O Que São e Como Funcionam as Corretoras de Valores? | Blog London Capital

O Que São e Como Funcionam as Corretoras de Valores?

By Tatiana Mallmann

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O Que São e Como Funcionam as Corretoras de Valores?

Investir na Bolsa de Valores pode ser um grande negócio para quem tem paciência e não se preocupa tanto com a queda repentina dos preços de uma ação — o que é uma realidade no mercado. Nesse cenário, aparecem as corretoras de valores, instituições financeiras que atuam diretamente na Bolsa e podem auxiliar o investidor a ter o melhor retorno possível.

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O que são as Corretoras de Valores

Corretoras de valores são instituições financeiras voltadas para investimentos. Você abre sua conta em uma corretora como faz em um banco, mas para fins bem diferentes: uma corretora não oferece empréstimos, financiamentos, cartões de créditos ou pagamentos e, sim, opções para aplicar seu dinheiro e fazê-lo render.

O principal papel de uma corretora é atuar como intermediária na compra e venda de ativos financeiros. Elas são instituições autorizadas a atuar como uma ponte de ligação entre os investidores e a Bolsa de Valores na compra e venda de ações, mas também podem oferecer títulos públicos federais (negociados por meio do programa do Tesouro Direto) e títulos de crédito privados (como CDBs, LCIs, LCAsdebêntures, entre outros), cotas de fundos de investimento e várias outras opções.

Para fazer esse trabalho, as corretoras recebem uma autorização do Banco Central e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade criada para normatizar, fiscalizar, desenvolver e disciplinar todo o mercado financeiro relativo aos valores mobiliários. Esses são os títulos e contratos ofertados de forma pública que permitem ao investidor participar, criar uma parceria ou ser remunerado.

O que mais uma Corretora de Valores faz?

A função de uma corretora não acaba por aí. Elas também contam com equipes de economistas, responsáveis por analisar as perspectivas do mercado, das empresas cujos papéis são negociados na bolsa e da conjuntura econômica.

Essas instituições, então, produzem materiais para informar e orientar os investidores a tomar as melhores decisões possíveis. Por fim, as corretoras também podem atuar na gestão de fundos de investimento e carteiras de ativos.

Portanto, além de oferecer acesso à Bolsa de Valores, essas instituições são uma fonte essencial de conhecimento, tecnologia e segurança para tanto ajudar quem está começando no mundo dos investimentos como dar suporte para quem já tem experiência nesse ramo.

Investimentos com segurança e certificação

As corretoras de valores precisam de uma autorização do Banco Central (BACEN) para atuarem. O BACEN e outras entidades, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — autarquia ligada ao Ministério da Fazenda que regulamenta e disciplina o mercado de ações — e a B3 — empresa resultante da união entre a BM&FBOVESPA e a Cetip — supervisionam a atuação dessas instituições financeiras.

Além disso, a BM&FBOVESPA e a Cetip certificam as corretoras de acordo com suas boas práticas adotadas, alta qualidade dos serviços prestados, tecnologias utilizadas e procedimentos formais para garantia da segurança. Veremos mais sobre esses selos de qualidade posteriormente, quando explicaremos como escolher a instituição ideal para você.

Também é importante notar que a corretora opera na compra e na venda de ações e títulos, mas praticamente todos eles ficam custodiados em outras instituições.

As ações ficam registradas com seu nome e CPF na Câmara de Ações, novo nome da antiga Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), empresa da BM&FBOVESPA responsável pela guarda dos papéis negociados na bolsa.

O mesmo acontece com os títulos públicos do Tesouro Direto. Eles contam, ainda, com a garantia de pagamento do Tesouro Nacional.

Os títulos de crédito privados, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs), Letras de Câmbio (LCs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)do Agronegócio (CRAs) e debêntures ficam registrados na Cetip.

Isso tudo quer dizer que todos os seus investimentos estão sob custódia de entidades sólidas do mercado financeiro brasileiro e registrados com seus dados. Por isso, eles podem ser transferidos para outra instituição, em caso de eventuais problemas.

O Fundo Garantidor de Créditos

CDBs, LCIs e LCAs contam, ainda, com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade privada criada para assegurar a estabilidade do sistema financeiro, que cobre depósitos de até R$ 250 mil por CPF, caso o banco emissor do título passe por dificuldades financeiras para honrar seus compromissos.

