversos riscos, é importante conhecer bem tanto o fundo, como o gestor.

Analise as informações disponíveis na lâmina do fundo. É possível encontrar o objetivo do fundo, a política de investimentos, a composição da carteira, prazo de resgate, taxas cobradas e a rentabilidade histórica. Assim, é possível ter uma boa ideia do funcionamento do fundo.

Com essas análises, o investidor consegue investir em um fundo que esteja alinhado ao seu perfil e o seu objetivo.

Quando o investidor for analisar um fundo de crédito privado é importante que ele se atente:

Ao tamanho da exposição do fundo aos títulos dessa categoria

  1. Ao quão criterioso o gestor foi ao selecionar as empresas emissoras (observe as notas de crédito dadas pelas agências de classificação de risco)
  2. Ao histórico de performance do fundo (se “bate” o CDI consistentemente ano a ano)
  3. Credibilidade do administrador do fundo

A tabela a seguir mostra as escalas de risco das três principais agências de rating – Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s. Em ordem, de cima para baixo, estão as notas de crédito, do menor para o maior risco.

O momento atual, de crise econômica no Brasil, exige do investidor maior cautela.

Um diferencial positivo do fundo de crédito privado é a diversificação, dado que ele pode investir em títulos de diversas empresas distintas e diluir, portanto, o risco. Hoje o mesmo fundo do gráfico acima apresenta retorno de 99,84% do CDI nos últimos 12 meses. Mas para ter rendimento próximo ao CDI, com risco menor e sem o come-cotas, prefiro investir em Tesouro Selic.

O fundo de crédito privado pode ser uma alternativa de investimento dentro do seu portfólio para buscar ganhos acima do CDI, mas analise todos os fatores que mencionei acima e verifique o histórico de rentabilidade do fundo para ver se possui uma boa relação risco x retorno.

O que achou dos fundos de crédito privado? São ou não uma boa opção de investimentos para o longo prazo? Deixe suas respostas nos comentários.

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.