Como Escolher os Melhores Fundos Multimercados - 8 Dicas Práticas | Blog London Capital

Como Escolher os Melhores Fundos Multimercados – 8 Dicas Práticas

By Jonathan Camargo

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como escolher fundos multimercados

Historicamente, os gestores de fundo multimercado no Brasil ganham mais em períodos de cortes de juros. Eles aproveitam bem as arbitragens entre diferentes vencimentos, usam alavancagem, aumentam e reduzem posições para se aproveitar dos movimentos de curto prazo. Tanto é que nos últimos 12 meses muitos tiveram ganhos que ultrapassaram 150% do CDI.

A partir de agora, os juros devem se estabilizar próximo aos 6,5% e os ganhos dos multimercados podem diminuir um pouco. O que não significa que seja a hora de desistir desse tipo de aplicação.

O multimercado é importante na sua carteira justamente pela flexibilidade na troca rápida de posições dos ativos e pela diversificação que proporciona, uma vez que é um fundo onde se pode investir em todo os tipos de ativos: Bolsa de Valores, moedas, renda fixa, ouro e aplicações no exterior, por exemplo.

Os multimercados exigem paciência, porque os gestores têm teses de investimentos e elas levam tempo para se realizarem. Por isso, é bom ter um prazo de investimento de pelo menos dois ou três anos.

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O que são fundos multimercados?

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade responsável por regulamentar e fiscalizar o mercado financeiro, divide os fundos de investimento em quatro classes. Três delas têm regras bem definidas:

  • os fundos de renda fixa, que precisam ter pelo menos 80% de seus investimentos em títulos desse tipo;
  • os fundos de ações, que têm 67% dos seus investimentos no mercado de renda variável, como ações e outros ativos ligados a elas;
  • os fundos cambiais, que são obrigados a ter 80% de sua carteira ligados a moedas.

A quarta categoria é a dos fundos multimercados. Eles não precisam seguir nenhuma dessas exigências, podendo investir de maneira livre, usando todas essas classes de ativos em qualquer proporção. Tudo depende da estratégia definida pelo regulamento do fundo.

Para que servem os Fundos Multimercados?

Fundos multimercados podem ser tão conservadores quanto os de renda fixa ou até mais arriscados do que fundos de ações. Cada um tem seus próprios objetivos e estratégias.

Simplificando, podemos dizer que os fundos multimercados de baixa volatilidade podem servir melhor para objetivos de curto e médio prazo, como compras de bens de alto valor ou pagamento da faculdade de um filho, e para investidores mais conservadores.

Já os fundos multimercados de alta volatilidade são mais indicados para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, e para investidores de perfil mais arrojado. Entretanto, vale a pena conhecer mais detalhes sobre a estratégia empregada pelo fundo. Falaremos mais sobre isso em um próximo tópico.

Quais são suas vantagens?

A liberdade dada aos fundos multimercados confere a eles grandes vantagens sobre as outras classes de fundos. Em primeiro lugar, é um investimento muito fácil — basta aplicar seu dinheiro no fundo e um gestor especializado se encarrega de comprar os ativos financeiros. Esse gestor pode usar uma estratégia bastante complexa e elaborada, pois terá ao seu dispor toda a soma de recursos do fundo.

Essa estratégia, muitas vezes, é inacessível para quem tem pouco dinheiro, não conhece os detalhes do mercado financeiro e não tem tempo disponível para acompanhá-lo — como é o caso da grande maioria dos investidores pessoa física.

Além disso, como os fundos desse tipo não precisam cumprir exigências mínimas em tipos específicos de ativos, eles podem se adaptar melhor às diferentes situações da economia. Alguns deles conseguem até mesmo atravessar períodos de crise sem grandes perdas.

Quais são seus riscos?

Os riscos dos fundos multimercados variam bastante de um para outro. Um fundo pode ter uma exposição praticamente idêntica à de um fundo de renda fixa, enquanto outro pode ser até mais arriscado que um fundo de ações.

Além disso, da mesma forma que esses fundos podem atravessar períodos de crise com relativa tranquilidade, eventos inesperados podem surpreender a estratégia traçada pelo gestor e causar grandes perdas.

No entanto, como são mais indicados para prazos médios e longos, quedas e oscilações momentâneas podem ser recuperadas — basta esperar o momento certo para resgatar.