Os tipos de Corretoras de Valores

As corretoras de valores podem tanto ser ligadas a um banco comercial, aquele em que você pode ter conta, quanto independentes, sem relação com qualquer banco.

A seguir, conversaremos sobre quais são as vantagens de escolher a segunda opção, as corretoras independentes. Continue lendo e entenda!

Quais as Funções de uma Corretora de Valores?

Basicamente, as corretoras de valores têm o papel fundamental de orientar o investidor e sinalizar boas oportunidades de negócios, sempre baseando-se no perfil do cliente e naquilo que ele deseja conquistar de retorno. Assim, as atividades dessas instituições financeiras dividem-se em quatro papéis:

  • divulgação de informações sobre preços de ações e outros títulos;
  • orientação sobre quando é mais adequado comprar ou vender determinados investimentos;
  • distribuição de produtos e serviços da Bolsa de Valores;
  • intermediação de negociações.

Assim, as corretoras de valores tornam-se fundamentais para adquirir e vender ações na Bolsa. Elas também repassam mais segurança ao investidor, que passa a ser amparado por um profissional e, devido a isso, tem menos chances de perder dinheiro com um investimento mal feito.

Dentro desse escopo, a corretora de valores oferece alguns serviços interessantes, como home broker (permite que o investidor negocie ações diretamente pela internet, acionando a corretora), gestão de recursos (como fundos, carteiras administradas etc.), relatórios analíticos sobre ações, entre outras possibilidades de o investidor fazer um investimento assertivo.

Como funcionam as Corretoras de investimentos? Elas são como supermercados?

Se você quiser um exemplo para entender o funcionamento de uma corretora de valores, a melhor maneira é imaginá-las como supermercados. Quando você entra em um estabelecimento desses, dá de cara com as prateleiras recheadas de produtos de diversas marcas, com diferentes preços e qualidades, não é mesmo?

Pois é, as corretoras funcionam assim. Porém, em vez dos produtos para a sua casa, alimentos ou bebidas, as prateleiras estão recheadas de fundos de ações, CDBs, títulos do Tesouro Direto e outras diversas modalidades de investimento, com taxas e rentabilidades distintas.

Basta escolher qual é a melhor para você, com base na sua disposição para buscar rentabilidade.

O banco, por outro lado, seria como uma loja que só vende uma marca.​ 😉

A importância de diversificar

Se você já pesquisou sobre investimentos, certamente ouviu falar sobre a importância de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Mas já parou para pensar no que isso significa?

Ao colocar todos os seus ovos em uma mesma cesta, você assume a possibilidade de todos se quebrarem ao mesmo tempo se houver qualquer acidente com ela. E é isso que ocorre no mercado de investimentos.

Se você aplica todo o seu dinheiro em apenas uma classe de ativo, corre o risco de sofrer um revés grande, caso ocorra alguma mudança no mercado que afete investimento escolhido. E o risco de prejudicar seu patrimônio é enorme.

Apostando em um plano diversificado de investimentos, você pode experimentar rentabilidades diferentes e, ainda por cima, dilui o risco em várias frentes. Dessa forma, caso haja dificuldades em alguma aplicação sua, você ainda terá outras alternativas.

Como comparar as corretoras

Com essa explicação, você já deve ter percebido que há diferenças entre investir por meio de uma corretora de valores e investir diretamente com o banco, não é mesmo? Então, fica a pergunta: como saber qual corretora escolher?

Existem variações nos serviços oferecidos por essas empresas. Veja, abaixo, 4 aspectos que você deve levar em consideração antes de tomar a decisão final:

Preço

As corretoras operam diversas modalidades de investimentos em renda variável, por esse serviço, cobram uma quantia chamada taxa de corretagem. Essa taxa pode variar de acordo com o tipo de mercado em que a empresa opera, que pode ser à vista, fracionário, por opções ou mercado futuro. O percentual cobrado também varia de acordo com o tipo de plano que você contrata.

Além disso, há também uma taxa de custódia – que pode ser cobrada sobre investimentos em renda variável e também em renda fixa -, que é o que você paga para que a corretora “guarde” seus ativos. Nem todas as empresas cobram por isso, mas em alguns casos o valor pode chegar a até R$ 30.

Existem ainda algumas corretoras que oferecem home broker, para que você tenha mais autonomia com relação aos seus investimentos em renda variável, e este é um serviço cobrado à parte. Mas as operações via mesa também são taxadas, portanto não há escapatória nesse caso.

Vale lembrar que as corretoras dependem das taxas cobradas para se manterem operando, e isso é um valor inerente aos seus investimentos. A dica é não escolher a corretora somente pelo preço e sim pela combinação entre os valores cobrados e o que é oferecido.

 

Atendimento

Seu dinheiro é precioso e você não vai deixá-lo com quem não atende bem, não é mesmo? A disponibilidade dos profissionais e a forma como tratam o cliente e solucionam suas dúvidas devem ser determinantes para a sua escolha.

A corretora deve ser acessível e ter uma equipe sempre disponível para que você não se sinta desamparado. Nesse caso, a melhor forma de escolher é investigar a maneira como a empresa trabalha, por meio da opinião dos atuais clientes. Ajuda bastante fazer uma busca na internet, principalmente em sites de reclamações.

O número de clientes atuais também ajuda a determinar a confiabilidade da corretora, item essencial para que você invista com segurança e sabedoria.

Ferramentas

Atualmente, a tecnologia permite que você faça diversas operações sem sair da frente do seu computador, ou por meio do seu celular ou tablet. Portanto, antes de escolher a corretora, veja que tipos de ferramenta são disponibilizadas para você.

Você pode contar com home broker, Tesouro Direto, aplicativos para celular e outras plataformas que tornam o seu relacionamento com a corretora o mais estreito possível. Quanto maior for a gama de ferramentas oferecidas, melhor para você.

Faça um comparativo entre a qualidade e o número de ferramentas oferecidos e os valores cobrados por cada corretora, para chegar a uma conclusão.

Serviços

Por fim, fique atento aos serviços oferecidos. Ao aplicar seu dinheiro, você precisa ter acesso a relatórios, consultorias, análises e outros fatores que fazem com que a transparência esteja sempre em primeiro lugar.

Por que investir em uma Corretora de Valores?

Você já conheceu os principais pontos que tornam uma corretora de valores imprescindível para quem quer investir.

Agora, vamos falar um pouco sobre quais são as vantagens de abrir sua conta em uma corretora independente e fugir da opção que seu banco oferece.

Todos esses benefícios estão relacionados em maior ou menor grau com uma realidade: bancos estão em uma situação cômoda, com uma grande fatia do mercado e clientes já conquistados, o que permite cobrar taxas maiores e oferecer serviços de menor qualidade.

Já as corretoras, por sua vez, precisam se destacar no mercado, e o sucesso dos investimentos e a satisfação de seus clientes são pontos essenciais para conquistar reconhecimento.

Maior variedade de produtos

Qualquer grande banco comercial tem, em seus caixas eletrônicos, no internet banking ou no aplicativo de celular, uma opção “Investimentos”, onde são oferecidos CDBs, LCIs e LCAs, entre outros.

No entanto, se você tem conta no banco X, a maioria dos títulos de crédito que você poderá comprar serão desse banco X, mesmo que essa não seja a melhor opção em termos de rentabilidade. Para aproveitar as boas opções do banco Y, que oferece rendimentos maiores, você teria que abrir outra conta nele. Imagine a loucura que seria ter que abrir uma conta em cada banco para aproveitar o que cada um deles tem de ofertas em termos de investimento!

Em corretoras independentes, por outro lado, a situação é bem diferente. É como estar em um “supermercado financeiro”, pois elas oferecem uma grande variedade de títulos de diversos bancos. Assim, você não fica atrelado a apenas uma instituição e consegue investir em produtos de diversos emissores.

Um exemplo de bom negócio são os títulos emitidos por bancos de pequeno e médio porte. Como têm uma base menor de clientes que os grandes bancos, eles precisam de um atrativo maior para captar recursos e, com eles, oferecer crédito a clientes e empresas.

Por isso, esses bancos menores oferecem rentabilidades melhores do que as que você encontra no banco em que é correntista. Dessa forma, optar por investir em títulos dessas instituições por meio de uma corretora pode fazer seu dinheiro render ainda mais. E, como dissemos, essa aplicação ainda conta com a cobertura do FGC.