Também é preciso ficar atento ao uso da alavancagem. Explicando de uma forma simples, essa técnica consiste em aplicar um valor maior do que o patrimônio do fundo.

Isso pode resultar em ganhos expressivos, mas também expõe o investidor ao risco de perdas consideráveis, o que pode, em casos extremos, obrigar os cotistas do fundo a colocar dinheiro para ressarcir os prejuízos. É um evento raro, mas que pode acontecer.

Por fim, vale lembrar que fundos de investimento não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade privada responsável por cobrir calotes em investimentos de renda fixa— mas isso, na verdade, não representa um risco de crédito maior.

Como Escolher os Melhores Fundos Multimercado

Antes de embarcar em qualquer fundo multimercado, é preciso ficar atento a alguns pontos e assim fugir das enrascadas. Veja o que analisar:

• Avalie o histórico de longo prazo do fundo;
• A forma de trabalho da equipe;
• Se o gestor é capaz de navegar em diferentes cenários e ativos;
• Se a equipe e o gestor estão alinhados com o seu objetivo;
• Leia o regulamento do fundo para ver se as estratégias do multimercado escolhido estão alinhadas com você;
• Considere os valores mínimos para investimento e para cada novo aporte;
• Também é preciso considerar as taxas de administração e performance;
• Se quiser mais de um multimercado na carteira, escolha fundos com perfis de gestores diferentes para mesclar estratégias.

 

A seguir, confira alguns pontos para prestar atenção ao escolher um fundo multimercado para investir:

1) Tipo de fundo multimercado

Fundos multimercados são indicados para investidores com perfil moderado ou arrojado, jamais para investidores conservadores que não toleram perda alguma de dinheiro, mesmo temporária. A volatilidade faz parte do jogo.

Em geral, o risco é intermediário entre os fundos de renda fixa e os de ações, mas alguns multimercados chegam a ser ainda mais arriscados que alguns fundos de ações. Por isso, ao escolher um fundo multimercado, é preciso conhecer o seu tipo e, consequentemente, o seu risco.

Procurar fundos que invistam uma parcela maior em ações, não somente em juros e moedas, para aproveitar o que eles têm de melhor: a chance de rentabilidade maior, no longo prazo e não somente em momento de queda de juros.

Temos visto um aumento da exposição dos investidores à renda variável e é daí que virão os maiores retornos.

Fundos que investem muito em dólar podem ser mais arriscados do que os que aplicam majoritariamente em ações, já que a moeda costuma ter muitos altos e baixos, a famosa volatilidade, muito mais que a bolsa de valores.

2) Estratégia do gestor

Além dos tipos de ativos, os fundos multimercados podem ter estratégias completamente diferentes. Eles podem optar pela melhor estratégia de acordo com o cenário econômico, adotar diversas estratégias, investir em vários multimercados ou fazer uma única estratégia.

Para investidores iniciantes em fundos multimercados, recomenda-se os Fundos Macro. Ao usar essa estratégia, o gestor do fundo analisa o ambiente macroeconômico do fundo para investir em ações, títulos públicos, títulos de crédito privado, moeda estrangeira ou no mercado futuro, por exemplo. Basicamente, escolhe os melhores ativos de acordo com o momento.

Alguns fundos multimercados fazem alavancagem, ou seja, investem uma quantia maior do que o seu valor patrimonial para conseguir ganhos lá na frente. No entanto, quem está começando deve fugir desse tipo de fundo, para evitar o risco de perder dinheiro além do valor investido.

3) Taxa de volatilidade

A taxa de volatilidade é um percentual que mostra o quanto o retorno de um fundo por variar, para cima ou para baixo, da média de rentabilidade. Quanto maior for a volatilidade, mais estômago o investidor tem que ter para encarar os balanços no curto prazo, mas maior a chance de ter retornos mais altos.

A taxa de volatilidade abaixo de 3% é considerada baixa; de 3% a 10%, média; e acima de 10%, alta.

4) Taxa de administração e de performance

Em geral, os fundos multimercados cobram duas taxas do investidor, que comem um pedaço da rentabilidade: a taxa de administração  e a taxa de performance.

A taxa de administração é a remuneração fixa paga pela prestação de serviços de gestão e administração do fundo. Segundo a Anbima, a taxa de administração média cobrada pelos fundos multimercados é de 1,79%.