Tarifas menores

Bancos oferecem a suposta comodidade de poder investir diretamente por eles, sem precisar abrir conta em outra instituição e transferir o dinheiro para lá. Isso, porém, tem um custo: taxas mais caras em várias modalidades de operação.

Veja o investimento em títulos públicos federais pelo Tesouro Direto, por exemplo. Grandes bancos comerciais chegam a cobrar uma taxa de administração de 2% ao ano sobre o valor investido, enquanto há corretoras que cobram de 0,1% a 0,3% ao ano pelo mesmo serviço.

O mesmo ocorre com fundos de investimento. Enquanto os bancos geralmente cobram taxas superiores a 2% ao ano em seus produtos (alguns fundos chegam a 4% ao ano de taxa de administração!), corretoras oferecem aplicações de diversos gestores e empresas em que essa cobrança, muitas vezes, fica abaixo de 1%.

Por fim, investimentos em renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs, também são isentos de taxas em corretoras independentes.

Pode parecer pouco, mas essas tarifas atrapalham sua rentabilidade, principalmente quando consideramos os efeitos a longo prazo. É dinheiro pago para o banco, que deixa de render juros e lucros para você.

Suporte de qualidade

Como dissemos, a intermediação de ordens de compra e venda é só uma parte de tudo que uma corretora faz. Ela também fornece informações e conhecimento, que são cruciais para que você tenha sucesso nos seus investimentos.

Uma corretora não está preocupada em oferecer empréstimos, títulos de capitalização, seguros de vida ou produtos do tipo. Diferente de um gerente de agencia que tenta ofertar tudo isso, seus profissionais focam em entender quais são os objetivos financeiros dos clientes e encontrar meios de atingi-los da melhor forma.

Uma boa corretora mantém uma equipe especializada e altamente qualificada para orientar seus investimentos e responder suas dúvidas, além de disponibilizar relatórios e gráficos sobre as variáveis do mercado, materiais para ensinar quem não tem muita experiência na área.

Tecnologia especializada

O mercado de ações é muito ágil e dinâmico — os preços variam constantemente, de acordo com a chegada de novas informações e com os volumes de compra ou venda. Por isso, cada minuto é importante e tudo pode mudar em um instante.

Lembra aquelas cenas da bolsa de valores que passavam nos telejornais, com vários operadores segurando telefones e gritando para negociar as ações? Aquilo tudo, felizmente, é parte do passado: o pregão viva voz encerrou totalmente suas atividades em 2009.

O Home Broker

Hoje em dia, ainda é possível dar ordens de compra e venda por telefone, usando a mesa de operações da corretora. No entanto, grande parte dos negócios é feita pela internet, através de plataformas conectadas fornecidas pelas instituições financeiras, os chamados home-brokers.

Com eles, você pode comprar e vender ações na bolsa de valores pela internet. Esses sistemas contam, ainda, com grandes vantagens, como ordens de start e de stop automáticas.

Ao comprar uma ação, você pode definir um preço mínimo de queda. Caso ela venha a atingir esse valor, uma ordem de venda é automaticamente disparada para evitar que você tenha uma grande perda. Também dá para definir um preço desejado para disparar uma ordem de compra.

Nesse contexto, as corretoras oferecem uma infraestrutura de tecnologia bastante robusta, construída e testada à exaustão para garantir que não haja lentidão ou instabilidade nos sistemas de investimentos, já que isso poderia prejudicar os negócios de seus clientes.

Também é importante ver se a instituição financeira oferece um Agente Integrado para investimentos no Tesouro Direto. Com esse recurso, é possível comprar e vender títulos da dívida pública pelo sistema da própria corretora, sem precisar de outro login e senha para entrar em outra plataforma, o que torna todo o processo mais simples e acessível.

Agora você já conhece as vantagens de abrir sua conta em uma corretora para fazer seus investimentos. Porém, uma outra questão deve estar rondando sua cabeça: qual corretora escolher? Esse é o próximo ponto do texto. Continue lendo e descubra como decidir!

Não existe uma corretora que seja a melhor do mercado. Diferentes instituições financeiras têm suas especialidades, seus pontos fortes e seus pontos fracos.

É um pouco como escolher em que banco abrir conta ou que operadora de telefonia escolher. Você deve analisar o que cada uma das opções oferece, sempre levando em consideração o que você procura e seu perfil de investidor.

Reunimos alguns pontos para você avaliar e decidir com consciência. Confira!

Analise taxas e custos

Esse é o primeiro passo. Eliminar custos dispensáveis é um ponto importantíssimo para obter boas rentabilidades. Procure saber quanto a corretora cobra por diferentes serviços, como:

  • taxa de custódia de títulos de crédito privados, isenta em algumas corretoras;
  • taxa de corretagem, cobrada a cada ordem de compra ou venda de ações;
  • taxa de custódia de ações, realizada nos meses em que o cliente não realiza nenhuma ordem de compra ou venda de ações.

Também é importante prever os custos com a transferência de dinheiro para sua conta na corretora. O ideal é ter uma conta em um banco cujo pacote de serviços cubra transferências por TED ou DOC sem custos adicionais.

Mas fique atento: os preços praticados não devem ser seu único parâmetro para escolher uma corretora. Muitas vezes, optar pelo mais barato sem levar outros fatores em consideração pode se tornar um problema mais adiante.

Da mesma forma que produtos mais baratos geralmente têm qualidade inferior e profissionais que cobram menos trabalham pior, instituições com tarifas muito baixas podem ter dificuldades para custear sua operação e, como consequência, oferecer um atendimento ruim, serviços que não funcionam direito, análises falhas, etc. Como veremos adiante, há muitos outros pontos a serem avaliados.

Estude o auxílio e suporte oferecidos

Um dos principais diferenciais de uma corretora para outra está nos serviços que ela presta para ajudar você a investir corretamente.

Se você está começando no mundo dos investimentos, o ideal é escolher uma instituição que forneça materiais explicativos e didáticos, como e-books que explicam o básico do mercado de ações ou do Tesouro Direto.

Quem possui mais conhecimentos deve ficar atento aos relatórios publicados periodicamente. Também é importante notar se existe o serviço de assessoria de investimentos e quais as qualificações e o conhecimento demonstrado pelos consultores. Verifique, ainda, a disponibilidade de materiais gratuitos e avalie a qualidade deles.

Leve em conta o atendimento recebido

Fique atento, desde o primeiro contato para a abertura de sua conta, com o atendimento dado pela corretora a você, cliente. Ele é um bom indicativo de como será seu relacionamento com a empresa.

Observe, também, se o processo de abertura de conta, geralmente bastante burocrático, conta com o auxílio de um atendente ou de um assessor. São diferenciais importantes e que demonstram o quanto a corretora se importa com você.

Garanta que a corretora oferece opções variadas de investimentos

Uma das principais estratégias para obter bons resultados no longo prazo é a diversificação de investimentos.

Em linhas gerais, essa estratégia consiste em distribuir suas aplicações entre diferentes tipos de ativos tanto de renda fixa quanto de renda variável.

Uma boa estratégia pode prever investimentos, por exemplo, em títulos atrelados a taxas básicas de juros e índices de inflação e em ações de vários setores. Assim, você garante uma exposição menor a riscos.

Se o valor de uma ação cair, por exemplo, outra pode ter uma alta e compensar aquela perda; um momento de crise na economia pode levar a uma queda nas ações, o que pode ser equilibrado com boas remunerações em renda fixa.

A frase “não ponha todos os ovos na mesma cesta”, repetida à exaustão quando se fala de investimentos, faz sentido: é preciso distribuir os riscos para proteger o patrimônio.

Por isso, é importante que sua corretora forneça diversas opções de investimento além de ações, como CDBs e LCIs de diversos bancos e com diferentes prazos de vencimento, debêntures com boas remunerações, títulos públicos, fundos imobiliários, fundos de investimentos de diversas categorias (tanto de gestão própria quanto de outras instituições), derivativos, mercados futuros, entre outros.

Assim, você tem acesso a vários produtos em um só lugar, podendo montar a estratégia de alocação de ativos ideal para seu perfil e para seus objetivos.

Cheque se existe tecnologia para segurança de dados

Uma boa corretora deve se preocupar com a segurança de seu ambiente online para evitar a ação de softwares e pessoas mal-intencionadas, que podem roubar seus dados. Transações não autorizadas, por sua vez, são praticamente impossíveis, já que só é permitido transferir o dinheiro de sua conta na corretora para outra de mesma titularidade.