Já a taxa de performance  remunera o bom desempenho do fundo, se ele alcançar determinado índice de desempenho, chamado de benchmark. Essa taxa é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo.

Recomendamos buscar fundos que cobram taxa de administração de, no máximo, 2%, e taxa de performance de, no máximo, 20% sobre o que exceder o índice que serve de parâmetro para o fundo.

5) Liquidez do fundo

A liquidez de um fundo é o prazo que ele demora para devolver o seu dinheiro, a partir do dia em que você solicita o resgate. Esse tempo é expresso em D+X, sendo X o número de dias corridos.

Diferente dos fundos de renda fixa, por exemplo, que normalmente têm liquidez diária, os fundos multimercados podem ter liquidez D+30 ou até D+180, em alguns casos. Por isso, preste atenção nos documentos do fundo se a liquidez se adapta à finalidade que o investimento terá para você.

De qualquer forma, vale lembrar que, para valer a pena, os fundos multimercados devem ser investimentos de médio a longo prazo, ou seja, de, no mínimo, três anos. Não conte com o dinheiro no curto prazo, para emergências.

6) Histórico do fundo

Por último, procure uma gestora com história no mercado, que tenha oferecido taxas de retorno consistentes nos últimos anos, não apenas recentemente. É o melhor jeito de avaliar a competência e a estratégia do gestor.

buscador de fundos da publicadora financeira Empiricus pode ajudar a garimpar as melhores opções de fundos. Online e 100% gratuito, inclusive para não clientes da Empiricus, o buscador tem alguns diferenciais em relação a outras ferramentas no mercado. Ele mostra, por exemplo, qual é a taxa de administração dos fundos, as dez maiores posições das carteiras e faz um comparativo lado a lado de até três produtos diferentes.

Dicas Práticas para Escolher Fundos Multimercados

Fundos Multimercados Mais Buscados

O buscador de investimentos Yubb levantou os dez fundos multimercados mais procurados por investidores em janeiro de 2018. Os fundos estão organizados por ordem decrescente de buscas. A pesquisa considera a rentabilidade até o dia 26 de janeiro.

Nome do fundo Rentabilidade em 12 meses Taxa de administração (ao ano) Prazo de resgate Valor mínimo
Ibiuna Hedge STH FIC FIM 24,60% 2% D+30 R$ 50.000
Pacifico LB FIC FIM 23,60% 2,30% D+30 R$ 10.000
Absolute Hedge FIC FIM 14,74% 2,50% D+30 R$ 5.000
Alaska Range Multimercado 7,15% 2,25% D+15 R$ 5.000
BTG Pactual Discovery FIM 20,26% 2% D+31 R$ 5.000
Mauá Macro FIC FIM Access 16,07% 0% D+30 R$ 5.000
BTG Pactual Explorer FIM 10,84% 1,75% D+5 R$ 5.000
CA Indosuez Infraestrutura Incentivado FIC FIM CP 12,94% 0,80% D+30 R$ 1.000
Órama BTG Pactual Hedge Plus FIC FIM 18,95% 0,60% D+30 R$ 1.000
DLM Hedge Conservador II FIM CP Multimercado 11,10% 0,60% D+0 R$ 3.000

Como funciona a tributação de Fundos Multimercados?

Nos fundos multimercados, além do Imposto de Renda (IR) com tabela regressiva, há o come-cotas, o que significa que o recolhimento da tributação não ocorre apenas no momento do saque, mas a cada seis meses. Os recolhimentos ocorrem nos últimos dias úteis de maio e novembro sob a alíquota de 15%.

Já na hora do saque, se você tiver pago o come-cotas, paga apenas o restante do imposto devido, conforme a tabela regressiva do IR. Assim se você sacar em menos de seis meses, paga 22,5% sobre o ganho de rendimento. Essa alíquota cai para 20% no período de seis meses a um ano. Já a alíquota de 17,5% é paga por quem saca entre um e dois anos. Porém, se o resgate for feito dois anos após o investimento, chega-se à menor alíquota, de 15%.

 

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Jonathan B Camargo, Co-Fundador do Blog London Capital e assessor de investimentos na New York Capital empresa de assessoria de investimentos que tem como objetivo exclusivo assessorar pessoas físicas de elevado patrimônio, holdings familiares e empresas de participações com alta disponibilidade líquida para investimentos, sempre valorizando a privacidade dos negócios, aliada à solidez da XP INVESTIMENTOS.