Verifique se a empresa oferece um produto certificadamente seguro, com bons níveis de criptografia de dados e boa proteção no acesso à conta. Também vale pesquisar qual o histórico da corretora e checar se ela já teve problemas desse tipo.

Exija processos eficientes e personalizados

Boas corretoras se preocupam com seus clientes. Elas não oferecem opções prontas, padronizadas, mas, sim, conversam com o investidor para conhecer melhor seu perfil, seus objetivos de curto, médio e longo prazo e o quanto de risco ele tolera.

A partir disso, a equipe da corretora pode sugerir os produtos mais adequados para alcançar os rendimentos esperados nos prazos definidos.

Também é importante ver se os serviços vão ao encontro do que você procura. Investidores mais experientes podem necessitar de um home-broker de alto desempenho, mais rápido e mais estável, para não perder as melhores oportunidades.

Quem está começando, por sua vez, deve preferir corretoras que auxiliem o cliente de forma mais próxima durante os primeiros passos.

Ao avaliar as corretoras de valores, confira suas certificações

Instituições do mercado financeiro estão constantemente verificando a qualidade dos serviços das corretoras de valores e endossando aquelas que adotam boas práticas.

A BM&FBOVESPA possui o Programa de Qualificação Operacional (PQO), que visa incentivar e reconhecer, por meio de selos de certificação, as instituições financeiras que investem em serviços de qualidade.

Um desses selos é o Execution Broker. Ele atesta que a corretora possui estrutura e tecnologia adequadas para garantir eficiência e confiabilidade na execução dos negócios e ótimos sistemas e plataformas para negociação de ativos.

Outra certificação imprescindível é a emitida pela Cetip. O Selo Cetip Certifica garante que os títulos de renda fixa comprados por você estão devidamente registrados com seus dados e seu CPF no sistema da integradora.

Isso é essencial para a segurança do investimento, pois facilita o ressarcimento por parte do FGC em caso de quebra do banco emissor do título.

Agora você já sabe que uma corretora de valores é bem mais que uma intermediária para operar na bolsa de valores. Ela oferece uma gama enorme de investimentos e serviços para seu patrimônio crescer de acordo com a segurança e a rentabilidade que você deseja.

Você também aprendeu como escolher uma corretora de valores: é preciso levar em conta não apenas os custos, mas também a qualidade do atendimento, a tecnologia empregada, a assessoria oferecida e a tradição e o reconhecimento do mercado.

E, claro, o bom e velho boca a boca ainda funciona: converse com amigos, colegas e familiares e veja qual corretora eles indicam e recomendam. Procure também opiniões de clientes e confira o quão satisfeitos eles estão.

Quais vantagens são oferecidas pelas corretoras?

Um dos benefícios oferecidos por uma corretora de valores é a diversificação de investimentos que ela possibilita, não só em termos de tipos de produtos como também de emissores dos papéis. Em via de regra, enquanto o correntista de um determinado banco só consegue aplicar nos produtos da própria instituição, em uma corretora, ele pode escolher a melhor aplicação entre produtos ofertados por diversos estabelecimentos.

Assim, na corretora de valores, o investidor pode optar pelo produto que mais se adeque às necessidades dele, podendo optar por produtos de diversas instituições disponíveis na plataforma.

Por exemplo, na corretora, você pode comparar os custos e as taxas de CDBs de diversos bancos e, assim, fazer uma escolha mais embasada. É importante mencionar que, mesmo com o auxílio de um assessor ou de um consultor, conforme o caso, a decisão final cabe sempre ao investidor e apenas a educação financeira te libertará de não cair em ofertas que são feitas apenas para gerar maiores comissões.

Como escolher uma corretora de valores mobiliários?

Como citei antes, a corretora é uma instituição que faz a intermediação de negócios. Em alguns casos, como na bolsa de valores, o investidor precisa ter uma conta em uma corretora para poder operar no chamado mercado de capitais, o qual inclui a compra e a venda de ações.

Na hora de escolher a melhor corretora de valores para as suas necessidades, você deve levar em conta alguns fatores, como diversidade de produtos oferecidos, custos operacionais, oferta de assessoria especializada, uso de plataformas de negociação pela internet, etc. Atente-se ao fato de que “assessoria especializada” não garante que sempre será oferecido o melhor para você. É muito comum (assim como é com os gerentes dos bancos) em corretoras que assessores ofertem sempre produtos que lhes rendam mais comissões, por isso a necessidade de sempre você continuar aprendendo sobre investimentos.

Note que essa escolha deve se basear em benefícios que você realmente utilizará durante as operações. Portanto, não adianta você optar por uma corretora que possua uma baixa taxa de corretagem na intermediação de negócios com ações, se você não investe no mercado acionário, concorda?

Por isso, quando for comparar critérios, leve em conta os aspectos que podem impactar de fato no resultado dos seus investimentos. Por exemplo, se a pessoa investe em Tesouro Direto, as taxas de administração cobradas pelas corretoras podem variar de 0% a 2%. Então, se alguém investe só em títulos públicos, é importante comparar as taxas antes de abrir a conta na corretora de valores, pois a performance da aplicação também depende dos custos operacionais.

Além disso, é importante analisar o suporte oferecido pela instituição, como material educativo, indicações de compras, etc. Contudo, lembre-se sempre de avaliar os critérios com base no seu perfil de investimento e nas suas necessidades, afinal, o que é bom para um investidor pode ser péssimo para outro.

Como se opera em uma corretora de valores?

A corretora faz o “meio de campo” entre o investidor e algum tipo de instituição, como banco ou bolsa de valores, ou ainda fundos de investimentos. Depois de abrir a conta na corretora, a pessoa transfere certa quantia da própria conta bancária para a nova na corretora.

Nos ambientes de negociação das corretoras na internet, como os home brokers, os investidores podem adquirir os ativos financeiros, nos quais possuem interesse. Tais produtos geralmente apresentam as próprias características, como rentabilidade em determinado período, eventuais prazos de carência (em que não pode haver resgate), cobrança de taxas, etc.

Uma vez que compra um ativo, o investidor tem descontado o valor da aquisição no saldo da conta que possui na corretora. Por intermediar transações, essa instituição se encarrega de transferir o dinheiro para quem emitiu o título ou o valor mobiliário, e transferir a posse do papel comprado para o investidor. Tais negociações acontecem em ambientes virtuais, logo, não há recebimento de material impresso.

E se uma corretora falir?

Muitos investidores já ouviram notícias de falência de corretoras e, por isso, temem as consequências desse tipo de ocorrência. Entretanto, é preciso mencionar que o dinheiro aplicado nos investimentos não fica com a corretora. Na verdade, ela somente faz a intermediação dos negócios — quer dizer, pega o dinheiro do investidor e entrega para outra instituição, em troca do título ou do valor mobiliário.

No mercado financeiro, existem instituições que fazem os registros dos ativos financeiros e podem atestar que determinado produto está atrelado a determinado CPF. Por exemplo, a antiga CETIP (atual B3) é uma dessas instituições. Já quanto aos títulos públicos, no site do Tesouro Direto, o investidor pode checar os papéis que possui no próprio nome.

Um eventual risco de perda, com a falência de uma corretora de valores, existe se o investidor deixar dinheiro parado na conta que possui nessa entidade. Contudo, tenha em mente que essa conta não deve guardar grandes quantias, pois ela serve apenas para que você tenha saldo para fazer as transações. Portanto, no caso de resgate de uma aplicação, você pode reinvestir o valor ou, então, transferi-lo para a sua própria conta bancária.

Agora que você já conhece um pouco como funciona uma corretora de valores, é possível que queira diversificar as suas aplicações, não é mesmo? Contudo, para ter bons resultados financeiros, é indispensável que você saiba as características de cada tipo de produto.

Dessa forma, as corretoras de valores são imprescindíveis para o processo de compra e venda de ações. Você, enquanto investidor, já escolheu a corretora ideal para o seu perfil e sabe qual o melhor investimento nesse momento de crise? Saiba como investir e obter bons ganhos em períodos de crise baixando o e-book Investimentos à Prova de Crise!

 

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About the Author

Tatiana Mallmann, Co-Fundadora do Blog London Capital, formada em Administração de Empresas, ingressou no mercado financeiro em 2006, acumulando experiência em varejo, planejamento financeiro e seguros corporativos em instituições como Banco do Brasil e Confiança Companhia de Seguros. Especialista em planejamento financeiro, gestão de risco, proteção do ativo humano, blindagem de patrimônio e sucessão empresarial.